Paraná
Estado participa da Feira da Saúde com exames e atividades junto à população de Londrina
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) participou neste sábado (29) da IV Feira da Saúde, em Londrina, no Norte do Paraná. A ação aconteceu no pátio do Hospital Zona Sul, unidade própria do Estado e gerida pela Funeas (Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Estado do Paraná).
O evento foi promovido por vários órgãos estadual e municipal e organizações representativas da sociedade civil. Destinado à população local em geral, mostrou a importância dos cuidados à saúde, promovendo a prevenção, conscientização e educação para uma vida saudável. Mais de 2 mil pessoas visitaram a feira, no período das 9h às 17h.
Com estandes montados no espaço, a Sesa disponibilizou aos visitantes testes rápidos para detectar doenças como sífilis, HIV e hepatite, ofertou exames de glicemia e pressão arterial, atendimento informativo sobre álcool e drogas, orientação quanto às doenças transmitidas por animais, além de aplicação de vacinas de rotina e de campanha (Covid-19 e Influenza), e abordagens explicativas sobre o funcionamento e gerência do hospital.
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No espaço também foram ofertados testes de audição e visão pelas entidades parceiras do evento. O Hospital Universitário de Londrina (HU), que pertence ao Estado e é vinculado à Universidade Estadual de Londrina (UEL), estava presente e recebeu várias pessoas para a aplicação de terapias alternativas, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), como a acupuntura e aromaterapia.
“Nosso objetivo principal é reforçar a necessidade do autocuidado e ainda intensificar o alerta para a própria saúde de forma contínua e preventiva. Disponibilizamos diariamente a toda a população esse cuidado e aqui mostramos um pouco nosso trabalho”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
“Uma das bandeiras da Saúde desta gestão é essa mesma, aproximar os paranaenses dos serviços públicos de saúde e oferece auxílio e cuidado”, acrescentou.
REGIONAL– A 17.ª Regional de Saúde, que abrange 21 municípios, junto com a secretaria municipal da Saúde, organizou um espaço para a vacinação. O trabalho conjunto das equipes resultou na aplicação de cerca de 200 doses de vacinas em crianças, adultos e idosos. As equipes fizeram 312 testes para hepatite.
Os profissionais também chamaram a atenção dos visitantes para um dos problemas que acomete a região e que já teve mais de 33 mil casos confirmados e 29 óbitos – a dengue. Os dados da doença são referentes ao último boletim publicado pela Sesa, referente ao atual período sazonal, iniciado em julho de 2022.
Para o diretor da Funeas, Marcello Machado, a feira cumpriu o papel proposto. “A organização de todas os parceiros, as equipes profissionais que trabalharam aqui e a população que compareceu demonstram o quanto o trabalho conjunto dá resultado. Estamos muito felizes, principalmente pelo evento ter sido realizado neste espaço, em um dos hospitais mais importantes da região”, disse o diretor.
HZL – A unidade hospitalar dá suporte aos 21 municípios da 17ª RS, e de toda a Macrorregião Norte, que concentra 97 cidades. Desde 2019, o Governo do Estado realizou diversos investimentos para ampliar e melhorar o atendimento do hospital, permitindo atingir a maior média de cirurgias eletivas de sua história. Passou de 200 para 500 procedimentos mensais.
Ele conta com 115 leitos, sendo 75 enfermarias (10 exclusivos para atendimento psiquiátrico), 26 leitos cirúrgicos e 14 pediátricos. A unidade também é referência em atendimentos para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma.
“O Hospital Zona Sul apresentou neste evento a evolução dos atendimentos, métodos de classificação de riscos e principalmente os avanços na área das cirurgias. Aproximamos a população de diversos assuntos, fomos além da saúde. Tivemos espaço para a cidadania e justiça, habitação, recreação para as crianças e atividades culturais’’, afirmou o diretor do HZL, Geraldo Júnior Guilherme.
PARCERIA – A ação teve a iniciativa das Organizações não Governamentais ( ONGs) CEAAS (Centro de Apoio à Saúde) e CAPC (Centro de Apoio ao Paciente com Câncer), e teve o apoio de diversas outras entidades públicas e privadas da região. A Prefeitura de Londrina, Polícia Militar do Paraná, Sanepar, Cohab, Câmara dos Vereadores de Londrina, entre outras, também fizeram parte da ação.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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