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Estado avança no Caminhos do Peabiru com georreferenciamento e consulta

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Turismo (Setu) e da Secretaria do Planejamento (SEPL), iniciou uma fase decisiva para a consolidação da Rota Turística Caminhos do Peabiru. Com foco no planejamento de 2026, as equipes iniciaram as visitas técnicas para georreferenciamento detalhado e captura de imagens aéreas (ortofotos) em um trecho de 2.000 km, além de promover as primeiras Consultas Livres, Prévias e Informadas (CLPI) com comunidades indígenas do Estado.

A iniciativa visa transformar 4.600 km de rotas em um produto turístico estruturado, tecnológico e sustentável.

O projeto é executado em parceria com o Paraná Projetos e a contratação da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico da Universidade Estadual de Maringá (Fadec). O objetivo é transformar os dados coletados em tecnologia acessível ao turista: todo o mapeamento alimentará o futuro site e o aplicativo oficial da Rota, ferramentas essenciais para a navegação e segurança dos visitantes.

O secretário estadual do Turismo, Leonaldo Paranhos, destaca que o projeto aplica a estratégia de territorialização e vai muito além do turismo de aventura. “Os Caminhos do Peabiru têm um valor histórico, cultural e simbólico imenso. Ao estruturar essa rota turística de forma responsável, o Governo do Estado promove o turismo sustentável, valoriza os povos originários, preserva o patrimônio ambiental e cria novas oportunidades de desenvolvimento para os municípios envolvidos, sempre com respeito à história e às comunidades que fazem parte desse território”, afirmou.

TECNOLOGIA E INFRAESTRUTURA – Durante as visitas técnicas, as equipes avaliam não apenas o traçado, mas também as necessidades de infraestrutura, identificando pontos que necessitem de intervenção, como pontes, obras de arte, trechos de erosão ou deslizamento. A coordenadora da equipe de consultoria da Fadec, Luciane Rosas, explica que o projeto adota o conceito de “Rota”, por sua diversidade. “O percurso integra trechos onde é possível passar por meios não motorizados como caminhada, bicicleta, cavalo, caiaque e canoa, classificado assim como uma trilha, além de trechos de conexão que podem passar por rodovias ou áreas urbanas”, explica.

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O aplicativo contemplará a rota completa, oferecendo ao usuário uma visão integral do trajeto que conecta o estado de Leste a Oeste. A consultoria da Fadec também irá realizar entregas técnicas mensais de planejamento, incluindo pesquisa científica detalhada nas áreas antropológica, sociológica, histórica e geográfica.

Serão planos e documentos estratégicos, como o Data Book e o Plano Executivo de Sinalização, adaptados especificamente para cada território turístico que a Rota atravessa. Como a rota passa por 97 municípios com características diferentes, o foco é respeitar a vocação local, orientando as Instâncias de Governança e garantindo que o planejamento esteja alinhado com a realidade e as aptidões turísticas de cada área.

CONSULTAS ÀS COMUNIDADES – Em Turvo, foram realizadas duas consultas livres, prévias e informadas (CLPI), baseadas na Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A primeira etapa foi uma conversa com as lideranças das comunidades indígenas Guarani e Kaingang, da Terra Indígena Marrecas. Ambas demonstraram interesse em integrar o traçado.

O secretário do Planejamento, Ulisses Maia, comenta que o projeto reforça o compromisso do Governo do Paraná com o desenvolvimento histórico e cultural do Estado. “A Rota Turística Caminhos do Peabiru é um importante programa que busca realizar o resgate desse caminho milenar que atravessa o Paraná de leste a oeste. Esse encontro em Turvo é uma forma de apoiarmos o município e os povos indígenas da região, valorizando a história e cultura local e fortalecendo o desenvolvimento municipal”, ressalta.

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“A relação entre as duas comunidades é de respeito”, explica a servidora da Setu Alexane Salles, que atua no programa. “Embora tenham costumes e idiomas diferentes, cada uma ocupa sua porção do território. Para abranger toda a população residente, optamos por fazer a consulta para o desenvolvimento de um plano de visitação voltado à realidade de cada comunidade e, assim, não deixar nenhuma de fora”.

A próxima etapa é reunir toda a comunidade para uma consulta coletiva, já que a decisão final não cabe apenas à liderança. Estas comunidades foram as primeiras selecionadas para receber o plano funcional de visitação à aldeia indígena, que deverá ser protocolado na Funai pela Setu.

ORIGEM HISTÓRICA – Os Caminhos do Peabiru formam uma rede de trilhas ancestrais de mais de 3 mil anos que conectam o Atlântico ao Pacífico. O nome tem origem no tupi-guarani “Peya Beyu”,que significa “caminho gramado amassado”, refletindo a antiga utilização das trilhas por povos indígenas que moldaram a paisagem ao longo do tempo.

O Programa da Rota Turística visa promover o turismo em municípios paranaenses através de um traçado simbólico que homenageia esses caminhos antigos de grande valor histórico-cultural. 

Fonte: Governo PR

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MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré

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O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.

Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.

De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.

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Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.

Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.

Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.

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Processo 0007837-42.2025.8.16.0024

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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