Paraná
Estado leva cultura e turismo à primeira edição da Festa Literária do Paraná
O Governo do Estado, por meio das secretarias da Cultura (Seec) e do Turismo (Setu), participou ativamente da primeira edição da Festa Literária do Paraná (FLAP), realizada no último final de semana (25 e 26 de abril) no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. O evento gratuito, promovido pela OAB Paraná, reuniu autores, editoras e uma vasta programação cultural, consolidando-se como um novo marco para o setor no Estado.
A Seec marcou presença com um estande da Biblioteca Pública do Paraná (BPP), onde foram expostas obras do Edital Outras Palavras. O programa investiu cerca de R$ 2 milhões, por meio da Lei Paulo Gustavo, para viabilizar a publicação de 157 títulos de autores paranaenses, fomentando a produção independente fora dos grandes circuitos comerciais.
Outro destaque da BPP foi a apresentação de fac-símiles do histórico jornal cultural “Nicolau”, referência nacional entre as décadas de 80 e 90. A programação musical também atraiu grande público, com um concerto gratuito da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP) na tarde de sábado.
A secretária estadual da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, destacou o sucesso da iniciativa ao aproximar público e instituições em torno da valorização da leitura. “Esta primeira edição da FLAP já se consolida como um grande sucesso, reunindo público, autores e instituições em torno da valorização da leitura e da produção literária. A cultura se fortalece quando construímos parcerias como essa, que ampliam o acesso e dão visibilidade à diversidade de vozes do nosso Estado”, afirmou.
SENSIBILIZAÇÃO TURÍSTICA – No estande da Secretaria do Turismo, o foco foi a promoção do “Destino Paraná” por meio de ações de sensibilização desenvolvidas pela equipe de qualificação da pasta. A turismóloga residente da Setu, Janara Battisti, explicou que foram utilizados jogos interativos para ensinar sobre os atrativos do Estado de forma recreativa.
“Trouxemos jogos de sensibilização turística que foram desenvolvidos pela equipe de qualificação da secretaria. Falamos sobre pontos turísticos, sobre atrativos, sobre outras questões características do nosso Estado. Eles trazem de uma forma lúdica esse conhecimento tanto para crianças quanto para adultos”, ressaltou Janara.
A procura dos visitantes revelou as tendências de viagem para as próximas temporadas. Segundo a assessora técnica da Setu, Lorene da Silva, houve forte interesse por segmentos como ecoturismo e turismo náutico, gastronomia, além de destinos consolidados como Foz do Iguaçu e Matinhos. “O público quer saber o que há de turismo no Paraná. Querem saber do Paraná como um todo: onde tem o Caminho do Vinho, onde podem colher morango, onde participar de tirolesa”, explicou.
CIDADANIA E LITERATURA – Além dos debates com nomes expressivos da literatura nacional, como Cristóvão Tezza e Ana Suy, a FLAP promoveu a arrecadação de livros para o projeto OAB Cidadania. As obras serão destinadas a bibliotecas de unidades prisionais do Estado para programas de remição de pena pela leitura.
A circulação de público foi potencializada no domingo pela entrada gratuita no MON, facilitando o acesso da comunidade tanto à feira literária quanto às exposições do museu. A iniciativa reforça o trabalho conjunto das secretarias em fomentar o turismo interno e a produção cultural local, educando novas gerações sobre o potencial paranaense.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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