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Estado convida entidades a participar das discussões do Plano de Desenvolvimento da RMC

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A Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) convida todas as entidades representativas da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) a se cadastrarem no Edital de Chamamento Público para participarem ativamente das discussões do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI). Até 5 de agosto, podem se inscrever por meio do formulário no site do plano (www.pduirmc.com.br/chamamento-publico) movimentos populares, entidades sindicais, setor produtivo organizado, conselhos profissionais, entidades acadêmicas e organizações não governamentais.

Serão validadas as inscrições de entidades legalmente constituídas com atuação na RMC, em uma ou mais Funções Públicas de Interesse Comum (FPICs) priorizadas no PDUI.

Para o cadastramento, são requeridas cópias das documentações da entidade e do representante legal. Além disso, é possível indicar representantes para cada FPIC de interesse da entidade, como descrito na introdução do formulário.

Essa iniciativa visa garantir a representatividade dos diferentes segmentos da sociedade civil organizada e a construção coletiva do planejamento regional, como previsto na Lei Federal nº 13.089/2015, o Estatuto da Metrópole.

A partir desse processo, as entidades inscritas serão convidadas a compor a Equipe de Acompanhamento da Sociedade Organizada (EASO) e poderão participar de eventos como reuniões e oficinas técnicas para aprofundar os debates do Plano.

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ENGAJAMENTO REGIONAL – As equipes da Amep e do Consórcio PDUI-RMC Sustentável realizaram visitas aos 28 municípios que atualmente integram a RMC em junho.

Nesses encontros de mobilização, os gestores e técnicos municipais foram convidados a participar do processo de elaboração do PDUI, além de receberem orientações acerca dos temas e conceitos abordados pelo Plano.

Entre os temas prioritários tratados pelo PDUI estão as questões metropolitanas relacionadas com a habitação de interesse social; mobilidade e transporte público; desenvolvimento socioeconômico; planejamento territorial e uso do solo; meio ambiente e recursos hídricos.

PLANO – O Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI) da Grande Curitiba vai receber investimento R$ 7,6 milhões, sendo o maior deste tipo na história do Paraná. Com a assinatura do contrato com o consórcio Urbetc Technum, vencedor do processo licitatório, a previsão é que o PDUI da RMC seja concluído em 18 meses. Mais informações sobre o PDUI-RMC e a publicação oficial do Edital de Chamamento Público N.º 01/2023/Amep estão disponíveis no site www.pduirmc.com.br.

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Fonte: Governo PR

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Paraná

1º concurso de bengalas inteligentes para cegos premia vencedores com R$ 1 milhão

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O Governo do Estado concluiu o Desafio de Inovação: Bengalas Inteligentes com a divulgação das equipes vencedoras após a etapa final no chamado Dia do Desafio. A iniciativa, coordenada pelas secretarias da Inovação e Inteligência Artificial (Seia) e do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), é considerada a primeira do Brasil neste formato voltada exclusivamente ao desenvolvimento de tecnologias assistivas.

O secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Marcos Stamm, destacou o caráter pioneiro da iniciativa. “Encerramos um projeto que posiciona o Paraná como referência nacional em inovação aplicada à inclusão. As soluções demonstram que é possível desenvolver tecnologia com impacto direto na vida das pessoas”, afirma.

A secretária em exercício da Sedef, Luiza Simonelli, ressaltou o impacto social do projeto. “Estamos falando de mais segurança, autonomia e dignidade para pessoas com deficiência visual. Esse é o papel do poder público: fomentar soluções que respondam a demandas reais da população”, diz.

O ponto de partida do projeto foi um problema concreto enfrentado por pessoas cegas e com baixa visão: as bengalas tradicionais detectam apenas obstáculos no chão, mantendo o usuário vulnerável a estruturas suspensas, como galhos de árvores, placas, lixeiras elevadas e orelhões. A partir desse diagnóstico, o desafio mobilizou cientistas, engenheiros e startups a desenvolverem soluções capazes de ampliar a percepção do ambiente.

Para isso, o edital foi desenvolvido com base em escuta ativa. Workshops realizados com usuários, em parceria com o Instituto Paranaense dos Cegos, mapearam as principais dificuldades enfrentadas no cotidiano. Os relatos indicaram que os maiores riscos estão acima da linha da cintura, direcionando o desenvolvimento das tecnologias propostas.

Ao longo de um ano, o concurso foi estruturado em etapas. Ao todo, 100 projetos de todo o Brasil se inscreveram, dos quais 10 foram selecionados para a fase de prototipação. Cada equipe recebeu R$ 180 mil, em duas parcelas, para o desenvolvimento das soluções, em um modelo de financiamento de risco que difere das contratações públicas tradicionais, ao apoiar a criação antes mesmo do produto final existir.

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As bengalas desenvolvidas incorporam sensores, inteligência artificial e sistemas de alerta tátil e sonoro, capazes de identificar obstáculos fora do alcance das bengalas convencionais. A etapa final reuniu as equipes no Dia do Desafio, quando os protótipos foram testados em circuitos que simulavam situações reais. Os percursos incluíam obstáculos suspensos e foram realizados por pilotos cegos, responsáveis por avaliar na prática a usabilidade, o conforto e a eficiência das soluções.

VENCEDORES – Ao final, os projetos foram analisados com base em critérios como inovação, viabilidade técnica, acessibilidade e potencial de impacto social. Os três melhores colocados dividiram R$ 1 milhão em prêmios: R$ 500 mil para o primeiro lugar, R$ 300 mil para o segundo e R$ 200 mil para o terceiro.

O primeiro lugar ficou com a empresa Bia Radar, de Toledo, desenvolvida por dois estudantes de Engenharia da Computação da UTFPR. Um dos integrantes, de 23 anos, liderou a criação de um sistema inédito que funciona como um radar acoplado à bengala tradicional, utilizando sensores e inteligência artificial para identificar obstáculos e orientar o usuário por meio de vibrações e sinais sonoros. O segundo lugar foi conquistado pela empresa Sigma, de Curitiba, seguido pela Vereda, de Brasília.

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O estudante e vencedor do concurso, Rafael Farias Menezes, destacou a importância da iniciativa para transformar ideias em soluções com impacto social. “A Bia Radar nasceu com esse propósito, de trazer mais segurança e autonomia para pessoas com deficiência visual, e graças ao desafio pudemos ter uma experiência muito marcante, tirando essa ideia do papel e desenvolvendo uma solução que pode ajudar diretamente na vida das pessoas”.

Rafael também falou sobre os próximos passos após o reconhecimento do concurso. “Ainda estamos em fase de aprimoramento, mas esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo e que a tecnologia pode ser uma grande aliada na inclusão”.

Além da premiação, os vencedores terão acesso à assessoria técnica da ABDI para apoiar a inserção das soluções no mercado e sua escalabilidade em nível nacional e internacional.

PRÓXIMOS PASSOS – Com investimento total de R$ 2,8 milhões, o desafio também se consolidou como um instrumento de compra pública de inovação, ao estimular o desenvolvimento de tecnologias com potencial de aplicação prática. Em 2025, o projeto venceu o 5º Prêmio Conexão Inova, voltado ao reconhecimento de iniciativas inovadoras na gestão pública.

Com o encerramento do concurso, a expectativa é que os protótipos avancem para as próximas etapas de validação e mercado. Neste período, os vencedores terão acompanhamento técnico da ABDI. O Governo do Paraná também estuda a implementação de um programa-piloto para disponibilizar a tecnologia a pessoas cegas no Estado, com a possibilidade de expansão futura para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Governo PR

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