Agro
Estiagem reduz produção de cana-de-açúcar em Santa Rosa e afeta qualidade da matéria-prima
Produção de cana é impactada pela estiagem
A produção de cana-de-açúcar na regional de Santa Rosa sofreu perdas significativas devido à estiagem ao longo do ciclo da cultura, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar.
O levantamento indica que os efeitos da seca foram mais intensos em áreas com solos rasos, comuns em determinados pontos da região, comprometendo o desenvolvimento das plantas.
Queda no volume e na qualidade da cana
O relatório da Emater/RS-Ascar destaca que a estiagem provocou redução no volume produzido e na qualidade da matéria-prima. Esses fatores afetam diretamente o rendimento industrial e o padrão final dos produtos derivados da cana, incluindo açúcar e etanol.
“Reduções no volume produzido, assim como a queda na qualidade da matéria-prima, afetam diretamente o rendimento industrial e o padrão final dos produtos elaborados”, aponta o informativo.
Preço da tonelada se mantém estável
Apesar dos impactos da seca, o preço recebido pelo produtor segue em torno de R$ 151,27 por tonelada, conforme dados do relatório.
A situação reforça a necessidade de acompanhamento climático e estratégias de manejo que possam reduzir os efeitos de eventos de estiagem sobre a produção de cana-de-açúcar na região.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Estoques de títulos privados do agronegócio somam R$ 597 bilhões em setembro
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou os dados do Boletim de Finanças do Agro referentes a setembro de 2026. O levantamento apresenta o desempenho dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio, com destaque para os estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR), que totalizaram R$ 597 bilhões no período.
Ao todo, foram registradas 333 mil CPRs, com valor médio de R$ 1,79 milhão por cédula. Considerando as emissões realizadas na safra 2026/2027, entre julho e setembro, o volume de novas CPRs alcançou R$ 98 bilhões.
No caso da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), os estoques somaram R$ 563 bilhões em setembro. De acordo com as regras vigentes do Manual de Crédito Rural (MCR), pelo menos 60% desse montante, equivalente a R$ 338 bilhões, deve ser direcionado ao financiamento do setor agropecuário. Desse total, no mínimo 45%, correspondente a R$ 152 bilhões, deve ser destinado ao crédito rural oficial. Os valores abrangem recursos relacionados à safra atual e a contratos ainda vigentes de safras anteriores.
Os estoques do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e do Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) atingiram, respectivamente, R$ 175 bilhões e R$ 30 bilhões em setembro.
Já o patrimônio líquido dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) alcançou R$ 73 bilhões no período. Atualmente, 301 fundos dessa categoria estão em operação.
Os dados são do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola do Mapa.
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