Paraná
Estado vai realizar audiência sobre licitação do transporte coletivo da RMC no dia 27
O processo licitatório do transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba vai avançar mais uma etapa neste mês, depois da consulta pública virtual. Na próxima quarta-feira (27), às 19h, no Canal da Música, em Curitiba, o Governo do Estado, por meio da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep), vai realizar uma audiência pública para apresentar o projeto inédito.
Serão abordados os estudos de elaboração do edital e o modelo de concessão do transporte coletivo da RMC. O edital deve ser dividido em quatro lotes e as empresas que apresentarem a proposta mais vantajosa ao Estado, ou seja, com menor tarifa de remuneração técnica, vão arremata os contratos de 12 anos. Entidades de classe, sociedade civil organizada e empresas do setor poderão tirar dúvidas e fazer sugestão para a mesa técnica. Além de presencial, o evento será transmitido ao vivo pelo canal do YouTube da Amep.
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A licitação do transporte metropolitano é um marco que encerra décadas de operação por meio de permissões precárias. Além de regularizar a concessão, o objetivo fundamental é promover melhorias substanciais e modernização do serviço para o benefício dos cidadãos. Uma das mudanças significativas é a operação em todos os 28 municípios da RMC, indo além dos 19 já contemplados. As outras envolvem frota zero quilómetro, bilhetagem eletrônica, sistema Wi-fi e câmeras de monitoramento.
Após a audiência, as sugestões de alteração do edital serão avaliadas pela Amep, podendo ocorrer ajustes nos documentos. Os documentos ainda vão passar por análise e validação da Agência Reguladora do Paraná (Agepar), Secretaria da Fazenda, e Procuradoria-Geral do Estado, para então ser lançada a licitação, que deve ocorrer na B3, em São Paulo. A Amep assinou em fevereiro o contrato com a Bolsa de Valores para condução da licitação para outorga da concessão da exploração.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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