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Exportações de lácteos crescem em novembro e reduzem déficit da balança comercial do setor

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As exportações brasileiras de lácteos apresentaram avanço em novembro de 2025, contribuindo para uma redução no déficit da balança comercial do setor, conforme análise do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (8).

Segundo o levantamento, o país exportou 4,41 milhões de litros em equivalente leite, um aumento de 13,18% em relação a outubro. No mesmo período, as importações recuaram 14,83%, somando 177,21 milhões de litros.

De acordo com o Imea, o movimento foi impulsionado pelo aumento da disponibilidade de leite nas principais regiões produtoras e pela queda dos preços internos, fatores que estimularam os embarques e reduziram a necessidade de compras externas.

Paraná, Minas Gerais e São Paulo lideram as exportações

Entre os estados que mais contribuíram para o crescimento das exportações de lácteos, o Imea destacou o Paraná, com 1,28 milhão de litros exportados, seguido de Minas Gerais, com 515,72 mil litros, e São Paulo, com 350,93 mil litros.

As três regiões registraram avanço nas exportações no comparativo mensal:

  • Paraná: +3,19%
  • Minas Gerais: +14,33%
  • São Paulo: +9,50%
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Esses resultados reforçam o papel dos estados do Sul e Sudeste como principais polos exportadores de produtos lácteos do país, sustentando o desempenho nacional do setor.

Déficit da balança láctea recua mais de 31 milhões de litros

O aumento das exportações e a queda nas importações resultaram em melhora significativa na balança comercial dos lácteos. Conforme o Imea, o déficit caiu 31,36 milhões de litros, encerrando o mês de novembro em -172,81 milhões de litros.

Apesar de o saldo ainda permanecer negativo, o desempenho do mês indica tendência de recuperação gradual, com melhor equilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno.

Oferta interna elevada e preços menores sustentam tendência

O instituto avalia que a maior produção nacional de leite, associada à redução dos preços no mercado doméstico, deve continuar favorecendo o aumento das exportações nos próximos meses. A expectativa é que, se o ritmo for mantido, o déficit da balança láctea continue em trajetória de queda até o início de 2026.

Essa melhora contribui não apenas para o escoamento da produção excedente, mas também para a estabilização dos preços pagos ao produtor, fortalecendo a competitividade do leite brasileiro no mercado internacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Marrocos suspende tarifas de importação sobre ovinos vivos e carnes bovina, ovina, caprina e camelídea até dezembro de 2026

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que o Governo do Reino do Marrocos publicou, em 27 de julho de 2026, o Decreto nº 2.26.584 e a Circular nº 6762/211, da Administração das Alfândegas e Impostos Indiretos, suspendendo a cobrança do direito de importação sobre:

  • ovinos domésticos vivos (posição tarifária 0104.10.90.10); e
  • carnes das espécies bovina, ovina, caprina e camelídea (posições tarifárias 02.01, 02.02, 02.04 e 0208.60).

A medida está em vigor desde 27 de julho e permanecerá válida até 31 de dezembro de 2026. Ela se aplica às importações originárias de todos os países.

Para as miudezas de animais das espécies bovina, ovina, caprina e camelídea (posição tarifária Ex 02.06), permanece o direito de importação de 30%.

Segundo o governo marroquino, a decisão busca ampliar o abastecimento interno de carnes vermelhas. O censo pecuário de 2025 apontou uma redução de aproximadamente 30% do rebanho bovino do país, cenário atribuído aos períodos de seca e ao aumento dos custos com alimentação animal.

No comércio entre Brasil e Marrocos, as importações marroquinas de bovinos vivos destinados ao abate já são realizadas sob regime semelhante. Desde o fim de 2022, esses animais têm a cobrança do direito de importação suspensa quando importados dentro de contingentes tarifários anuais definidos pelo governo marroquino, fixados em 300 mil cabeças para 2026.

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Em 2025, as exportações brasileiras de bovinos vivos para o Marrocos somaram US$ 213,5 milhões, frente aos US$ 41 milhões registrados em 2024. No período, o Brasil respondeu por 46,7% das importações marroquinas desse produto. Já no primeiro quadrimestre de 2026, o Marrocos foi o segundo principal destino das exportações brasileiras de bovinos vivos.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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