Paraná
Estado lança rede multiplicadora para expandir o programa Viajantes + Seguras
O Governo do Estado está ampliando o alcance do programa Viajantes + Seguras, iniciativa que busca tornar o turismo no Paraná mais inclusivo, responsável e acolhedor para o público feminino. Desenvolvido pela Secretaria de Estado do Turismo (Setu) em parceria com a Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi), e com o apoio do Sebrae/PR, o programa lança agora a Rede Multiplicadora, uma estratégia para descentralizar as capacitações e acelerar a transformação dos destinos paranaenses.
Até então, o Viajantes + Seguras focava o atendimento diretamente na ponta da cadeia turística, oferecendo formação e concedendo o selo de conformidade para empresas prestadoras de serviços finais, como hotéis, pousadas, restaurantes, agências de receptivo e guias de turismo.
O potencial de transformação da iniciativa e o impacto da atuação em rede foram destacados pelo secretário de Estado do Turismo, Luciano Bartolomeu. “Quando falamos sobre segurança da mulher, estamos tratando diretamente de acolhimento, respeito, liberdade e o direito de vivenciar experiências com tranquilidade. O turismo paranaense se destaca e se fortalece quando atua em rede. Com propósito e responsabilidade compartilhada, o setor amplia o acolhimento e faz com que a imagem do Paraná se fortaleça ainda mais”, afirmou o secretário.
Para a secretária estadual da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Mariana Neris, a interiorização do programa consolida os direitos fundamentais do público feminino em momentos de lazer. “As mulheres precisam se sentir seguras em todos os espaços, inclusive durante deslocamentos e viagens. A criação de uma rede multiplicadora amplia o alcance das ações do programa Viajantes Mais Segura, leva informação e orientação a diferentes regiões do Paraná, além de reforçar a atuação integrada entre instituições e sociedade”, ressaltou a secretária.
ATUAÇÃO NOS TERRITÓRIOS – A partir desta nova fase, associações comerciais, prefeituras, secretarias municipais e entidades de classe passam a atuar como parceiras institucionais diretas. Ao aderirem à rede, essas organizações intermediárias recebem o inédito Selo Amigo Multiplicador Viajantes + Seguras, enquanto seus profissionais técnicos são habilitados e certificados para orientar e engajar o empresariado local.
A coordenadora de Qualificação do Turismo da Setu, Rafaela de Angelis Barros, explicou o funcionamento prático da metodologia e o papel ativo que as entidades assumem a partir de agora. Segundo ela, a rede nasce com um propósito muito claro: transformar o turismo em um ambiente cada vez mais seguro, acolhedor e preparado para as mulheres. As instituições parceiras passam a integrar oficialmente esse movimento e recebem o Selo Amigo Multiplicador, que representa responsabilidade social e engajamento ativo na disseminação de boas práticas nos territórios.
“Na prática, essas entidades vão atuar como agentes de fortalecimento do programa em suas regiões, mobilizando associados, realizando eventos e orientando empresários sobre o fluxo de adesão”, disse Rafaela. “Esse movimento regionalizado é essencial para darmos passos ainda maiores no futuro, como o Selo dos Destinos Turísticos. O projeto valoriza o papel humano, formando multiplicadores técnicos e gestores públicos locais aptos a guiar o setor na ponta”, acrescentou.
FORMAÇÃO – Os técnicos, gestores públicos ou lideranças indicados pelas entidades parceiras passarão por uma formação oficial online e gratuita com duração de até uma hora. O conteúdo abrange letramento de gênero, protocolos institucionais de atendimento humanizado e a jornada técnica para a obtenção do selo final.
Uma vez certificados, esses profissionais tornam-se os agentes oficiais do Estado em suas respectivas regiões. Eles terão a missão de promover e divulgar o programa, apoiar e realizar eventos locais sobre turismo seguro, orientar os empresários da ponta sobre o fluxo de adesão e inspirar os municípios. O engajamento em massa das empresas locais, inclusive, é o pré-requisito estabelecido pela Setu para o futuro lançamento do Selo dos Destinos Turísticos.
Fonte: Governo PR
Paraná
73% dos municípios ampliaram contratações formais no 1º quadrimestre de 2026 no Paraná
O mercado de trabalho formal avançou em todas as regiões do Paraná no primeiro quadrimestre de 2026. , mostram que 291 municípios paranaenses registraram saldo positivo na geração de empregos entre janeiro e abril, o equivalente a cerca de 73% das cidades do Estado.
Além das localidades com saldo positivo, outros oito municípios permaneceram em situação de estabilidade no período, com número de admissões equivalente ao de desligamentos.
Em números absolutos, dez municípios ultrapassaram a marca de mil vagas formais criadas nos quatro primeiros meses do ano. A liderança foi de Curitiba, com saldo de 14.456 empregos; seguida por Maringá (3.048), Londrina (3.026), Cascavel (2.162), São José dos Pinhais (2.119), Toledo (2.085), Colombo (1.340), Araucária (1.315) e Arapongas (1.258).
Os dados do Caged também mostram diferenças no perfil da geração de empregos entre os municípios. Na Capital paranaense, o setor de serviços foi o principal responsável pelo saldo positivo, com 11.223 vagas abertas entre janeiro e abril. O mesmo movimento foi observado em Londrina, onde os serviços responderam por 2.779 novos postos de trabalho, e em Maringá, com saldo de 1.376 contratações no segmento.
Já em outros polos econômicos, a indústria liderou as contratações. Em Araucária, o setor industrial gerou 521 empregos formais no primeiro quadrimestre, enquanto em Arapongas o saldo chegou a 605 vagas, impulsionado pelo aumento das atividades nas fábricas.
CRESCIMENTO PROPORCIONAL – Enquanto os maiores centros urbanos lideram em volume de vagas, municípios de menor porte se destacaram pela expansão proporcional do emprego formal. Os indicadores mostram que a geração de empregos não ficou restrita aos grandes centros urbanos, alcançando municípios de diferentes portes e regiões do Estado, com impacto direto sobre a renda e a atividade econômica local.
O critério é chamado pelo Caged de variação relativa e mede o peso das novas contratações em relação ao total de trabalhadores com carteira assinada existentes em cada cidade. O melhor desempenho foi registrado por Itambaracá, no Norte do Estado, que abriu 122 vagas e ampliou em 22,2% o estoque de empregos formais do município.
Na sequência aparecem Cambará, no Norte Pioneiro, com saldo de 864 vagas e crescimento de 21,5%; Guairaçá, com 198 vagas e expansão de 16,6%; Santa Maria do Oeste, com 133 vagas e aumento de 16,5%; Ivatuba, com 138 vagas e crescimento de 13,7%; Uniflor, com 23 vagas e alta de 12,9%; Nova Tebas, com 55 vagas e avanço de 11,1%; Rio Azul, com 199 vagas e crescimento de 10,6%; e Porto Vitória, com 50 vagas e expansão de 10,4%.
Entre as cidades que mais cresceram proporcionalmente, os resultados também foram puxados por diferentes atividades econômicas. Em Itambaracá, município com a maior expansão relativa do Estado, a agropecuária respondeu por 118 das 122 vagas criadas no período. Já em Cambará, que registrou a segunda maior variação proporcional, a construção civil foi a principal responsável pelo desempenho, com saldo de 553 empregos formais entre admissões e desligamentos.
PARANÁ – No acumulado de janeiro a abril, o Paraná criou 58.863 empregos com carteira assinada, o quarto melhor resultado do Brasil no período. O saldo é resultado de 750.952 admissões e 692.089 desligamentos registrados nos quatro primeiros meses do ano. O Estado ficou atrás apenas de São Paulo (202.374 vagas), Minas Gerais (78.640) e Santa Catarina (63.006) na geração de empregos formais. Com o resultado, o estoque de trabalhadores com carteira assinada chegou a 3.289.537 pessoas.
O Paraná manteve saldo positivo em todos os meses de 2026 até agora, com 18.006 vagas abertas em janeiro, 22.703 em fevereiro, 15.819 em março e mais 2.335 em abril. Todos os setores da economia registraram resultado positivo no primeiro quadrimestre. O segmento de serviços liderou a geração de empregos, com 32.905 vagas abertas, seguido pela indústria (13.212), construção (8.831), comércio (2.727) e agropecuária (1.188).
Fonte: Governo PR
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