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EUA Anunciam Pagamento de US$ 11 Bilhões a Produtores Rurais

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O governo dos Estados Unidos abriu inscrições para o programa emergencial Farmer Bridge Assistance, destinado a produtores rurais de grãos, com o objetivo de mitigar impactos temporários no comércio internacional e o aumento nos custos de produção. A iniciativa prevê pagamentos totais de US$ 11 bilhões em apoio financeiro direto.

Prazo de inscrições e público-alvo

Segundo anúncio da secretária de Agricultura, Brooke Rollins, o período para adesão ao programa vai de 23 de fevereiro a 17 de abril de 2026. A medida busca oferecer liquidez aos agricultores no início do plantio da safra de primavera, em um cenário de desafios de mercado.

Estão elegíveis propriedades com áreas plantadas em 2025 de culturas como milho, soja, trigo, arroz, algodão, cevada, sorgo, aveia, amendoim, canola e outras oleaginosas e leguminosas listadas pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Áreas destinadas a pastejo, experimentação ou cobertura vegetal não são contempladas.

Funcionamento do programa e critérios de pagamento

O Farmer Bridge Assistance é administrado pela Farm Service Agency (FSA) e autorizado pela Commodity Credit Corporation (CCC). Os pagamentos serão realizados como suporte emergencial até que entrem em vigor investimentos previstos na legislação One Big Beautiful Bill Act, que estabelece aumento de 10% a 21% nos preços de referência das principais commodities, com repasses previstos a partir de 1º de outubro de 2026.

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Os valores a serem pagos foram definidos com base em três critérios principais:

  • Área plantada em 2025
  • Custos estimados de produção
  • Dados oficiais de oferta e demanda agrícola
Como se inscrever

Produtores com conta ativa no Login.gov e que tenham apresentado o relatório de área plantada de 2025 dentro do prazo poderão realizar inscrições online. Também é possível solicitar formulários pré-preenchidos nos escritórios locais da agência.

O programa representa uma tentativa de garantir recursos financeiros imediatos aos agricultores, permitindo que mantenham a operação e o investimento na próxima safra mesmo diante da volatilidade do mercado global de grãos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil e China reforçam parceria estratégica e avançam em protocolo para exportação de miúdos suínos

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Em Pequim, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e a delegação brasileira participaram de reunião bilateral com a ministra da Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), Sun Meijun, e sua equipe. O encontro, realizado nesta terça-feira (19), deu continuidade à agenda da missão brasileira à China e teve como foco o fortalecimento do comércio agropecuário bilateral, a cooperação sanitária e a ampliação do intercâmbio entre os dois países.

Na ocasião, o ministro André de Paula destacou a parceria entre Brasil e China, que gera benefícios para ambos os países. “O Brasil segue comprometido em atuar como fornecedor confiável de alimentos seguros, de alta qualidade e competitivos para a China, produzidos sob rigorosos padrões sanitários e ambientais. Ao mesmo tempo, reconhecemos a China como parceira estratégica fundamental para o agronegócio brasileiro, inclusive no fornecimento de insumos essenciais à nossa produção agrícola”, afirmou.

A ministra Sun Meijun ressaltou o trabalho conjunto desenvolvido nos últimos anos entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a GACC. “É sempre um grande prazer receber amigos vindos de longe. Hoje contamos com a presença dos departamentos relevantes nesta reunião fraterna. O nosso comércio agroalimentar representa uma parcela importante do intercâmbio bilateral. Em 2025, a China importou US$ 51,4 bilhões em produtos agrícolas do Brasil, o que corresponde a cerca de 50% do comércio total entre os dois países”, declarou.

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A ministra acrescentou que, apesar da forte indústria agrícola chinesa, o país possui um mercado de enorme potencial e permanece aberto à importação de produtos estrangeiros de qualidade. Ela relembrou ainda os acordos e iniciativas firmados durante as visitas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, entre eles protocolos fitossanitários para ampliação das exportações de carne de aves, farelo de amendoim e derivados do etanol de milho, além de memorandos de cooperação em agricultura familiar e mecanização agrícola.

Durante a reunião, Mapa e GACC avançaram nos entendimentos técnicos sobre os requisitos sanitários e quarentenários para a exportação de carne suína e subprodutos do Brasil para a China. O ministro André de Paula e a ministra Sun Meijun confirmaram os termos técnicos do protocolo revisado, cuja formalização deverá ocorrer em momento oportuno.

Após a formalização do protocolo, o Mapa poderá orientar as empresas brasileiras na realização dos preparativos técnicos necessários, enquanto a GACC dará continuidade aos procedimentos internos para viabilizar o comércio.

Ao encerrar o encontro, o ministro André de Paula agradeceu à contraparte chinesa. “Permita-me registrar o apreço e a satisfação do Governo brasileiro pelos avanços registrados hoje no protocolo revisado para carne suína, com inclusão de miúdos suínos. Trata-se de um resultado positivo do diálogo técnico e da cooperação construídos entre nossas instituições ao longo dos últimos anos. Esse avanço representa uma importante conquista sanitária e comercial para ambos os países e reflete o elevado nível de confiança e cooperação entre Brasil e China”.

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O avanço nas tratativas do protocolo de carne suína reforça a cooperação técnico-sanitária entre Mapa e GACC e consolida a China como principal parceira do agronegócio brasileiro.

Durante a agenda, também foram tratados outros temas de interesse das partes. Na ocasião, foi anunciado o retorno de três estabelecimentos brasileiros de carne bovina que estavam suspensos, além do início, no próximo mês, da certificação eletrônica para produtos cárneos.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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