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Estado investe em pavimentação em Faxinal, município com grande potencial turístico

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O Governo do Paraná fechou dois convênios com a Prefeitura de Faxinal para pavimentação e reperfilagem de diversas ruas do município, na região do Vale do Ivaí. No total, o investimento será de mais de R$ 1,5 milhão.

O convênio de maior valor é de R$ 1.292.403,15, sendo R$ 1.000.000,00 da parte do Estado, por intermédio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística. A contrapartida do município é de R$ 292.403,15. Por intermédio dele será realizada a reperfilagem de seis trechos de vias municipais, sendo eles na Avenida Brasil, Rua Isamel Pinto Siqueira e Rua São Paulo.

Já no segundo convênio será realizada a pavimentação de um trecho de 47 metros da Rua Vitor Mendes Portela, na esquina com a Rua São Paulo. A obra vai atender a uma antiga demanda da comunidade, com construção de calçadas com acessibilidade e um sistema de drenagem para águas das chuvas. O valor do convênio é de R$ 218.144,35, com aporte da SEIL de R$ 207.237,13, e a contrapartida de R$ 10.907,22 do município.

O processo de licitação, assim como a execução dos serviços será de responsabilidade da Prefeitura de Faxinal. Já o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) ficará com a fiscalização da execução das obras.

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“Atendemos centenas de municípios por meio de convênios para execução de obras, em sua maioria nas ruas e avenidas da própria cidade. Isso garante melhor qualidade de vida e segurança para os habitantes, e proporciona o desenvolvimento socioeconômico local, com uma melhor trafegabilidade atraindo visitantes e reduzindo os gastos logísticos do setor produtivo e de serviços”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Fernando Furiatti.

TURISMO – A reperfilagem das vias urbanas de Faxinal irá garantir melhorias de trafegabilidade em uma região com potencial turístico e de desenvolvimento econômico. O município está pleiteando junto ao Congresso Nacional o título de Capital Nacional das Cachoeiras, com um conjunto de mais de 100 quedas d’água no Vale do Ivaí. Entre os principais pontos de visitação está a Cachoeira da Fonte, Véu de Noiva, Cachoeira do Chicão e o Salto São Pedro. A maior delas, a Véu de Noiva, chega 156 metros de altura.

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Além de toda essa beleza natural, há na cidade um calendário com 12 eventos turísticos, atraindo em média 200 mil turistas por ano. Capital do Tomate de Estufa, Faxinal também tem como pratos típicos iguarias feitas da fruta: tomate recheado e geleia de tomate. Ainda tem uma bebida típica, a Goiofá, água ardente à base de milho, que no passado era feita pelos indígenas.

Veja os trechos com obras previstas:

Pavimentação:

Asfáltica na Rua Vitor Mendes Portela – início até a Rua São Paulo (extensão de 47,15m)

Reperfilagens:

Rua Ismael Pinto Siqueira – entre a Rua dos Dominicanos e Rua Dr. Leonidas Buy (extensão: 128,55m)

Rua Ismael Pinto Siqueira – entre a Rua 14 de Dezembro e Rua Dr. Alberto Barthels (extensão: 129,49m)

Av. Brasil – entre a Rua Tostoi Mantovani e Rua Santos Dumont (extensão: 546m)

Av. Brasil – entre a Rua Dr. Leônidas Buy e Rua Vitor Mendes Portela (extensão: 402,30m)

Av. Brasil – entre a Rua Antônio Garcia da Costa e Av. Eugênio Bastiani (extensão: 565,70m)

Rua São Paulo – entre a Rua Eurides Cavalheiro de Meira e Rua Santos Dumont (extensão: 279,15m)

Fonte: Governo do Paraná

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Equipes do Brasil atuam contra o tempo para localizar sobreviventes na Venezuela

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Os integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) que fazem parte da equipe brasileira de busca e resgate seguem atuando contra o tempo para localizar sobreviventes sob os escombros deixados pelo terremoto que atingiu a Venezuela na última quarta-feira (24). Na região de La Guaira, no litoral venezuelano, os bombeiros trabalham em turnos operacionais de 12 horas, com paradas apenas para hidratação devido ao calor intenso, concentrando esforços na localização de vítimas que ainda possam estar vivas em estruturas colapsadas.

Desde a chegada ao país, na noite de sexta-feira (27), a missão brasileira – coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) – atua em uma das áreas mais afetadas pelo desastre. As equipes realizam o reconhecimento das edificações atingidas, avaliam a estabilidade das estruturas e empregam cães de busca e equipamentos especializados para localizar e sinalizar possíveis vítimas sob os escombros, orientando as operações de resgate.

O DESAFIO DAS BUSCAS – Mesmo cinco dias após o terremoto, ainda existe a possibilidade de encontrar sobreviventes. De acordo com o CBMPR, o desabamento de edificações pode formar os chamados “espaços vitais” — pequenos vazios criados entre lajes, vigas e outros elementos estruturais que permitem a sobrevivência de pessoas soterradas. Nesses casos, vítimas com poucos ferimentos podem permanecer vivas por vários dias, desde que consigam respirar, embora o risco aumente com o passar do tempo em razão da desidratação e do esgotamento físico.

Por isso, as equipes concentram os esforços no emprego de cães de busca e de equipamentos especializados capazes de localizar vítimas que permanecem em áreas profundas das estruturas colapsadas. Segundo o líder da equipe paranaense na missão, tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert, as vítimas de mais fácil localização já foram resgatadas pelas equipes venezuelanas nos primeiros dias após o desastre e, agora, o trabalho das equipes internacionais é muito mais técnico e demorado.

“As vítimas superficiais normalmente já foram retiradas pelas equipes locais. Nós entramos em uma fase de busca técnica no interior das edificações colapsadas. São manobras demoradas, prédio por prédio, utilizando cães e equipamentos especializados para localizar pessoas que possam estar em espaços vitais sob os escombros”, explica.

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Além da complexidade das buscas, os bombeiros também enfrentam riscos constantes durante a operação. Antes de entrar nas estruturas colapsadas, as equipes precisam estabilizar e escorar os escombros para reduzir o risco de novos desabamentos, permanecendo atentas à ocorrência de tremores secundários.

“Hoje tivemos um tremor secundário de magnitude 5,1 que conseguimos sentir durante a operação. Quando você está no interior dos escombros, qualquer movimentação pode provocar um novo colapso sobre os bombeiros. Por isso trabalhamos sempre com escoramentos e protocolos rigorosos de segurança”, afirma o bombeiro.

CENÁRIO DE DESTRUIÇÃO – A área mais atingida pelo terremoto se estende por aproximadamente 60 km entre Caracas e o litoral venezuelano. Segundo o tenente-coronel Gabriel Greinert, em alguns pontos da região turística de La Guaira há edifícios de 10 a 15 pavimentos completamente destruídos, tornando a operação ainda mais complexa.

Atualmente, cerca de 30 equipes internacionais participam das operações de busca e resgate, organizadas em diferentes setores de atuação, e a força-tarefa brasileira esteve entre as primeiras a chegar ao país para reforçar os trabalhos.

“O deslocamento aqui é muito difícil por causa dos escombros. Levamos mais de uma hora para percorrer poucos quilômetros. Não há energia elétrica na região, existe dificuldade para conseguir combustível e praticamente todas as famílias foram afetadas. As pessoas estão dormindo nas ruas porque muitas casas desabaram ou ficaram comprometidas. É um sentimento de muita tristeza, mas também de gratidão entre aqueles que conseguiram sobreviver”, relata o oficial.

Segundo ele, apesar da atuação das equipes locais desde os primeiros momentos após o terremoto, o cenário ainda é de grande impacto humanitário. “Todos perderam alguém, seja um familiar, um amigo ou um conhecido. Ainda há um grande trabalho sendo realizado pelas autoridades locais para atendimento às vítimas e apoio à população”, afirma.

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PLANEJAMENTO OPERACIONAL – A missão brasileira foi mobilizada para permanecer na Venezuela por até 15 dias. O planejamento prevê que os dez primeiros sejam dedicados às buscas por sobreviventes em estruturas colapsadas. A partir desse período, conforme a evolução do cenário, as equipes poderão passar a atuar em ações de apoio humanitário à população afetada.

MISSÃO BRASILEIRA – A mobilização teve início poucas horas após o terremoto que atingiu a Venezuela. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná enviou dez bombeiros militares, dois cães de busca e cerca de quatro toneladas de equipamentos especializados. Eles se reuniram aos demais integrantes da missão brasileira em São Paulo, de onde decolaram para o país afetado em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). Ao todo, 44 brasileiros embarcaram na missão, incluindo bombeiros, equipes de apoio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e profissionais da área da saúde.

Os bombeiros paranaenses integram a BRA-01, equipe brasileira especializada em Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC), formada pelos Corpos de Bombeiros Militares do Paraná, São Paulo e Minas Gerais e em processo de certificação internacional junto ao Grupo Consultivo Internacional de Busca e Resgate (Insarag), vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU).

A participação do Paraná na equipe brasileira é resultado de um processo de preparação iniciado com a criação da Força-Tarefa de Resposta a Desastres do CBMPR, em 2017. Nos últimos anos, bombeiros paranaenses participaram de exercícios e intercâmbios técnicos com o Exército Brasileiro e corporações estrangeiras, incluindo atividades de certificação na Austrália e de observação de protocolos internacionais em Singapura.

“Essa atuação na Venezuela demonstra que o investimento contínuo na nossa força-tarefa colocou o Paraná entre as corporações brasileiras preparadas para integrar o BRA-01 e atuar em operações internacionais de alta complexidade. Esse é o resultado de anos de treinamento, aperfeiçoamento técnico e integração com os padrões internacionais de busca e resgate”, afirma o comandante-geral do CBMPR, coronel Antonio Geraldo Hiller Lino.

Fonte: Governo PR

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