Paraná
Estado amplia rede de proteção social com equipamentos do programa Fortalece Paraná
O Governo do Paraná, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), entregou nesta semana kits de eletrodomésticos a 31 municípios da região Noroeste, como parte do programa Fortalece Paraná. Entre os itens estão fogões industriais, freezers, geladeiras, fornos elétricos, lavadoras de roupas, além de equipamentos de multimídia como caixas de som e microfones.
A iniciativa tem como objetivo equipar e modernizar a estrutura de organizações da sociedade civil que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade com equipamentos essenciais para o funcionamento dessas entidades. Estas entregas se somam às 115 cidades que já haviam recebido os equipamentos no ano passado. No total, serão 206 municípios beneficiados com a modernização das entidades sociais.
As ações ocorreram em Cianorte, na quarta-feira (21), atendendo cidades da Associação dos Municípios do Médio Noroeste (Amenorte); em Paranavaí, na quinta-feira (22), contemplando cidades da Associação dos Municípios do Noroeste Paranaense (Amunpar); e em Umuarama, na sexta-feira (23), beneficiando municípios da Associação dos Municípios Entre Rios (Amerios).
O Fortalece Paraná é uma estratégia do Governo do Estado para garantir que a solidariedade venha acompanhada de estrutura. Ao fornecer equipamentos duráveis, o Estado reduz os custos das entidades e assegura que os recursos dessas instituições possam ser focados no atendimento. “O programa é uma política pública que chega diretamente a quem mais precisa, fortalecendo as entidades que estão na linha de frente do atendimento social. Ao investir em estrutura e equipamentos, o Governo do Estado garante mais qualidade no acolhimento e permite que as organizações concentrem seus esforços no cuidado humano e no desenvolvimento das famílias paranaenses”, afirmou o secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni.
O programa viabiliza o repasse de kits de eletrodomésticos e equipamentos essenciais para o funcionamento dessas entidades. “Esses materiais são fundamentais para qualificar o atendimento na ponta, permitindo que as instituições preparem alimentos com mais qualidade, higienizem roupas e ofereçam melhores condições de acolhimento para idosos, crianças e famílias atendidas pela rede socioassistencial”, acrescentou Carboni.
O processo de ranqueamento dos municípios considerou critérios como estimativa populacional, indicadores de vulnerabilidade das famílias e desempenho municipal em renda, priorizando cidades com até 10 mil habitantes. Após a seleção, as prefeituras formalizaram a adesão ao programa e ficam responsáveis por indicar ao menos duas entidades para receber os equipamentos, que serão entregues gradualmente conforme disponibilidade orçamentária e financeira do Estado.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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