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Estratégia de cooperação do MJSP garante prisão de bicheiro mais procurado do Rio de Janeiro

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Rio de Janeiro, 26/02/2026 – A Força Integrada de Combate ao Crime (Ficco) do Rio de Janeiro prendeu, nesta quinta-feira (26), o bicheiro mais procurado do estado, Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. Ele foi encontrado em uma mansão em Cabo Frio, na Região dos Lagos, após meses de investigação e monitoramento.

A operação faz parte da estratégia de integração criada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que reúne diferentes forças de segurança para atuar de forma coordenada no combate ao crime organizado.

Adilsinho estava foragido há quase um ano e seu nome constava na Lista de Procurados do Projeto Captura, outra iniciativa do MJSP voltada à prisão de criminosos de alta periculosidade. Segundo as investigações, ele é apontado como um dos principais nomes do jogo do bicho no estado e como fabricante e distribuidor de cigarros falsificados no Rio de Janeiro. O esquema incluía produção em larga escala, distribuição interestadual e lavagem de dinheiro.

A ação foi conduzida pela Ficco-RJ, formada por integrantes da Polícia Federal e Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Contaram também com o apoio de servidores mobilizados, do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra), coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/Diopi). O objetivo é unir esforços, compartilhar informações e tornar as investigações mais rápidas e eficientes.

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Para o diretor de Operações Integradas e de Inteligência do MJSP, José Anchieta Neto, a prisão reforça a importância da integração entre as instituições.

“Resultados como esse são fruto da integração entre as polícias e do uso qualificado da inteligência. A cooperação entre forças federais e estaduais é decisiva para enfrentar organizações criminosas complexas. A captura reforça que a integração é uma estratégia concreta de proteção da sociedade”, afirma.

A localização do investigado ocorreu a partir do cruzamento de dados de inteligência, monitoramento financeiro e análise de vínculos. Imagens de drone confirmaram a presença do foragido no imóvel e deram mais segurança ao cumprimento dos mandados judiciais.

Adilson tem cinco mandados de prisão, na esfera federal e estadual. Ele é investigado por crimes relacionados à fabricação e venda de cigarros ilegais, exploração do jogo do bicho e suspeita de envolvimento em homicídios e grupos de extermínio.

Após a detenção, ele foi levado à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro para os procedimentos legais. Em seguida, será encaminhado ao sistema penitenciário e ficará à disposição da Justiça.

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Estratégia Ficco

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) é uma iniciativa de integração entre diferentes órgãos de segurança pública e instituições de justiça, com o objetivo de combater de forma articulada e eficiente as organizações criminosas que atuam no Brasil. 

O trabalho está presente em diferentes estados e ocorre a partir de investigações conjuntas, troca de informações em tempo real e planejamento unificado. O modelo busca aumentar a eficiência das operações e reduzir a fragmentação institucional.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil completa 10 anos sem raiva humana transmitida por cães e reforça vacinação antirrábica na fronteira

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O Brasil completa, em 2026, dez anos sem registrar casos de raiva humana transmitida pelas variantes de cães (AgV1 e AgV2). Para reforçar a prevenção e o controle da doença, especialmente nas áreas de fronteira, o Ministério da Saúde realiza neste sábado (22) a abertura simultânea da Campanha de Vacinação Antirrábica Canina e Felina na Fronteira, com mobilizações no Acre, em Rondônia, no Mato Grosso do Sul e na Bolívia, reunindo representantes do Brasil, da Bolívia e do Peru.

Para apoiar a campanha, o Ministério da Saúde disponibilizou vacinas antirrábicas para cães e gatos e materiais para as ações de vacinação nos três municípios brasileiros, além de apoiar atividades na Bolívia e no Peru. Foram fornecidos equipamentos como caixas térmicas, termômetros, cambões, cordas e focinheiras, utilizados para garantir a conservação adequada das vacinas e a segurança dos profissionais e dos animais.

“Essa ação fortalece a vigilância integrada da raiva e a vacinação de cães e gatos em regiões de fronteira, onde a circulação de pessoas e animais entre diferentes países exige ações coordenadas de prevenção e controle”, explica o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis (DEDT), Francisco Edilson Ferreira.

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CIRCULAÇÃO DO VÍRUS

Apesar de o país não registrar casos de raiva humana transmitida pelas variantes caninas há uma década, o vírus continua circulando entre animais silvestres, principalmente morcegos, primatas e raposas.

O cenário reforça a importância de manter a vacinação de cães e gatos, a vigilância de animais suspeitos e, principalmente, a procura rápida por atendimento de saúde após situações de risco.

Entre 2016 e 2026, foram confirmados 37 casos de raiva humana no Brasil, todos associados a variantes silvestres. Os morcegos estiveram envolvidos em 22 casos. Também houve registros relacionados a primatas (7), felinos infectados com variante de morcego (4), raposas (2), cão infectado com variante de morcego (1) e bovino infectado com variante de morcego (1).

TRATAMENTO NO SUS

A raiva é uma doença viral grave, com alta taxa de letalidade o início dos sintomas. Em caso de mordida, arranhão ou contato de risco com a saliva de mamíferos, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, mesmo que o ferimento pareça pequeno.

Após avaliação, o profissional de saúde indicará, quando necessário, a profilaxia antirrábica, que pode incluir vacina e soro ou imunoglobulina. Também é importante evitar o contato com morcegos e outros animais silvestres encontrados mortos ou com comportamento incomum. A profilaxia antirrábica humana é oferecida gratuitamente pelo 

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Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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