Paraná
Estado e Meta levam a jovens do CEP debate sobre tecnologia e economia criativa
Como os jovens podem transformar suas habilidades com tecnologias em negócios. Esse foi o tema do debate do qual dois representantes do Governo do Paraná participaram nesta quarta-feira (30) na Mostra MC.Metaverso-Territórios Brasileiros no Colégio Estadual do Paraná (CEP), em Curitiba. O evento, organizado pela gigante da tecnologia Meta, dona do Instagram e Facebook, e pelo Movimento Cidade, marca capixaba de criatividade, sustentabilidade e diversidade, teve a participação do secretário estadual da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros, e do diretor de Tecnologia da Informação da Secretaria da Educação, Cláudio Oliveira.
Barros e Oliveira falaram das perspectivas da economia criativa como porta de entrada dos jovens para o empreendedorismo. Outro tema abordado no painel foi a importância da capacitação para se acompanhar as constantes mudanças que a tecnologia vem gerando no mercado de trabalho.
Ricardo Barros destacou que o setor de economia criativa – negócios que envolvem atividades ou produtos desenvolvidos a partir do conhecimento e da criatividade, como moda, desenvolvimento de jogos eletrônicos, artesanato, serviços de tecnologia e empresariais, entre outros –, já é responsável por 7% do total da força de trabalho. De acordo com levantamento divulgado em maio pelo Observatório Itaú Cultural relativo ao ano de 2020, o segmento emprega 7,5 milhões de pessoas no País, entre vagas formais e informais de trabalho, ultrapassando a indústria automotiva.
“O Estado do Paraná está investindo na formação de programadores, em robótica, em levar mais tecnologias aos estudantes, porque acompanhar os avanços da tecnologia é um desafio, inclusive, para quem já está no mercado de trabalho”, destacou Barros.
“As tecnologias não vão acabar com os empregos, porque a força de trabalho não vai ser substituída, mas as tarefas, sim. Por isso que vocês, jovens, terão que se preparar ao longo de toda vida profissional, já que o avanço da tecnologia é exponencial. Cada tecnologia que surge cria novas oportunidades, porque cada nova ferramenta gera mais tecnologias e, consequentemente, mais oportunidades”, enfatizou.
Desde 2019, a gestão estadual implantou uma série de inovações na Educação, incluindo adoção de novas tecnologias, fator que contribuiu para que o Estado alcançasse no Ensino Médio o primeiro lugar do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Entre as ações está o programa Edutech, com cursos de programação, games e animação ofertados a estudantes e professores do Ensino Fundamental e Médio.
Outra ação que ganhou destaque nas escolas paranaenses é o reconhecimento facial nos registros de presença, dispensando a necessidade de o professor fazer chamada em sala de aula. Essa tecnologia foi ser apresentada à Escola Internacional de Lisboa na missão internacional do Governo a Portugal em maio, quando foi firmada uma parceria que levará a inovação para o pais europeu.
“Hoje toda empresa usa soluções tecnológicas. Portanto, todas profissões precisam usar a tecnologia. Por isso, no Paraná temos duas grades no ensino, de pensamento computacional e robótica, para desenvolver o pensamento lógico para que quando nossos alunos forem ao mercado de trabalho consigam se adaptar às mudanças constantes que a tecnologia vem exigindo”, destacou Cláudio Oliveira.
“A tecnologia já faz parte do universo do jovem e quanto mais ela avança na área educacional, mais atrativo fica o processo de aprendizagem. O uso de plataformas como apoio pedagógico é uma maneira de oferecer acessos a materiais complementares a fim de otimizar o ensino. Conversar com os estudantes sobre isso sempre é gratificante”, enfatizou o diretor de TI da Secretaria da Educação.
GOVERNO DIGITAL – O secretário Ricardo Barros também afirmou que o Governo do Paraná vem se adaptando para atender com cada vez mais agilidade o cidadão. Hoje já são mais de 500 tarefas que o Governo atende de forma digital, como protocolos e processos, entre outros, que dão agilidade às respostas, sem que o cidadão precise ir até uma repartição pública para ser atendido.
Barros citou, ainda, uma medida que vai impactar diretamente os empreendedores da economia criativa, que é o Decreto de Baixo Risco, que deverá ser publicado nas próximas semanas. Ele vai acabar com a necessidade de uma série de licenças para se abrir uma empresa no Paraná, gerando mais agilidade ao empreendedor.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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