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Exportações brasileiras de grãos devem bater novo recorde em 2026 com foco em soja e milho

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A safra brasileira de grãos 2025/26 está estimada em 354,8 milhões de toneladas, segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). A soja responde por quase metade do volume total, com 177,1 milhões de toneladas previstas.

O plantio do grão já está praticamente finalizado, com 98,2% da área semeada até a primeira semana de janeiro. Estados como Mato Grosso e Paraná iniciaram a colheita, com 0,1% e 1% das lavouras colhidas, respectivamente. À medida que a colheita avança, novas revisões de produtividade e volume total devem ser realizadas.

Exportações de soja: 2025 fecha com recorde histórico e 2026 deve superar marca

Em 2025, o Brasil exportou 108,7 milhões de toneladas de soja, superando o recorde anterior de 2023 (101,3 milhões). Desse total, 80% — cerca de 87,1 milhões de toneladas — tiveram como destino a China, principal compradora da oleaginosa brasileira.

Outros destinos importantes foram Espanha (3,7 milhões de t), Tailândia (3,2 milhões de t) e diversos países que, juntos, somaram 14,7 milhões de toneladas. As exportações renderam US$ 43,5 bilhões ao país em 2025.

Para 2026, a expectativa é que as exportações alcancem 110 milhões de toneladas, impulsionadas pelo início da nova temporada de embarques a partir de fevereiro.

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Milho: produtividade menor, mas exportações seguem firmes

A produção de milho para a safra 2025/26 é estimada em 138,9 milhões de toneladas, uma leve queda na produtividade — cerca de 5% inferior à anterior —, apesar do aumento de área plantada para 22,7 milhões de hectares.

O plantio da primeira safra atingiu 88,3% até o início de janeiro, concentrando-se na região Sul, enquanto o cultivo da segunda safra deve começar ainda neste mês.

Em 2025, o Brasil exportou 41,8 milhões de toneladas de milho, gerando US$ 8,6 bilhões. Os principais compradores foram Irã (9,5 milhões de t), Egito (7,6 milhões de t) e Vietnã (4,4 milhões de t), além de outros mercados menores que somaram 20,3 milhões de toneladas.

O Arco Norte manteve protagonismo logístico, sendo responsável por 52,1% das exportações, enquanto Santos respondeu por 47,9%.

Acordo Mercosul-União Europeia pode impulsionar competitividade brasileira

A expectativa de formalização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia ainda nesta semana deve gerar impactos positivos para o agronegócio brasileiro.

Embora as exportações de soja, farelo e milho já não enfrentem tarifas, o tratado deve ampliar a previsibilidade e reduzir custos, fortalecendo a competitividade dos produtos nacionais no bloco europeu.

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Fatores como preços, sazonalidade, logística e adequação à EUDR (Lei Antidesmatamento da UE) devem influenciar as compras ao longo do ano.

China e Estados Unidos: dinâmica comercial segue afetando o mercado da soja

No cenário global, a China deverá adquirir cerca de 12 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos nesta temporada e 25 milhões de toneladas anuais nos próximos três anos, conforme acordos recentes.

Essa movimentação tende a influenciar os prêmios de exportação no Brasil, especialmente no início da janela de embarques nacionais.

Ainda assim, o Brasil deve manter sua liderança, com pelo menos 70% das exportações de soja destinadas à China, o que representa cerca de 77 milhões de toneladas em 2026.

2025: ano de desafios geopolíticos e consolidação do Brasil como potência agrícola

O ano de 2025 foi marcado por tensões internacionais, mas o Brasil consolidou sua posição como principal fornecedor de soja à China, responsável por aproximadamente 80% das importações chinesas, totalizando 87 milhões de toneladas.

A expectativa é que essa liderança se mantenha em 2026, com a qualidade e competitividade da soja brasileira garantindo espaço frente a outros exportadores globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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