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Emater-MG lança cartilha com orientações sobre boas práticas no processamento do mel e prevenção de contaminações

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Desde a retirada do mel das colmeias até o momento do envase, o produto exige uma série de cuidados para manter sua pureza, sabor e segurança alimentar. Pensando nisso, a Emater-MG lançou a cartilha “Apicultura: Boas Práticas de Processamento”, um material educativo voltado a apicultores de todo o estado.

A publicação está disponível para consulta gratuita na Livraria Virtual do site da empresa.

Qualidade do mel depende do manejo e do ambiente

De acordo com a Emater-MG, o mel é um alimento natural produzido a partir do néctar das flores, e sua qualidade está diretamente ligada às condições ambientais e aos cuidados adotados pelo apicultor durante o manejo e o processamento.

O documento destaca que fatores como o tipo de vegetação, a qualidade da água e o manejo correto das colmeias influenciam diretamente nas características físicas, químicas e sensoriais do produto final.

A coordenadora estadual de Pequenos Animais da Emater-MG e autora da cartilha, Márcia Portugal, explica que a qualidade do mel deve ser preservada em todas as etapas:

“A produção de um mel seguro depende do manejo adequado no campo e do uso correto das boas práticas durante a coleta, o transporte e o processamento, reduzindo os riscos de contaminações”, afirma.

Três principais riscos de contaminação do mel

O material técnico alerta que o mel pode sofrer contaminações física, química ou biológica, caso não sejam seguidos protocolos adequados de higiene e manuseio:

  • Contaminação física: presença de terra, pedaços de madeira, poeira ou insetos.
  • Contaminação química: resíduos de detergentes, medicamentos veterinários ou agrotóxicos.
  • Contaminação biológica: proliferação de microrganismos, como leveduras e bactérias, capazes de causar fermentações e comprometer a segurança alimentar.
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Segundo Márcia Portugal, pequenos descuidos nas instalações, equipamentos ou na higiene da equipe podem tornar o mel impróprio para consumo e inviabilizar sua comercialização.

Orientações sobre higienização, processamento e transporte

A cartilha traz instruções detalhadas sobre as instalações apícolas, limpeza e conservação de equipamentos, cuidados com a mão de obra e procedimentos corretos de colheita e transporte.

O documento também aborda a higienização da unidade de extração, destacando o uso de produtos específicos e concentrações adequadas na lavagem de pisos, paredes e utensílios.

No processamento, são apresentadas boas práticas para cada etapa — centrifugação, filtragem, decantação, envase e armazenamento — com foco na preservação da qualidade natural do mel e na prevenção da degradação dos açúcares.

Armazenamento correto mantém qualidade e sabor

A Emater-MG recomenda que o mel seja guardado em local seco, escuro e com temperatura ambiente controlada, evitando a refrigeração, que pode alterar sua textura e sabor.

A publicação ainda reforça que a cristalização é um processo natural, típico do mel puro, e não representa perda de qualidade do produto.

Apicultura mineira: atividade familiar em expansão

A apicultura mineira é desenvolvida, em sua maioria, em pequenas propriedades rurais. O estado conta com cerca de 7,5 mil agricultores familiares envolvidos na produção de mel, própolis e derivados.

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Atualmente, Minas Gerais produz aproximadamente 7,6 mil toneladas de mel por ano, com destaque para as regiões Central, Centro-Oeste e Norte de Minas, que se consolidam como os principais polos da atividade no estado.

Cartilha

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil abre plantio da soja com safra projetada em recorde de 181,6 milhões de toneladas

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O Brasil realiza nesta quinta-feira (17) a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 com a expectativa de colher 181,6 milhões de toneladas, novo recorde para a oleaginosa. A cerimônia começa às 9h, pelo horário de Brasília, na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte, a aproximadamente 440 quilômetros de Cuiabá.

A projeção preliminar da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) representa crescimento de 0,7% sobre as 180,4 milhões de toneladas colhidas na temporada 2025/26, que já foi a maior da história. Mesmo com uma expansão mais moderada, a soja continuará respondendo por praticamente metade de todos os grãos produzidos no País.

A área destinada à cultura deve alcançar 49,3 milhões de hectares, avanço de 1,4%. Se confirmada, será a maior extensão já cultivada com soja no Brasil, embora apresente o menor crescimento percentual das últimas duas décadas.

O ritmo mais contido não significa perda de força da cultura. Mostra que a próxima etapa de crescimento dependerá menos da incorporação de novas áreas e mais da produtividade, da tecnologia, do controle dos custos e da capacidade de transformar o grão em produtos de maior valor.

Para alcançar a produção estimada, as lavouras brasileiras precisarão atingir rendimento médio próximo de 3,7 toneladas por hectare, equivalente a pouco mais de 61 sacas por hectare. O resultado está próximo dos melhores níveis obtidos pelo País e dependerá principalmente da distribuição das chuvas ao longo do ciclo.

A soja abre uma temporada em que a produção brasileira total de grãos pode chegar a 366,6 milhões de toneladas, crescimento de 1,3% sobre o recorde de 361,7 milhões registrado em 2025/26. Além da oleaginosa, a Conab projeta avanço do milho, cuja produção poderá alcançar 148 milhões de toneladas.

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O desempenho da safra anterior também deixou uma base favorável para o novo ciclo. As exportações brasileiras de soja estão estimadas em 116,2 milhões de toneladas, maior volume da série histórica, confirmando a capacidade do País de atender simultaneamente ao mercado externo e à indústria nacional.

Mato Grosso, escolhido para sediar a abertura, deverá novamente liderar a produção brasileira. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima o plantio de 13,05 milhões de hectares no Estado, área equivalente a mais de um quarto de toda a soja cultivada no País.

A produção mato-grossense está projetada em 48,88 milhões de toneladas, com produtividade média de 62,44 sacas por hectare. Sozinho, o Estado poderá colher aproximadamente 27% de toda a soja brasileira.

O plantio está autorizado em Mato Grosso desde 7 de setembro, após o encerramento do vazio sanitário destinado ao controle da ferrugem asiática. Algumas áreas irrigadas e lavouras que receberam chuvas mais volumosas já começaram a ser semeadas, mas o avanço estadual ainda é inferior a 1%.

A expectativa é que as máquinas entrem de forma mais intensa no campo durante a primeira quinzena de outubro, quando as precipitações tendem a se tornar mais regulares. A recomendação é evitar o plantio após chuvas isoladas, sem umidade suficiente no solo ou perspectiva de continuidade.

O início da soja dentro da janela adequada é decisivo para todo o calendário de Mato Grosso. Uma implantação bem conduzida permite colher mais cedo e preserva o período disponível para o milho e o algodão de segunda safra, culturas que respondem por parcela importante da renda das propriedades.

O produtor também começa a temporada com parte relevante da produção já protegida comercialmente. Até agosto, 39,12% da soja mato-grossense prevista para 2026/27 estava negociada, acima da média histórica de 30,55% para o período. O avanço ocorreu em meio à melhora das cotações e permitiu a fixação antecipada de preços em parte da safra.

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A comercialização prévia reduz a exposição às oscilações do mercado, mas exige cuidado para que o volume vendido não supere a capacidade efetiva de produção. O risco aumenta em uma temporada na qual o clima pode apresentar chuvas irregulares e períodos secos concentrados em algumas regiões.

A abertura nacional terá como um dos temas centrais a verticalização da soja na produção de alimentos e energia. O debate acompanha o crescimento do processamento interno, que transforma o grão em farelo para alimentação animal, óleo comestível, biodiesel e matérias-primas utilizadas por diferentes segmentos industriais.

Quanto maior o processamento próximo às regiões produtoras, maior tende a ser a demanda local e menor a dependência da venda do grão sem transformação. A instalação de indústrias também movimenta transporte, armazenagem, produção de carnes, energia e serviços especializados.

A safra 2026/27 começa, portanto, com possibilidade de novo recorde, área próxima de 50 milhões de hectares e demanda firme pela soja brasileira. O avanço mais lento da superfície plantada reforça uma mudança de prioridade: nesta temporada, o resultado deverá vir principalmente da eficiência dentro da porteira e da agregação de valor depois dela.

A Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube a partir das 9h, pelo horário de Brasília, e das 8h no horário de Mato Grosso. O evento ocorre na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte.

Fonte: Pensar Agro

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