Paraná
Estado divulga datas de abertura das unidades do Poupatempo de Londrina e Ponta Grossa
Após a abertura da primeira unidade do Poupatempo Paraná, em Curitiba, o Governo do Estado definiu as datas de operação das próximas duas, que facilitarão a vida dos cidadãos ao concentrar em um só local diversos serviços estaduais. O atendimento em Londrina começa oficialmente no dia 31 de outubro, enquanto Ponta Grossa inicia em 4 de novembro.
As estruturas permitirão acesso a serviços como emissão da nova Carteira de Identidade, atendimentos do Detran-PR, serviços da Copel e Sanepar, cadastro em programas habitacionais, solicitações de seguro-desemprego e consulta a vagas de emprego das Agências do Trabalhador.
Cerca de três dias antes do início oficial, as instalações abrirão para atendimentos presenciais e testes do sistema. Até lá, o atendimento será feito sem hora marcada. Após a abertura, o agendamento prévio pelo portal do Poupatempo Paraná e os totens de autoatendimento também estarão disponíveis. Um aplicativo para Android e iOS também será lançado em breve.
Segundo o superintendente de Governança de Serviços e Dados do Governo do Estado, Leandro Moura, responsável pelo projeto, o empenho das equipes envolvidas foi fundamental para colocar o programa em funcionamento rapidamente. “Foi um esforço conjunto que mobilizou diversas secretarias e servidores para garantir que o Poupatempo começasse a operar com qualidade desde o primeiro dia”, afirmou.
A gerente de Operações, Fernanda Souza, ressaltou a preparação das equipes para oferecer atendimento de excelência, o que inclui cerca de 30 dias de treinamentos, com módulos específicos relacionados aos serviços de cada órgão estadual.
“Cada equipe foi orientada conforme o tipo de atendimento e investimos em processos internos claros para cada serviço, garantindo atendimento organizado e eficiente. Nosso objetivo é que cada atendimento seja ágil, mas também acolhedor, com atenção às dúvidas e orientação completa sobre os serviços disponíveis”, disse.
Na Capital, por exemplo, a preocupação com a agilidade e qualidade dos atendimentos tem rendido elogios por parte dos primeiros usuários que tiveram a experiência com o Poupatempo Paraná.
- Secretaria da Educação oferece atendimentos integrados no Poupatempo Paraná
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Orientações e encaminhamentos: Poupatempo oferece 19 serviços a migrantes
PRÓXIMAS UNIDADES – Ao todo, serão 20 espaços do Poupatempo Paraná, previstas para operação até março de 2026, com capacidade de atender até 7 milhões de cidadãos por ano – cerca de 27 mil por dia.
Em Curitiba, a primeira unidade funciona no Shopping Estação, no bairro Rebouças. A partir de novembro, entram em operação o segundo ponto na cidade, no bairro Pinheirinho, e as unidades de Maringá, Umuarama, Cascavel, Foz do Iguaçu e Araucária.
O contrato com o Consórcio PR Cidadania – formado pelas empresas Cix Citizen Experience S/A, Quipux S.A.S do Brasil e Urban Participações Ltda – prevê investimento de R$ 871,3 milhões em cinco anos, com custo médio de R$ 27,07 por atendimento, representando uma redução de quase 70% em relação aos valores atuais e uma economia total que pode superar R$ 2 bilhões durante a vigência do contrato.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção
O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.
Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.
Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.
Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.
Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.
Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.
Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.
Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.
As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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