Agro
Exportação de açúcar do Brasil supera 3 milhões de toneladas em linha de embarque
O total de navios aguardando para embarque de açúcar nos portos brasileiros caiu para 75 na semana encerrada em 24 de setembro, frente a 85 na semana anterior (17 de setembro), segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil. Apesar da diminuição, o volume agendado de exportação segue acima de 3 milhões de toneladas, com 3,103 milhões de toneladas previstas, contra 3,282 milhões na semana anterior.
Porto de Santos lidera embarques de açúcar
O Porto de Santos (SP) concentrará a maior parte da carga, com 2.139.364 toneladas. Outros portos com volume significativo incluem:
- Paranaguá (PR): 564.650 toneladas
- São Sebastião (SP): 210.320 toneladas
- Imbituba (SC): 73.997 toneladas
- Itajaí (SC): 25.000 toneladas
- Recife (PE): 63.600 toneladas
- Suape (PE): 27.000 toneladas
O açúcar a ser exportado é composto por diferentes variedades: VHP (2.864.231 t), Cristal B150 (57.000 t), Refinado A-45 (55,6 mil t) e TBC (85.600 t). O relatório da agência considera navios já ancorados, em espera em largo e aqueles com previsão de chegada até 7 de dezembro.
Receita e volume de exportações em setembro
Segundo dados parciais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a receita diária média com exportações brasileiras de açúcar e melaços atingiu US$ 64,217 milhões em setembro, com 15 dias úteis. O volume médio diário exportado foi de 160,525 mil toneladas, totalizando 2.407.884 toneladas de açúcar e uma receita de US$ 963,254 milhões, a um preço médio de US$ 400,00 por tonelada.
Na comparação com setembro de 2024, quando a média diária era de US$ 84,931 milhões, houve queda de 24,4% no valor diário. Em volume, a redução foi de 13%, ante 184,738 mil toneladas diariamente embarcadas no mesmo mês do ano passado. O preço médio também registrou retração de 13%, frente aos US$ 459,70 por tonelada de agosto de 2024.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
GT do El Niño entrega relatório final ao ministro André de Paula
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu, nesta quinta-feira (24/09), o relatório final do Grupo de Trabalho (GT) do El Niño. O documento reúne iniciativas técnicas e de gestão de riscos para reduzir os impactos do fenômeno climático sobre a produção agropecuária nacional, além de propor estratégias de mitigação, adaptação e proteção ao produtor rural, no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
De acordo com o relatório, a resposta do governo federal deve combinar três horizontes de atuação: ações imediatas para a safra 2026/2027; medidas voltadas às próximas safras; e iniciativas de caráter permanente, como a criação de um núcleo de gestão de riscos climáticos extremos para monitoramento e análise de riscos.
A estrutura proposta contará com um painel agroclimático para integrar informações, coordenar ações e apoiar a implementação de estratégias de mitigação, adaptação e proteção do produtor rural.
O ministro André de Paula destacou que o trabalho realizado pelo GT integra os esforços do governo federal, sob coordenação da Casa Civil, para o enfrentamento do El Niño. “Essa é uma questão que não é mais excepcional e veio para ficar. Precisamos de planejamento, dotando o Ministério de instrumentos permanentes para enfrentar as situações decorrentes desse cenário”, afirmou.
Entre as medidas apontadas como prioritárias para acelerar a resposta governamental aos efeitos do El Niño está o fortalecimento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), com o objetivo de assegurar a disponibilidade dessa ferramenta antes da intensificação do plantio da safra de verão.
Outro ponto destacado pelo coordenador do GT, Bruno Leite, é a aceleração da implementação do Plano ABC+ e do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (Caminho Verde), considerados políticas estruturantes de adaptação e mitigação. “Dessa maneira, podemos ampliar a adoção de tecnologias produtivas resilientes, a assistência técnica, a capacitação e o financiamento”, destacou.
O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, ressaltou a importância da iniciativa para o enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas e para o fortalecimento das políticas de adaptação e mitigação no setor agropecuário.
ESTRATÉGIAS E AÇÕES
Para a safra 2026/2027, a prioridade indicada no relatório é reduzir perdas por meio da disseminação de tecnologias de comprovada eficiência, já disponibilizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com ações como assistência técnica, orientações regionalizadas e monitoramento agroclimático para a adoção de práticas de manejo adequadas às condições de cada região.
Para as próximas safras, as recomendações incluem ampliar a adoção de sistemas produtivos resilientes, fortalecer a segurança hídrica e aperfeiçoar o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), com integração a Boas Práticas Agrícolas (BPAs), crédito rural, seguro rural e Proagro.
Entre as ações de caráter permanente está a consolidação, no Mapa, de uma estrutura de gestão de riscos climáticos apoiada por um painel integrado de informações. A proposta prevê articulação institucional, monitoramento e análise de riscos, produção de boletins e alertas, apoio técnico à implementação das ações, inclusive em parceria com os estados, e avaliação dos resultados.
Entre as ações de caráter permanente está a consolidação, no Mapa, de uma estrutura de gestão de riscos climáticos apoiada por um painel integrado capaz de reunir informações climáticas e orientações de manejo em formato acessível a quem precisa. A proposta prevê articulação institucional, monitoramento e análise de riscos, produção de boletins e alertas, apoio técnico à implementação das ações, inclusive em parceria com os estados, e avaliação dos resultados.
GT DO EL NIÑO
O GT do El Niño foi instituído pela Portaria nº 928/2026. O grupo foi composto por representantes de cinco secretarias do Mapa, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Entre as atribuições previstas estava a identificação das regiões e cadeias produtivas mais vulneráveis aos efeitos do fenômeno.
O grupo recebeu da Embrapa um conjunto de 163 medidas sistematizadas para apoiar a gestão de riscos climáticos na agropecuária. As recomendações consideram os possíveis impactos associados ao El Niño na safra 2026/2027 e propõem ações permanentes de prevenção, adaptação e redução de riscos no campo.
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