Paraná
Estados do Sul e Mato Grosso do Sul fecham propostas da região para o PPA da União
O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Planejamento, definiu 25 demandas do Paraná com foco no desenvolvimento da Região Sul que deverão receber atenção prioritária na definição do Plano Plurianual Federal (PPA), cujo projeto de lei será enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional até 31 de agosto.
Essas demandas do Paraná compõem as propostas do Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul) dentro de uma articulação em bloco para inclusão das demandas no Orçamento da União. Esta é a primeira vez que os estados do Codesul se organizam dessa maneira para apresentar os pleitos regionais de maneira sistematizada ao governo federal, o que irá dar mais força para que sejam autorizados.
Para buscar maior assertividade nos pleitos, os estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, que compõem o Codesul, reuniram-se para definir as pautas regionais mais importantes ao longo de duas semanas de trabalho, concluído nesta sexta-feira (21).
A nova estratégia de utilizar essa ferramenta de planejamento própria da Região Sul, diz o secretário de Estado do Planejamento do Paraná, Guto Silva, proporciona a união da agenda, com demandas que vão da questão de infraestrutura rodoviária até a de controle sanitário.
“Geralmente esses estados estão muito distantes uns dos outros do ponto de vista político e institucional. Com a reunião do Codesul, criamos uma pauta comum dos quatro estados para ser inserida no PPA do Governo Federal, que deste modo poderá ser melhor cobrada”, diz.
Segundo o secretário, pensar de modo regional, com estados que, muitas vezes, têm potencialidades e problemas muito parecidos, é uma forma de ganhar mais força política, envolvendo deputados e senadores, para que o Sul tenha uma agenda clara e positiva.
“Depois desse trabalho formatado faremos uma apresentação para todos os ministérios que possam estar envolvidos, dando peso político de forma mais articulada e organizada”, diz.
“Temos um levantamento de quase 200 demandas do Paraná que já foram entregues ao governo federal. Agora, identificamos aquilo que tem impacto regional para poder apresentar tanto ao Ministério do Planejamento, quanto a outros ministérios, para que as questões regionais sejam consideradas ao elaborar as peças orçamentárias”, explica o diretor de Planejamento da SEPL, João Giona.
PAUTAS REGIONAIS – As pautas estão as relacionadas à segurança pública (equipamentos e obras de penitenciárias), ensino superior (obras em universidades estaduais), educação (capacitação), mobilidade urbana, drenagem e prevenção de erosão urbanas, infraestrutura rodoviária, abastecimento de água em áreas rurais, turismo (planos regionais), a revisão do Tratado de Itaipu e a Nova Ferroeste (que envolve diretamente o Mato Grosso do Sul, mas que foi também encampada por Santa Catarina, com foco na ampliação do escoamento da safra) e meio ambiente (fontes renováveis de energia e recuperação de orlas).
Após duas semanas de trabalho intenso na definição dessas ideias, essas demandas agora estão nas mãos do Codesul, que vai direcionar ofícios aos ministérios do Planejamento e ministérios temáticos. Na sequência, os secretários de Planejamento dos Estados farão agendas políticas para atendimento dessas demandas.
“A ideia, agora, é que os estados do Codesul façam uma atuação em bloco, para que os pleitos tenham mais força. Por isso neste documento não são tratadas pautas isoladas, para que a gente use a força da região para defender esses pedidos perante o governo federal. Depois, essas questões serão apresentadas no Congresso Nacional, para que haja a atuação das bancadas no apoio dessas demandas de interesse da região”, explica Giona.
PPA ESTADUAL – No Paraná, o Plano Plurianual (2024-2027), que deve ser entregue até dia 30 de setembro, tem sido elaborado e discutido com apoio de ações que interiorizam a discussão regional de prioridades. O Projeto Rede399 já passou por quatro regiões (Campos Gerais, Norte, Norte Pioneiro e Sudoeste) e reuniu mais de 1,2 mil pessoas em torno da discussão sobre as demandas estaduais, entre lideranças locais, setor produtivo, associações, universidades, deputados, prefeitos, vereadores e secretários municipais.
Durante esses eventos estão sendo promovidas votações de prioridades entre as demandas da Consulta Pública realizada em abril, que estão ajudando a compor o Plano Plurianual do Estado.
Entre os resultados dessa ação está a priorização, a partir das 116 propostas da Consulta Pública para os Campos Gerais, da área de saúde (mais vagas em hospitais, menos tempo de espera, menos deslocamentos), economia, emprego e turismo (apoio às MPEs e desburocratização) e segurança pública (mais policiais e policiamento em escolas).
Na região que envolve municípios do Norte e Norte Pioneiro, foi escolhida a priorização, entre 52 propostas, da área de economia e emprego (atração de empresas para a região), educação (curso de Medicina na UENP) e saúde e assistência Social (ampliar política habitacional). Durante o encontro no Sudoeste, foi recebida pelo Governo do Estado a Carta do Sudoeste, contendo demandas da região.
O programa Rede399 trouxe vários ganhos para a elaboração do Plano Plurianual estadual, entre eles:
– Abertura de diálogo com a população e representantes da administração pública e entidades privadas para debater e priorizar as demandas levantadas na audiência pública do PPA 2024-2027;
– Oportunidade de demonstrar à população de cada região a importância de um bom planejamento com foco em resultados;
– Oportunidade de compartilhar com os representantes da administração pública dos municípios as diretrizes seguidas para o próximo ciclo de planejamento do Estado, destacando os desafios enfrentados nesta construção;
– Possibilidade de instigar os municípios a buscarem novos caminhos para o seu planejamento e que levem a melhorias nos seus indicadores.
Fonte: Governo PR
Paraná
Nova atualização do Monitor de Secas aponta para continuidade da estiagem no Paraná
As regiões Oeste e Noroeste do Paraná estão em situação de seca fraca, de acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas, divulgado nesta quinta-feira (16). O estudo é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Agora todas as regiões paranaenses registram algum tipo de seca no mapa referente a março.
Nas cidades de divisa com São Paulo, de Sengés à Jacarezinho, houve um recuo da seca grave para moderada. Além destas cidades, a seca moderada também atinge o Vale do Ribeira, as cidades mais ao norte do Litoral, do Sul até a cidade de Pinhão e parte mais ao sul do Sudoeste paranaense. Nas outras regiões, há registro de seca fraca.
No norte da Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro, a seca já está estabelecida há mais de um ano. Os impactos são de curto e longo prazo no Norte do Paraná, ou seja, podem prejudicar a agricultura e o abastecimento de água; e de curto prazo nas demais áreas, ou seja, prejudicando apenas a agricultura.
CHUVAS RECENTES – A irregularidade das chuvas nos últimos meses foi o principal fator para o avanço da seca, que já era observada no Centro-Leste e Centro-Norte do Paraná, para a faixa oeste. Janeiro, fevereiro e março são os meses com maior volume de chuva no Estado, porém o verão registrou chuvas com má distribuição.
A situação ficou mais crítica em março. Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume histórico de chuva para o mês de março de 2026. Algumas delas registraram menos de 25 mm de chuva durante o mês inteiro, como é o caso de Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina.
“Essa precipitação abaixo da média histórica foi influenciada pela atuação de massas de ar seco que predominaram ao longo do mês. A ausência de movimento de umidade da região amazônica para o estado do Paraná também justifica a ocorrência de vários dias consecutivos com pouca ou nenhuma chuva, principalmente nos municípios das regiões Oeste e Sudoeste”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
O déficit de precipitação no Oeste, Noroeste e Sudoeste favoreceu para que a seca fraca se estabelecesse. “A seca fraca está relacionada à ausência de precipitação e alguns indicadores, como o crescimento baixo de algumas culturas, afetando a agricultura. Além disso, no Sudoeste especificamente, a seca se agravou um pouco mais, evoluindo de fraca intensidade para moderada. Ou seja, também há impactos em alguns riachos, rios da região. Isso pode ocasionar desabastecimento, ou alguma cultura poderá ser mais atingida que outras”, diz Kneib.
As informações da plataforma de inteligência agroclimática do Simepar, o Simeagro, apontam que os eventos pontuais de precipitação identificados nas imagens de chuva espacializada foram insuficientes para recompor o déficit hídrico acumulado. Esse comportamento se reflete em anomalias negativas moderadas no índice de vegetação, indicando redução do vigor das culturas, especialmente em áreas de soja em final de ciclo e milho segunda safra em fase inicial de desenvolvimento.
Já na região Noroeste, segundo o Simeagro, o cenário é mais crítico, com maior persistência de falta de chuva ao longo do mês de março e aumento expressivo do risco de incêndio, evidenciando condições de estresse hídrico mais severo. Nesse contexto, os impactos sobre as lavouras tendem a ser mais acentuados, com comprometimento do desenvolvimento vegetativo, maior risco de falhas no estabelecimento do milho safrinha e redução do potencial produtivo.
EM ABRIL – A tendência é de que a situação de seca continue ao longo do mês de abril. Neste mês, historicamente, as chuvas são mais volumosas em poucos episódios: são muitos dias sem chuva, e quando chove, os acumulados são mais altos. A previsão climática do Simepar indica que o Litoral terá volumes acumulados de chuva dentro ou muito próximo da média histórica para abril, e o resto do Estado registrará acumulados abaixo da média – principalmente a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, onde já choveu pouco em março.
A Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec) acompanha o avanço da estiagem e auxilia as prefeituras de acordo com a demanda. Atualmente estão vigentes 20 decretos de situação de emergência homologados pelo Estado nos municípios de Boa Vista da Aparecida, Nova Tebas, Planalto, Realeza, Capitão Leônidas Marques, Coronel Domingos Soares, Espigão Alto do Iguaçu, Laranjal, Prudentópolis, Quedas do Iguaçu, Missal, Santa Helena, Iretama, Salto do Lontra, Roncador, Nova Prata do Iguaçu, Capanema, Santa Mariana, Borrazópolis e Antonina.
Nestes casos, o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) pode direcionar recursos para ações de prevenção e recuperação, como detalha o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil. “Ao todo destinamos já R$ 324 mil para as prefeituras de Nova Prata do Iguaçu, Roncador e Antonina que solicitaram ajuda à Cedec. O dinheiro está sendo investido na compra de caixas d’água e combustível usado nos veículos pesados para obras de emergência para a captação de água”, completa.
Em 2025 e 2026 foram doados 57 reservatórios flexíveis, com capacidade de 6 mil litros de água, para 35 municípios. Os equipamentos permanecem instalados nos locais com maior demanda e podem ser reabastecidos. Este ano foram enviadas ainda 1.440 cestas básicas para os municípios de Antonina, Quedas do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Roncador, Iretama e Espigão Alto do Iguaçu.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, explica que a Companhia mantém um sistema de monitoramento constante do volume dos mananciais e acompanha a evolução do quadro de estiagem em todas as regiões do Paraná.
“Graças ao sistema Infohidro, ferramenta desenvolvida em parceria com o Simepar e o IAT, podemos realizar a gestão de riscos e estamos trabalhando ininterruptamente para garantir a regularidade do abastecimento. No entanto, água é um bem finito e sua disponibilidade depende de um esforço coletivo. Por isso, a Sanepar reforça a necessidade do uso consciente e racional da água, evitando o desperdício”, recomenda Bley.
MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.
O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.
No Brasil, no mapa divulgado nesta quinta-feira (16), a seca grave, assim como no Paraná, recuou para moderada em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. A área de seca extrema também reduziu, ficando restrita agora a cidades do Ceará e do Rio Grande do Norte. No país, a única região que ainda tem registro de seca grave é o Nordeste.
A seca moderada atinge, além do Paraná, maior parte de São Paulo; cidades ao sul e noroeste de Minas Gerais; uma pequena área a noroeste do Mato Grosso do Sul; cidades ao sul e nordeste de Goiás; a maior parte da região Nordeste, com exceção do Maranhão; e algumas cidades ao leste do Piauí, no Norte.
A seca fraca aparece em quase toda a região Sul, em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí e Amazonas, e em pequenas áreas do Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Amapá e Pará. Os únicos estados brasileiros sem qualquer registro de seca neste mapa do Monitor de Secas são o Acre e o Espírito Santo.
O Monitor de Secas explica que, apesar dos episódios de chuva intensa registrados em Minas Gerais nos últimos meses, a condição de seca infelizmente permanece. “Esse aparente contraste se explica pela má distribuição das chuvas no tempo e no espaço, muitas vezes concentradas em poucos dias e em áreas isoladas, o que limita a recuperação das reservas hídricas. Assim, eventos de cheias podem coexistir com escassez hídrica, em razão do déficit acumulado e do início desfavorável da estação chuvosa 2025/2026”, detalha o estudo.
Fonte: Governo PR
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