Connect with us


Paraná

Estado capacita gestores municipais de Defesa Civil para atendimento de deficientes auditivos

Publicado em

A Coordenadoria de Defesa Civil Estadual (Cedec) realizou nesta quinta-feira (21) o primeiro workshop de capacitação em língua brasileira de sinais. A atividade teve apoio da Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef) e reuniu 80 profissionais da Defesa Civil da capital, da Região Metropolitana de Curitiba e dos Campos Gerais. 

A ideia é ampliar a linha de atuação para atendimento desse público em situações extremas. Foi apresentada a legislação nacional, a Política de Garantia dos Direitos da Pessoa com Deficiência, noções básicas da cultura surda e normas de atendimento em situações de emergência para este público. Os participantes também receberam treinamento prático sobre algumas expressões importantes em momentos de desastre.

De acordo com o último Censo, o Paraná possui 100 mil pessoas com algum nível de deficiência auditiva, cerca de 10 mil estão na Capital e RMC. “Este é o primeiro de uma série de eventos que faremos em todo o Estado para garantir a preparação e o atendimento adequado. Para isso, envolvemos outras secretarias e as associações de surdos  para nos auxiliar nesse processo”, explica o coronel Ivan Fernandes, coordenador executivo da Defesa Civil

Leia mais:  Cabeça d'água: veja orientações dos Bombeiros para não correr riscos em rios e cachoeiras

Para Lígia Klen, coordenadora de projetos da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (FENES), a comunicação é uma grande barreira a ser superada para que essas pessoas recebam as informações sobre como se comportar diante de um desastre. Segundo a coordenadora, cerca de 90% da população não têm qualquer conhecimento sobre a língua de sinais.

“Essa preocupação da Defesa Civil em promover esse evento e trazer essa pauta de discussões é algo de muito valor. Na tragédia que ocorreu no Rio Grande do Sul, muitos surdos ficaram pedindo a suas famílias por conta dessa falta de comunicação. Precisamos conseguir passar as informações em tempo hábil para que eles não sejam vítimas das tragédias”, declara. 

Identificar e cadastrar pessoas com deficiência em áreas de atenção é uma das orientações repassadas aos agentes municipais de Defesa Civil. O objetivo é incorporar essas informações no plano de contingência para servir de base em momentos de desastres. 

Leia mais:  Com 87,6 mil novos postos em 2023, Paraná se consolida como maior empregador do Sul

“Rever práticas como o uso de sirene, alarmes e a dinâmica dentro dos abrigos são algumas realidades revistas a partir desses encontros. A ideia, num segundo momento, é capacitar as coordenadorias municipais para assegurar o primeiro atendimento, seja para fazer perguntas básicas para saber como está se sentido ou indicar o local para onde tem que ir e assim conseguir padronizar esses contatos”, complementa o capitão Julian Waldrigues, que participou do curso.

A gestão dos abrigos também foi um dos assuntos discutidos entre os participantes, principalmente nos casos de média ou longa permanência. “Quando falamos da comunidade surda, existem pessoas que sabem ler ou não, que tem a língua de sinais como a primeira língua, é nosso dever garantir o atendimento igualitário a todos”, completa. 

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

De olho no mercado asiático, Estado vai promover turismo do Paraná em feira na China

Published

on

De olho nas movimentações do mercado e em todos os indicadores positivos que podem ser alcançados, o Viaje Paraná vai até Xangai na próxima semana para ampliar a divulgação e o contato com o trade oriental. Será uma participação na feira ITB China, entre os dias 26 e 28 – será a primeira vez que o Estado promove o potencial do seu turismo no país asiático.

Um dos maiores emissores de turistas no mundo é a China, com cerca de 150 milhões de viajantes anuais. Segundo a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), somente neste ano, o volume de buscas por informações de viagens ao Brasil aumentou 130% entre os chineses, o maior índice de crescimento entre os mercados internacionais monitorados.

Dados oficiais da agência também apontam que, em 2025, mais de 100 mil chineses visitaram destinos brasileiros e muitos deles optaram pelo Paraná, reflexo observado nas visitas à atrativos. Naquele ano, o Parque Nacional do Iguaçu – onde ficam as Cataratas do Iguaçu, uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo – recebeu mais de 2 milhões de turistas, sendo mais de 21 mil chineses.

De acordo com o diretor-presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes, os principais atrativos e destinos apresentados na feira serão as Cataratas do Iguaçu e outros passeios em Foz do Iguaçu, a Grande Reserva da Mata Atlântica, além de maior destaque para opções de natureza.

Leia mais:  Com investimento de mais de R$ 260 milhões, Paraná vai ganhar 11 novos hospitais

“Os asiáticos gostam muito da América do Sul pela cultura e natureza singulares, então é um mercado que o Paraná precisa estar antenado, ainda mais com a movimentação econômica que pode ser gerada no Estado, porque o turista estrangeiro injeta moeda estrangeira”, disse Cortes.

Segundo Marcelo Martini, diretor de Operações e Segmentação Turística do Viaje Paraná, a participação no evento também será um momento oportuno para o encontro com agências e operadoras asiáticas. Outro foco estará nas companhias aéreas, que podem ampliar o alcance e chegada de estrangeiros ao Paraná.

“Através de conexões internacionais, uma boa parcela de turistas chineses chegou diretamente ao Estado no ano passado, mas é um meio de acesso que ainda pode ser aprimorado. Teremos encontros com companhias aéreas durante a ITB China, justamente para apresentar a boa conectividade e infraestrutura do Paraná, apto a receber mais turistas em nossos principais aeroportos, de Foz do Iguaçu e Curitiba”, explicou.

CONEXÃO FACILITADA – Com o anúncio de que visitantes do país asiático não precisam mais de visto para entrar no Brasil para estadias de até 30 dias, a expectativa da vinda de turistas de lá é ainda maior. Segundo dados divulgados pela Embratur, os turistas chineses tiveram um dos maiores tickets médios de gastos em viagens no ano passado, com US$ 5,2 mil por pessoa. Segmentando essa conta, cerca de US$ 20 milhões foram injetados na economia do Paraná em 2025 através apenas dos viajantes chineses.

Leia mais:  Com 87,6 mil novos postos em 2023, Paraná se consolida como maior empregador do Sul

“Esse público costuma fazer roteiros mais longos, com mais tempo para aproveitar a viagem. É importante também o setor de serviços do Estado estar preparado para essa demanda oriental. Um restaurante ter uma aba do cardápio traduzida para outros idiomas, por exemplo, já é um grande diferencial no atendimento”, completou Cortes.

QUALIFICAÇÃO – Profissionais que buscam atuar na recepção de turistas chineses precisam estar qualificados. Atualmente, o Brasil tem 325 agências e empresas credenciadas pelo Programa ADS China, coordenado pelo Ministério do Turismo (Mtur). Cerca de 20 delas são paranaenses de diferentes municípios, demonstrando a capacidade do Estado em atender às exigências do mercado internacional.

O ADS China regulamenta e qualifica a recepção de turistas do país asiático em grupos organizados, fortalecendo a parceria entre países no setor. O processo de credenciamento exige das agências interessadas o cumprimento de uma série de critérios rigorosos, aceitação de diretrizes do programa, além de uma comprovação de estrutura para atender os turistas estrangeiros.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262