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Paraná

Estado homologa conservação de estrada rural entre Mamborê e Luiziana, no Centro-Oeste

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O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), publicou a homologação da licitação para conservação e manutenção da PR-553, entre Mamborê e Luiziana, na região Centro-Oeste. O trecho tem 34,82 quilômetros de extensão, sendo uma via não-pavimentada.

Já foram iniciados os trâmites internos para assinatura do contrato com a empresa Itaipu Indústria e Comércio de Britas e Asfalto, pelo valor de R$ 4.298.841,43, que é a proposta de preço que venceu o pregão eletrônico da licitação. Após formalização do contrato, será emitida uma ordem de serviço estabelecendo a data para início das atividades, que terão prazo de execução de 720 dias corridos.

Estão previstos os serviços de escarificação, conformação e compactação do subleito, e o cascalhamento com material de jazida comercial, ambos para melhorar as condições de trafegabilidade da pista. O contrato prevê, ainda, a remoção e recolocação de cercas de arame, o plantio de mudas, capim ou grama nos nos taludes e canteiros (entre outros espaços) para prevenir erosão, a implantação de lombadas e a retirada de vegetação próxima ao bordo da pista.

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Também serão realizados serviços para lidar com as águas da chuva e águas subterrâneas, evitando seu acúmulo sobre a pista ou danos ao leito. São eles a limpeza e desobstrução de bueiro, escavação de valas, execução de dreno profundo, retaludamento, construção de caixas de retenção e a escavação de curvas na faixa de domínio da rodovia (bigodes).

As melhorias neste trecho da PR-553 serão executadas rotineiramente, conforme previsto no cronograma da obra, atendendo aos usuários que precisam transportar sua produção agropecuária, bem como facilitando o acesso de moradores das comunidades próximas aos serviços básicos disponíveis nas sedes dos municípios.

Fonte: Governo PR

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Em Londrina, Ministério Público do Paraná expede recomendação administrativa ao Município para preservação da arborização urbana

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, expediu nesta quinta-feira, 13 de agosto, recomendação administrativa que trata da necessidade de aprimoramento dos processos de avaliação, poda e erradicação de árvores no Município de Londrina, bem como da revisão do Plano Diretor de Arborização Urbana do Município (Lei Municipal 11.996/2013).

 Áudio da promotora de Justiça Révia Aparecida Peixoto de Paula Luna

A medida decorre de apuração de um caso concreto de corte de árvores na Avenida Henrique Mansano, ocorrido em agosto de 2023, em que se constatou que as avaliações técnicas que embasaram a autorização de erradicação eram precárias — anotações manuscritas, sem identificação adequada dos exemplares e sem observância dos critérios técnicos exigidos pela legislação municipal. Além disso, avaliação técnica do Conselho Municipal do Ambiente (Consemma) constatou indícios de que parte das árvores removidas estava saudável.

Ao expedir a recomendação, a Promotoria de Justiça destaca os efeitos da urgência climática e os impactos da falta de arborização adequada sobre a saúde pública e o conforto térmico da população, citando estudos científicos e dados de organismos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que associam o calor extremo ao aumento de mortes por doenças cardiovasculares e respiratórias, com maior impacto sobre idosos, crianças e populações vulneráveis. Também é mencionada pesquisa sobre o fenômeno das “ilhas de calor” em Londrina, que identificam maior temperatura de superfície nas regiões mais urbanizadas e com menor cobertura vegetal.

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O Ministério Público destaca ainda, que, em 2025 o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima publicou o Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU 2025), que estabelece parâmetros e metas nacionais para a arborização das cidades brasileiras, a exemplo da chamada “regra 3-30-300” — garantir que cada morador veja ao menos três árvores de sua residência, que cada bairro tenha no mínimo 30% de cobertura de copas, e que ninguém resida a mais de 300 metros de uma área verde de qualidade.

Entre as medidas recomendadas está a de que a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) institua, em 90 dias, procedimento operacional padrão para avaliação de risco e autorização de erradicação de árvores. Em até 30 dias, o Município de Londrina deve comprovar o andamento do processo de revisão do Plano Diretor de Arborização Urbana, já iniciado por meio de Grupo de Trabalho instituído por portaria da secretaria Municipal do Ambiente.

Além disso, a recomendação administrativa orienta que sejam adotados, em caráter permanente, o princípio da não regressividade da cobertura arbórea e a prioridade pela manutenção das árvores existentes em obras públicas e privadas, em detrimento do simples corte seguido de replantio. Também devem ser aprimorados os mecanismos de fiscalização quanto ao cumprimento, pelos proprietários de lotes urbanizados, do dever legal de plantio e conservação de árvores nos passeios públicos.

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A recomendação administrativa teve como destinatários o Município de Londrina, com cópia à Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), à Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação (SMOP) e à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), além de cópia ao Conselho Municipal do Ambiente (Consemma) e à Procuradoria-Geral do Município.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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