Paraná
Estado e munícipio discutem projeto do Hospital Materno Infantil de Pato Branco
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) vem trabalhando no sentido de efetivar a construção do Hospital Materno Infantil em Pato Branco, com o objetivo de melhorar a estrutura física e otimizar o atendimento das demandas da região Sudoeste do Paraná. A construção foi tema uma reunião, nesta terça-feira (4), na sede da pasta, em Curitiba.
“Recebemos hoje os projetos da construção e estamos fazendo uma união de forças entre Estado com a bancada federal para efetivar essa obra que é muito importante, que vai atender toda a região de Pato Branco, garantindo a regionalização da saúde, que é também um esforço nosso de garantir o atendimento ao paciente mais próximo da sua residência”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
A nova unidade terá área de 9,3 mil metros quadrados e contará com pronto atendimento, centro de diagnóstico e imagem, UTI neonatal, centro cirúrgico, centro obstétrico, internação obstétrica e pediátrica e banco de leite humano, garantindo atenção prioritária a gestante, com atendimento especializado e consequente redução de óbitos maternos, fetais e infantis.
O Hospital que integra a área da 7º Regional de Saúde vai garantir a regionalização dos atendimentos para pelo menos 15 municípios, abrangendo um total de quase 280 mil paranaenses da Região Sudoeste.
“É claro que a região será a maior beneficiada, mas os leitos serão regulados pela Central de Leitos do Estado, o que significa que em casos excepcionais qualquer cidadão paranaense poderá ser atendido na unidade”, explicou Beto Preto.
PRESENÇAS – Participaram da reunião o secretário de Estado das Cidades, Guto Silva; o deputado estadual Luiz Fernando Guerra Filho; o prefeito de Pato Branco, Géri Dutra, e representantes do Instituto São Lucas, futura entidade gestora do hospital.
Fonte: Governo PR
Paraná
Campanha do Ministério Público do Paraná contra violência sexual tem alcance de 39,5 mil alunos e professores
A quarta edição da campanha de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes promovida pelo Ministério Público do Paraná em escolas de todo o estado alcançou neste ano 34.634 estudantes de 713 instituições de ensino distribuídas por 195 municípios paranaenses.
Realizadas durante a semana do 18 de Maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes –, as atividades mobilizaram 172 Promotores(as) e Procuradores(as) de Justiça, que promoveram palestras e conversas com alunos e professores dos 4º e 5º anos do ensino fundamental, levando informações para a prevenção e o enfrentamento do abuso e da exploração sexual.
Além dos estudantes, a campanha também envolveu diretamente 4.942 profissionais das escolas, entre professores, diretores e pedagogos, impactando um total de 39.576 integrantes da comunidade escolar.
“Aquela palestra salvou minha vida”
A Promotora de Justiça Vera de Freitas Mendonça realizou palestras em escolas da comarca de Loanda. Ela destaca que em 2026 expandiu as ações para quatro municípios, alcançando um número expressivo de estudantes e educadores. “O grande diferencial dessa mobilização foi a integração total com as redes de proteção locais. A presença desses profissionais nas palestras mostrou na prática aos estudantes quantas pessoas trabalham diariamente para garantir a sua segurança”, ressalta.
Vera Mendonça conta que nessas oportunidades sempre compartilha com os alunos casos reais de agressores que foram identificados a partir do relato de uma criança, mostrando que o sistema funciona e que elas serão acolhidas e protegidas.
Para a Promotora de Justiça, todo o esforço se justifica diante do alcance real da prevenção. “Recentemente, colhemos o fruto de uma semente plantada em uma palestra anterior. Motivado pelo que ouviu, um menino teve a coragem de relatar ao Conselho Tutelar que era vítima de abuso e afirmou: ‘Aquela palestra salvou minha vida’. Suas palavras ao conselheiro resumem o valor do nosso trabalho”, conta.
Resultados concretos
De acordo com a Promotora de Justiça Viviane Moraes Gerelus, da 2ª Promotoria do Foro Regional de Nova Esperança, a cada ano, a mobilização causada pela campanha impacta um pouco mais. “Sinto que vamos transformando, pela percepção das crianças, o futuro dessas pequenas comunidades.”
Ao analisar os resultados da iniciativa ao longo dos anos, Viviane aponta para uma virada significativa. “No início da campanha, os relatos eram de anos de violações de direito e, atualmente, a grande maioria de relatos espontâneos indica reações e pedidos de ajuda da criança numa única tentativa. O balanço disso é que as nossas crianças sabem do perigo e sabem como pedir ajuda. Esse fato vai impactar o seu desenvolvimento, reduzindo e até eliminando traumas”, observa.
Segundo o Promotor de Justiça Felipe Miguel de Souza, que promoveu a campanha em Rio Negro, a iniciativa foi um sucesso. “Olhinhos brilhantes e atentos acompanharam a exposição do tema e, como lhes é característico, com sinceridade, assumiram o compromisso de informar suas famílias sobre tudo que viram e ouviram na palestra. O Ministério Público dentro da escola é sinal claro do pleno funcionamento de toda a rede de proteção, sempre lembrando que somos todos contra o abuso sexual de crianças e adolescentes”, enfatiza. Durante a visita do MP, os alunos fizeram uma apresentação musical sobre o tema.
Realização
Idealizada pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Criança e do Adolescente e da Educação (Caopcae), em conjunto com a Assessoria de Comunicação do MPPR, e com apoio da Escola Superior, a iniciativa busca criar espaços seguros para que crianças possam compreender situações de violência, identificar riscos e buscar ajuda quando necessário.
A Promotora de Justiça Heloise Bettega Kuniyoshi Casagrande, que atua no Caopcae, aponta a relevância da atuação do Ministério Público não apenas nas frentes de responsabilização dos criminosos e proteção das vítimas, mas também na seara preventiva.
“O sucesso da quarta edição da campanha, com material renovado e modernizado, uma vez mais demonstra a importância da presença do MPPR nas escolas e o relevante engajamento dos membros no sentido de entregar o poder da informação às crianças. O Caopcae agradece a todos os participantes. A união de esforços surtiu seus efeitos e certamente ressoará em todos os envolvidos.”
Materiais de apoio
Para subsidiar as apresentações, foram disponibilizados aos membros materiais de apoio como vídeos, modelos de slides, orientações para abordagem do tema e conteúdo informativo destinado aos profissionais da educação.
Na edição de 2026 também foi produzida a websérie A revelação espontânea na violência sexual contra crianças e adolescentes: entender para proteger, gravada pela psicóloga do MPPR Patrícia Lages. A iniciativa será transformada em e-book.
Para complementar a discussão sobre os instrumentos de combate à violência sexual, o Caopcae e a Escola Superior realizam em 30 de junho a live “Violência sexual contra crianças e adolescentes – proteção e combate”, evento destinado a todos os integrantes do MPPR e comunidade em geral.
Redes sociais
As redes sociais do MPPR também promoveram posts especiais sobre o tema:
Fonte: Ministério Público PR
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