Agro
Estoque de LCA alcança R$ 608 bilhões em setembro e consolida papel no financiamento do agronegócio
O volume de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) em circulação atingiu R$ 608,13 bilhões em setembro, de acordo com o Boletim de Finanças do Agro, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O montante representa um crescimento de 23% em relação ao mesmo período de 2024 e consolida o papel da LCA como um dos principais instrumentos de captação de recursos para o agronegócio brasileiro.
Expansão contínua e recorde histórico
Nos últimos quatro anos, o estoque de LCAs registrou uma expansão expressiva de mais de quatro vezes, passando de R$ 148 bilhões em setembro de 2021 para o valor atual. Entre os títulos financeiros acompanhados pelo Boletim de Finanças Privadas do Agro, a LCA continua sendo o que apresenta maior volume de estoque no país.
Emitida por instituições financeiras e lastreada em recebíveis do agronegócio, a LCA tem se consolidado como um instrumento estratégico para o financiamento privado do setor rural, atraindo investidores pela isenção de imposto de renda e pelo baixo risco de crédito.
LCA representa 37% das fontes de crédito rural
De acordo com dados preliminares do Banco Central do Brasil, as Letras de Crédito do Agronegócio responderam por aproximadamente 37% das fontes de recursos do crédito rural entre julho e setembro de 2025, tornando-se a maior fonte de financiamento do setor.
Essa representatividade reforça a relevância do mercado financeiro privado na composição do crédito rural, complementando as linhas públicas tradicionais e ajudando a sustentar o crescimento das cadeias produtivas do agronegócio.
CPR também apresenta avanço e ultrapassa R$ 527 bilhões
O boletim aponta que o estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 527,43 bilhões em setembro, um crescimento de 27% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
As emissões de CPR da atual safra 2025/26, entre julho e setembro, totalizaram R$ 105,64 bilhões, valor 1% superior ao da safra passada. Do total emitido, 65% das operações foram realizadas junto a instituições financeiras, enquanto 35% foram direcionadas ao mercado de capitais.
A CPR segue como instrumento essencial para financiar a produção agrícola, especialmente nas etapas de custeio e comercialização, e tem se adaptado à digitalização e às novas formas de securitização do crédito rural.
Desempenho dos CRA e CDCA mostra tendências distintas
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) registraram estoque de R$ 162 bilhões em setembro, alta de 17% nos últimos doze meses, impulsionados pelo interesse crescente de investidores institucionais e pelo aumento das operações estruturadas no mercado de capitais.
Em contrapartida, os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) somaram R$ 32 bilhões, uma queda de 17% em relação ao mesmo período de 2024, refletindo o recuo de emissões por parte de empresas e cooperativas devido às condições de juros e à reorganização das carteiras de crédito.
Fiagro passa por ajustes regulatórios
A atualização sobre o desempenho dos Fundos de Investimentos nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) foi temporariamente interrompida. Segundo o Mapa, a retomada da divulgação ocorrerá após o período de adaptação à nova regulamentação prevista no Anexo VI da Resolução CVM 175, que define regras para a consolidação dessa classe de fundos no mercado de capitais.
Perspectivas para o crédito do agronegócio
Com o avanço das LCAs e das CPRs, o mercado financeiro reforça sua importância no suporte à expansão agrícola, especialmente em um cenário de restrição orçamentária das linhas públicas de crédito. A expectativa é de que o agronegócio continue atraindo investidores privados e ampliando o uso de instrumentos financeiros voltados à sustentabilidade e à inovação no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Preço da maçã cai nas Ceasas em abril, enquanto cenoura, cebola e tomate seguem em alta
Os preços da maçã continuaram em queda nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) monitoradas pela Companhia Nacional de Abastecimento. De acordo com o 5º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela estatal, a fruta apresentou redução média ponderada de 8,06% no atacado durante abril.
O movimento de baixa foi impulsionado pelo aumento da oferta da variedade fuji, em plena fase de colheita, ampliando a disponibilidade do produto nas unidades atacadistas. Em Goiás, os preços chegaram a ficar até 35% menores no período.
Além da maçã, a alface também voltou a registrar retração após meses consecutivos de valorização. Segundo o levantamento, os preços médios da hortaliça caíram 5,94% em abril, enquanto a laranja teve leve recuo de 0,98%, mantendo a tendência de estabilidade observada nos últimos meses.
Oferta maior pressiona preços da maçã e da alface
A Conab destaca que o avanço da colheita e o aumento da oferta explicam a pressão sobre os preços da maçã nas Ceasas brasileiras. No caso da alface, fatores climáticos e melhora das condições de produção favoreceram a produtividade e a qualidade da hortaliça.
As maiores quedas da alface foram registradas no Rio de Janeiro, com retração de 19,11%, e em São Paulo, principal produtor nacional, onde os preços recuaram 18,32%.
Por outro lado, a central de abastecimento de Recife apresentou a maior alta da folhosa, com avanço de 48,89%, refletindo fatores regionais de oferta e demanda.
Melancia dispara e lidera altas entre as frutas
Entre as frutas analisadas no boletim, a melancia apresentou a maior valorização percentual no atacado. A média ponderada subiu 24,36% em abril, impulsionada pela redução da oferta no mercado.
As maiores altas foram verificadas nas Ceasas de Recife e Goiânia, onde os preços avançaram 45% e 44%, respectivamente.
O mamão também registrou leve valorização de 0,56%, influenciado pela menor disponibilidade da variedade papaya nas principais regiões produtoras. Já a banana teve aumento médio de 1,97%, sustentada pelo aquecimento da demanda e melhora no escoamento da produção, especialmente em Minas Gerais.
Tomate, cebola e cenoura mantêm forte valorização
No grupo das hortaliças, a tendência predominante foi de alta nos preços. Batata e tomate apresentaram elevação semelhante, de 12,53% e 12,55%, respectivamente.
No caso da batata, a valorização foi puxada pela redução da oferta durante a transição de safras, principalmente da produção oriunda do Paraná. As maiores altas ocorreram nas Ceasas de Curitiba e Goiânia.
Já o tomate segue em trajetória de valorização desde dezembro. Em Ceará, os preços chegaram a subir 23,66%, reflexo da menor oferta e da transição entre as safras de verão e inverno.
A cebola também apresentou alta em todas as Ceasas monitoradas, com avanço médio de 23,03%. Apesar da valorização, a Conab avalia que a oferta tende a crescer nos próximos meses, especialmente com o aumento da produção em Santa Catarina, principal fornecedor nacional, que registrou safra 13,1% superior à anterior.
A cenoura foi a hortaliça com maior alta percentual no período. A média ponderada subiu 48,58% em abril, mantendo preços elevados em todas as centrais analisadas. Os maiores aumentos ocorreram em Belo Horizonte e Vitória, pressionados pela forte demanda sobre a oferta mineira.
Exportações de frutas crescem e faturamento supera US$ 532 milhões
O boletim da Conab também mostra avanço nas exportações brasileiras de frutas e hortaliças no primeiro quadrimestre de 2025.
O volume exportado cresceu 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, gerando faturamento de US$ 532,3 milhões. Apenas em abril, o Brasil embarcou 456 mil toneladas de produtos hortigranjeiros para mercados da Europa, Ásia e Estados Unidos.
Entre os principais destaques das exportações aparecem maçã, melão, manga, melancia, abacate e banana, reforçando a competitividade da fruticultura brasileira no mercado internacional.
Conab destaca papel das Ceasas no abastecimento e controle da inflação dos alimentos
Nesta edição do boletim, a Conab também ressalta a importância das Ceasas e das políticas de abastecimento na mitigação dos efeitos da inflação dos alimentos no país.
Segundo a Companhia, o monitoramento dos mercados atacadistas e a ampliação da eficiência logística têm papel estratégico para garantir maior equilíbrio entre oferta, demanda e preços ao consumidor final.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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