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Paraná

Estado e Ocepar promovem jornada de cooperação pelo fim da violência contra as mulheres

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O Governo do Estado promove nesta semana a Jornada de Cooperação pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, numa parceria com o Sistema Ocepar, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e o Instituto Nós Por Elas. A abertura ocorreu nesta segunda-feira (13) no auditório do Centro Cultural da Cooperativa Agrária, em Guarapuava, no Centro-Sul.

Outros encontros acontecerão na quarta e na quinta-feira (15 e 16) em Ubiratã, no Centro-Oeste, e em Cascavel, no Oeste do Estado, tendo como cooperativas anfitriãs, respectivamente, a Coagru e a Cotriguaçu.

A secretária estadual da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, disse que o objetivo desses encontros é envolver o setor cooperativista na construção de uma cultura de respeito e proteção às mulheres. “O combate à violência contra as mulheres precisa também estar presente dentro do ambiente corporativo. Quando uma empresa se engaja em uma ação como esta, a gente rompe o silêncio e salva vidas”, afirmou Leandre.

Segundo ela, a iniciativa faz parte do compromisso do Estado em integrar o setor cooperativista às políticas públicas de enfrentamento à violência, levando informação, capacitação e reconhecimento às empresas que adotam medidas efetivas de prevenção. “Depois dessa jornada, teremos ainda mais parceiros para apoiar as mulheres que são vítimas de violência e conscientizar seus colaboradores, porque a mudança cultural precisa começar nos ambientes onde as pessoas passam maior parte do tempo, os seus empregos”, destacou a secretária.

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O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, afirmou que a parceria entre o Governo do Estado e o cooperativismo paranaense amplia o alcance dessas políticas públicas voltadas à igualdade de gênero e ao respeito.

“Realizamos esses Encontros de Núcleos Cooperativos desde a década de 1990. Eles nos dão a oportunidade de ouvir as principais demandas das nossas cooperativas e de debater temas de interesse para o setor”, disse Ricken.

“Neste ano, entre os temas que estamos abordando, está o trabalho realizado pela secretária Leandre Dal Ponte na defesa dos direitos fundamentais das mulheres. A parceria com a secretaria tem como objetivo fazer com que as cooperativas adotem uma certificação no combate à violência contra as mulheres”, afirmou.

No encontro em Guarapuava, o superintendente agrícola e social da Cooperativa Agrária, André Spitzner, ressaltou que a cooperativa já iniciou o processo para obter a certificação da ABNT referente a boas práticas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher.

“Acreditamos que as empresas têm um papel fundamental no enfrentamento à violência contra a mulher. Esse é um movimento que precisa ser tratado também dentro das organizações, especialmente aos homens, que devem ser parte ativa dessa transformação. Assim como falamos sobre segurança do trabalho e saúde, precisamos falar sobre violência doméstica. As cooperativas têm força para ajudar a mudar esse cenário”, ressaltou André.

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A certificação da ABNT reconhece empresas que adotam protocolos de prevenção, acolhimento e enfrentamento à violência contra a mulher em seus ambientes de trabalho, promovendo conscientização e responsabilidade social no setor produtivo.

PARANÁ PIONEIRO – O Estado conta com as primeiras instituições certificadas do Brasil com o selo da ABNT: a Ceasa Paraná (primeiro órgão público), a Associação Comercial de Pato Branco (primeira associação comercial) e a Versátil Andaimes (primeira empresa do ramo da construção civil).

Fonte: Governo PR

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Justiça Militar recebe denúncia do Ministério Público do Paraná contra quatro policiais investigados na Operação Rapina por roubo qualificado a caminhoneiro

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O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia criminal contra quatro policiais militares suspeitos de praticarem roubo qualificado durante o horário de serviço. A ação penal, decorrente da Operação Rapina, foi recebida pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Criminal de Curitiba nesta quinta-feira, 20 de agosto.

Acesse o áudio do Promotor de Justiça Fernando Cubas César

Conforme as investigações, os crimes teriam ocorrido em 26 de setembro de 2025. Os denunciados, que compunham a guarnição de uma viatura policial, abordaram um motorista de caminhão-cegonha no pátio de um posto de combustíveis às margens da rodovia BR-376. Com o emprego ostensivo de arma de fogo e grave ameaça, os policiais teriam obrigado a vítima a conduzir o veículo de carga até um local ermo, restringindo sua liberdade, e subtraíram aparelhos celulares para proveito próprio, sem efetuar qualquer registro ou apreensão formal que conferisse legalidade à ação.

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A denúncia imputa aos agentes do Estado a prática de roubo qualificado, crime previsto no artigo 242 do Código Penal Militar. Com o recebimento da ação, a Justiça Militar manteve as medidas cautelares diversas da prisão que já haviam sido fixadas em fevereiro de 2026 contra os investigados. Entre as restrições impostas estão o afastamento das atividades operacionais, a proibição do uso de fardamento e de armamento (seja da corporação ou particular), bem como a suspensão de acessos aos sistemas de investigação policial. Os réus também estão proibidos de se ausentarem da comarca sem prévia autorização judicial e têm a obrigação de comparecer a todos os atos processuais.

Além da condenação na esfera penal militar, o Ministério Público requereu que seja fixado um valor mínimo de R$ 50 mil a título de indenização por danos morais em favor da vítima. O Gaeco solicitou ainda o compartilhamento do procedimento investigatório com a Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Paraná, para viabilizar a apuração administrativa dos fatos e a investigação de eventuais outros crimes identificados no curso do processo.

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Processo 0016498-43.2025.8.16.0013

Notícia anterior:

26/02/2026 – Gaeco cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Curitiba e Joinville em operação que apura o envolvimento de policiais militares em subtração de carga

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(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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