Connect with us


Paraná

Estado capacita gestores municipais de Defesa Civil para atendimento de deficientes auditivos

Publicado em

A Coordenadoria de Defesa Civil Estadual (Cedec) realizou nesta quinta-feira (21) o primeiro workshop de capacitação em língua brasileira de sinais. A atividade teve apoio da Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef) e reuniu 80 profissionais da Defesa Civil da capital, da Região Metropolitana de Curitiba e dos Campos Gerais. 

A ideia é ampliar a linha de atuação para atendimento desse público em situações extremas. Foi apresentada a legislação nacional, a Política de Garantia dos Direitos da Pessoa com Deficiência, noções básicas da cultura surda e normas de atendimento em situações de emergência para este público. Os participantes também receberam treinamento prático sobre algumas expressões importantes em momentos de desastre.

De acordo com o último Censo, o Paraná possui 100 mil pessoas com algum nível de deficiência auditiva, cerca de 10 mil estão na Capital e RMC. “Este é o primeiro de uma série de eventos que faremos em todo o Estado para garantir a preparação e o atendimento adequado. Para isso, envolvemos outras secretarias e as associações de surdos  para nos auxiliar nesse processo”, explica o coronel Ivan Fernandes, coordenador executivo da Defesa Civil

Leia mais:  Primeiro voo para o Canadá do Ganhando o Mundo 2026 leva 20 estudantes paranaenses

Para Lígia Klen, coordenadora de projetos da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (FENES), a comunicação é uma grande barreira a ser superada para que essas pessoas recebam as informações sobre como se comportar diante de um desastre. Segundo a coordenadora, cerca de 90% da população não têm qualquer conhecimento sobre a língua de sinais.

“Essa preocupação da Defesa Civil em promover esse evento e trazer essa pauta de discussões é algo de muito valor. Na tragédia que ocorreu no Rio Grande do Sul, muitos surdos ficaram pedindo a suas famílias por conta dessa falta de comunicação. Precisamos conseguir passar as informações em tempo hábil para que eles não sejam vítimas das tragédias”, declara. 

Identificar e cadastrar pessoas com deficiência em áreas de atenção é uma das orientações repassadas aos agentes municipais de Defesa Civil. O objetivo é incorporar essas informações no plano de contingência para servir de base em momentos de desastres. 

Leia mais:  Mutirão de empregos em Curitiba oferta 1.500 vagas em 50 empresas nesta terça-feira

“Rever práticas como o uso de sirene, alarmes e a dinâmica dentro dos abrigos são algumas realidades revistas a partir desses encontros. A ideia, num segundo momento, é capacitar as coordenadorias municipais para assegurar o primeiro atendimento, seja para fazer perguntas básicas para saber como está se sentido ou indicar o local para onde tem que ir e assim conseguir padronizar esses contatos”, complementa o capitão Julian Waldrigues, que participou do curso.

A gestão dos abrigos também foi um dos assuntos discutidos entre os participantes, principalmente nos casos de média ou longa permanência. “Quando falamos da comunidade surda, existem pessoas que sabem ler ou não, que tem a língua de sinais como a primeira língua, é nosso dever garantir o atendimento igualitário a todos”, completa. 

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”

Published

on

O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.

Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.

Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.

Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.

Leia mais:  Mutirão de empregos em Curitiba oferta 1.500 vagas em 50 empresas nesta terça-feira

Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

 

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262