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Exportações de Café do Brasil Podem Bater Recorde de 47 Milhões de Sacas em 2026/27

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Brasil pode alcançar exportações recordes de café em 2026/27

As exportações brasileiras de café na temporada 2026/27 (julho/junho) têm potencial para atingir quase 47 milhões de sacas de 60kg, segundo avaliação da consultoria Hedgepoint Global Markets, divulgada nesta quarta-feira (25). O aumento é impulsionado tanto por uma produção histórica no país quanto pela recomposição de estoques de importadores internacionais.

De acordo com a Hedgepoint, o Brasil deve exportar entre 45,5 milhões e 46,8 milhões de sacas, superando as 42 milhões embarcadas em 2025/26. Isso representa um crescimento de 8,3% no cenário conservador e 11,4% no mais otimista.

“Com maior oferta no Brasil e a pressão nos preços, esperamos que países consumidores aumentem as importações para recompor estoques, o que pode levar o Brasil a registrar exportações recordes”, explicou a analista Laleska Moda, da Hedgepoint.

Arábica lidera crescimento, enquanto canéfora deve estabilizar

A consultoria estima que as exportações de café arábica atinjam 36,7 milhões a 37,8 milhões de sacas na temporada 2026/27, acima das 32,5 milhões do ciclo atual. Já as vendas externas de canéfora (conilon/robusta) devem ficar entre 8,8 milhões e 9 milhões de sacas, levemente abaixo das 9,5 milhões de sacas exportadas em 2025/26.

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No cenário mais otimista, o volume total de exportações superaria o recorde anterior de 46 milhões de sacas, registrado em 2023/24, enquanto no cenário conservador ficaria cerca de 0,5 milhão de sacas abaixo da máxima histórica.

Produção de café deve atingir safra histórica de 74,4 milhões de sacas

A Hedgepoint projeta a safra de arábica em 2026/27 entre 46,5 milhões e 49 milhões de sacas, comparada a 37,7 milhões na temporada passada. A produção de canéfora deve variar de 24,6 milhões a 25,4 milhões de sacas, elevando a safra total brasileira para 74,4 milhões de sacas, em seu cenário mais otimista.

Para efeito de comparação, no início de fevereiro, a Conab estimou uma safra de arábica pouco acima de 44 milhões de sacas e uma produção total recorde de 66,2 milhões de sacas, incluindo canéforas. A previsão da Hedgepoint para o canéfora supera os números da Conab, que havia estimado 22,1 milhões de sacas.

Cenário global e demanda internacional

No mercado internacional, a Hedgepoint projeta produção mundial de café de cerca de 188 milhões de sacas na temporada 2026/27, com a demanda estimada em aproximadamente 181 milhões de sacas.

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A consultoria destaca que eventuais riscos climáticos serão acompanhados ao longo do ano, considerando o impacto direto sobre a produção e os embarques.

Calendário de colheita no Brasil

A colheita de café canéfora está prevista para começar em abril, enquanto a de arábica se inicia em maio, marcando o início de um ciclo que poderá consolidar o país como principal exportador global de café na temporada 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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