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Paraná participa da Fit América Latina 2023 em Buenos Aires a partir deste sábado (30)

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O turismo do Paraná está em Buenos Aires (Argentina), por meio da Secretaria de Estado do Turismo (SETU) e representantes do trade turístico paranaense, para vender seus atrativos na Fit América Latina 2023.  A feira reúne expositores nacionais e internacionais de hotelaria, agências de viagem, operadores de turismo e meios de hospedagem rural, partir deste sábado (30) até 3 de outubro.

É a primeira vez que a secretaria participa de uma feira internacional com estande próprio. Juntos no espaço da SETU estão empresários da Serra das Nascentes (região de Roncador e Manoel Ribas) que abriga um pool de empreendimentos turísticos; de Guarapuava e Maringá; de Paranaguá – ponto de desembarque dos navios de cruzeiro no Estado – e do Convention and Visitors Bureau de Curitiba.

A missão na capital portenha é promover os destinos paranaenses, atrair mais turistas argentinos e aumentar a possibilidade dos voos diretos entre os países vizinhos e o Estado, como contou o secretario de turismo, Marcio Nunes. “Estamos com voos diretos de Buenos Aires e Montevidéu para Curitiba. Se aumentarmos o número de turistas originários desses locais, consequentemente, teremos mais voos para o Paraná que pode ser a porta de entrada do turista estrangeiro para o Uruguai, Argentina ou Paraguai, por exemplo”.

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De acordo com o secretário, a próxima participação em feira internacional será no Paraguai. Ele complementa que, se os países trabalham juntos é possível fazer do turismo já considerado uma grande indústria limpa, uma ESG (Environmental, Social and Governance, conceito voltado ao desenvolvimento sustentável) e uma grande fonte de emprego e renda para todos os países parceiros.

A diretora-geral Camila Aragão disse que o governo está investindo na promoção e perdeu a timidez. “Até agora, todas as feiras internacionais que a secretaria participou foi por meio da Embratur.  Nosso objetivo é trabalhar esses países, trazer os argentinos na próxima temporada de verão e independente da época, atrair o turista internacional”, disse. “Estamos investindo de forma efetiva, sozinhos, contando com importante parceria do empresário paranaense nessa caminhada”, afirmou.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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