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Exportações de carne suína caem 3,8% na primeira semana de novembro e preços recuam levemente

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Exportações de carne suína iniciam novembro em ritmo mais lento

As exportações brasileiras de carne suína fresca, refrigerada ou congelada começaram novembro em desaceleração. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta segunda-feira (10), o país embarcou 27,2 mil toneladas do produto na primeira semana de novembro de 2025.

Em novembro do ano anterior, os embarques haviam somado 107,6 mil toneladas ao longo de 19 dias úteis, o que indica uma queda no ritmo de exportação neste início de mês.

Volume médio diário cai 3,8%

A média diária exportada na primeira semana de novembro ficou em 5,4 mil toneladas, registrando recuo de 3,8% em comparação com o mesmo período de 2024, quando a média era de 5,6 mil toneladas por dia.

Esse desempenho mais fraco reflete tanto o menor volume embarcado quanto o arrefecimento da demanda em alguns dos principais mercados importadores.

Preços médios recuam 4% no comparativo anual

Além da redução nos embarques, os preços médios da carne suína brasileira também apresentaram leve retração. O valor médio por tonelada exportada ficou em US$ 2.438,1 mil, queda de 4% frente aos US$ 2.540,1 mil registrados em novembro de 2024.

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A variação indica um mercado externo mais competitivo, com pressões de preço em meio ao aumento da oferta global e à valorização do dólar frente a algumas moedas importadoras.

Receita total e média diária em queda

O faturamento total obtido com as exportações na primeira semana de novembro alcançou US$ 66,4 milhões, enquanto em todo o mês de novembro do ano anterior a receita chegou a US$ 273,4 milhões.

A média diária de exportações ficou em US$ 13,28 milhões, uma redução de 7,7% na comparação com os US$ 14,39 milhões registrados no mesmo período de 2024.

Perspectivas para o mercado de carne suína

Apesar do início mais lento, analistas apontam que o desempenho das exportações de carne suína ao longo de novembro ainda dependerá do comportamento da demanda internacional — especialmente da China, Filipinas e Hong Kong, principais destinos do produto brasileiro.

A expectativa é de que o setor possa recuperar parte das perdas nas próximas semanas, caso haja maior volume de embarques e estabilidade nos preços internacionais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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