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Exportações de carne de frango têm média diária maior em outubro, mas preços caem quase 12%

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Até a segunda semana de outubro de 2025, o Brasil exportou 183,2 mil toneladas de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Embora o volume total ainda esteja abaixo do registrado em outubro de 2024 — 434,6 mil toneladas em 21 dias úteis —, a média diária de embarques avançou 16%, passando de 19,7 mil toneladas em 2024 para 22,91 mil toneladas neste ano.

Queda nos preços preocupa o setor

Apesar do aumento na média diária, os preços médios da carne de frango recuaram significativamente. O valor por tonelada até a segunda semana de outubro de 2025 foi de US$ 1.681,4, representando uma queda de 11,8% em relação aos US$ 1.905,5 registrados em setembro de 2024.

O analista de mercado da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, destaca:

“O que chama a atenção é que os preços estão em queda. Ainda não há a retomada das importações da China, e isso impacta diretamente o mercado.”

Receita com exportações apresenta leve alta diária

No faturamento, o Brasil arrecadou US$ 308,18 milhões até a segunda semana de outubro. Embora o total ainda seja menor que o de setembro do ano anterior — US$ 828,27 milhões —, a média diária de receita avançou 2,3%, atingindo US$ 38,52 milhões por dia útil, frente a US$ 37,65 milhões em outubro de 2024.

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Expectativa de retomada do mercado chinês

O setor aguarda a reabertura das importações da China, que deve influenciar tanto os volumes embarcados quanto os preços pagos pela carne de frango. O aumento da média diária sugere uma tendência de recuperação gradual, mas os preços ainda refletem a cautela do mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

El Niño 2026: saiba detalhes sobre o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do fenômeno no Brasil

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O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) divulgaram nesta segunda-feira (29), o Boletim nº 1 com o objetivo de apresentar o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do El Niño no Brasil em 2026.

O documento é resultado do trabalho realizado em parceria pelos órgãos nacionais e oficiais sobre monitoramento, regulação do uso das águas, gestão de riscos e previsão do clima e tempo. Mensalmente, o conteúdo será atualizado para disponibilizar informações acerca do fenômeno e, assim, apoiar os órgãos federais e estaduais além de contribuir para a tomada de decisões governamentais referentes ao País.

De acordo com o boletim, em junho de 2026 as condições observadas de temperatura da superfície do mar mostram um padrão típico do fenômeno El Niño. Este padrão se apresenta na forma de uma faixa de águas quentes em grande parte do Oceano Pacífico Equatorial que, próximo à costa da América do Sul, são superiores a 2°C.

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Previsão para os próximos meses

A previsão climática para o trimestre julho-agosto-setembro de 2026 indica, de forma geral, chuvas acima da média em áreas da Região Sul do Sul e, chuvas abaixo da média no centro-norte do País.

Ainda, as previsões indicam alta probabilidade de temperaturas acima de média no segundo semestre que, podem aumentar os eventos de onda de calor e a ocorrência de incêndios florestais.

Sobre a previsão da persistência do El Niño e sua intensidade, os modelos indicam probabilidade acima de 90% de permanência do fenômeno até, pelo menos o início de 2027, com alta probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte, quando as anomalias/desvios de temperatura da superfície do mar (TSM) no Oceano Pacífico Equatorial ficam acima de 2,0°C, entre a primavera e o verão de 2026.

Monitoramento contínuo e previsão de impactos

O boletim destaca a importância do acompanhamento das atualizações diárias e mensais dos órgãos para informações acerca de possíveis impactos na agricultura, níveis de rios e reservatórios prioritários além de riscos para inundações e deslizamentos.

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Importante também as recomendações e orientações da Defesa Civil Nacional, especialmente sobre as medidas de autoproteção para a população.

A atuação antecipada e coordenada entre os diferentes níveis de governo e instituições parceiras é fundamental para reduzir os impactos do fenômeno El Niño sobre a população brasileira. O monitoramento contínuo, o planejamento integrado e a adoção tempestiva de medidas de preparação e resposta constituem elementos essenciais para o fortalecimento da gestão de riscos e desastres no país.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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