Brasil
Entre o barro, o forró e as comidas gigantes: Caruaru (PE) é a estrela do segundo capítulo da websérie do Ministério do Turismo
Caruaru (PE) respira festas juninas muito antes de a primeira fogueira ser acesa. É para celebrar essa mistura de arte popular, gastronomia e turismo que a cidade foi escolhida como protagonista do segundo episódio da websérie “Destino: Festas Juninas”, do Ministério do Turismo (MTur). O vídeo mostra como a engrenagem da chamada Capital do Forró movimenta moradores e trabalhadores locais para entregar uma festa recheada de atrativos. Em 2026, durante os 29 dias de arrasta-pé, o município espera atrair mais de 4 milhões de visitantes, gerar mais de 20 mil empregos e injetar cerca de R$ 800 milhões na economia criativa da região.
O episódio “Mãos que transformam” revela como o artesanato do Alto do Moura e a tradição das comidas gigantes ajudam a convertem a cultura popular em turismo, renda e desenvolvimento.
- Acesse o segundo episódio da série nas redes oficiais do MTur: Youtube, Facebook, Instagram e Spotify.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destaca que a cidade pernambucana é modelo de desenvolvimento impulsionado pela tradição. “A websérie mostra que a riqueza do artesanato em barro e a grandiosidade das comidas típicas fazem muito mais do que manter viva a identidade local: elas giram a economia e transformam Caruaru em um ímã para turistas de todo o mundo”, ressalta.
Barro como identidade
No Alto do Moura, bairro reconhecido como um dos maiores centros de arte figurativa das Américas, o barro conta histórias, preserva memórias e garante o sustento de centenas de famílias. É nesse cenário que o episódio acompanha a trajetória da Mestra Anissinha, uma das referências do artesanato pernambucano.
Ela começou a trabalhar com o barro ainda criança, quando fazia os próprios brinquedos. Aos sete anos, vendeu o primeiro boneco e usou o dinheiro para comprar seu primeiro vestido. Desde então, nunca mais se afastou da arte.
Hoje, aos 68 anos, ela vive do barro, participa de exposições e vende peças para diferentes lugares. Para ela, o artesanato foi caminho de trabalho e reconhecimento. “Costumo dizer que o barro é o meu diploma. Foi através do barro que me tornei escritora, acadêmica e tantas outras coisas. Gosto de levar o nome da minha arte para o mundo”, conta.
Tradição gigante
Se o barro ajuda a contar a história de Caruaru, as comidas gigantes ajudam a reunir a cidade. Mais de 70 eventos desse tipo integram a programação junina de 2026 e se espalham por bairros e comunidades, atraindo moradores e turistas.
À frente da produção do bolo de milho gigante, a confeiteira Michele Dádiva conta que a preparação começa dias antes da festa e envolve uma rede de colaboradores. Para ela, a tradição carrega memórias da infância. “As comidas gigantes retratam o passado da minha infância. Na minha rua tinha uma palhoça, cada um levava um prato típico. É cultura e tradição”, relembra Michele.
O movimento também fortalece a economia local. Segundo Alex Torres de Souza, entusiasta das comidas gigantes, a tradição descentraliza a festa e leva visitantes para bairros, comunidades e áreas rurais. Além dos idealizadores das receitas, a cadeia envolve comerciantes, vendedores ambulantes, equipes de apoio, segurança, bombeiros civis e prestadores de serviço.
Destino: Festas Juninas
Lançada pelo MTur, a iniciativa multiplataforma dá visibilidade às festividades em cinco dos maiores polos festivos do Nordeste: Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Mossoró (RN), Maracanaú (CE) e Petrolina (PE).
Por meio de 10 episódios de uma websérie disponível nas redes sociais e uma série de rádio, o projeto joga luz sobre os bastidores e as pessoas que fazem a festa acontecer, apresentando o tradicional São João por diferentes ângulos.
A narrativa mostra como a preservação de uma das mais importantes manifestações culturais e turísticas do país funciona como uma engrenagem fundamental para impulsionar o turismo, movimentar a economia e gerar oportunidades para a população local.
Levantamento do Ministério do Turismo indica que apenas cinco das principais festas juninas do país devem movimentar R$ 2,4 bilhões, gerando renda e empregos no período.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
MCTI anuncia chamada de R$ 300 milhões para ampliar a popularização da ciência em todo o Brasil
Levar a ciência para mais perto da população é o objetivo da nova Chamada Pública de R$ 300 milhões anunciada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), nesta segunda-feira (22). O investimento apoiará iniciativas de popularização da ciência em todos os estados e no Distrito Federal, ampliando o acesso ao conhecimento científico e fortalecendo a educação científica no país.
O anúncio foi realizado durante a cerimônia de premiação da 20ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), no Rio de Janeiro, que reuniu estudantes medalhistas de todo o País, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
A chamada integra o Programa Nacional de Popularização da Ciência (Pop Ciência) e prevê a estruturação das Redes Pop Ciência nos estados e no Distrito Federal. A proposta estimula a articulação entre governos estaduais, instituições de pesquisa, escolas, museus e centros de ciência para ampliar o alcance das ações de divulgação científica.
Entre as iniciativas que poderão receber apoio estão olimpíadas científicas, feiras de ciência, clubes de ciências, projetos de ciência itinerante, programas de formação de jovens cientistas e ações de comunicação pública da ciência. O programa também contempla investimentos em museus, centros de ciência, planetários e outras estruturas dedicadas à difusão do conhecimento científico.
A iniciativa faz parte da estratégia do MCTI de fortalecer a cultura científica e aproximar a produção de conhecimento do cotidiano da população, ampliando oportunidades de aprendizagem e contribuindo para o enfrentamento à desinformação.
Obmep 2026
A cerimônia também marcou a entrega das medalhas de ouro da 20ª edição da Obmep. Ao todo, 684 estudantes de todas as regiões do Brasil foram premiados.
Realizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) com recursos do MCTI e do Ministério da Educação (MEC), a olimpíada reúne estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio e alcança 99,9% dos municípios brasileiros.
A Obmep é considerada uma das principais iniciativas de incentivo à educação científica do país. Entre seus objetivos estão estimular o estudo da matemática, identificar talentos e incentivar o ingresso de jovens em carreiras científicas e tecnológicas.
Em discurso aos estudantes, o presidente Lula destacou a importância da educação para a redução das desigualdades e para o desenvolvimento nacional. “O Estado precisa garantir que todos, independentemente do berço em que nasceram, tenham direito à mesma qualidade de educação, porque somente assim a gente vai fazer justiça nesse país. Não existe nenhum país que se desenvolveu sem investir em educação”, afirmou.
A ministra Luciana Santos ressaltou o papel da olimpíada na formação de novos talentos para a ciência brasileira. “Quando olhamos para esta plateia, não vemos apenas estudantes premiados. Vemos talentos que começam a desenhar o futuro da ciência brasileira. Ao longo de mais de duas décadas, a Obmep se consolidou como uma das mais importantes políticas públicas de educação científica do Brasil”, disse.
Diretor-geral do Impa, Marcelo Viana destacou o alcance da iniciativa. “São mais de 23 milhões de jovens que todo ano participam da olimpíada de matemática do país. É mais de 10% da população brasileira, no mesmo dia, fazendo prova de matemática”, afirmou.
Durante a cerimônia, o Impa também anunciou que a unidade do Impa Tech no Nordeste deverá iniciar suas atividades em março do próximo ano, em Teresina (PI), com apoio do governo estadual, do MCTI e do MEC. Outra novidade é o intercâmbio de estudos para a China destinado a 26 medalhistas de ouro da Obmep, com todas as despesas custeadas pela instituição.
Mais do que um reconhecimento pelo desempenho nas provas, as medalhas também podem abrir caminho para novas oportunidades acadêmicas. Muitos dos premiados passam a integrar o Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC), que oferece aulas avançadas de matemática e bolsa mensal de R$ 300 concedida pelo CNPq a estudantes de escolas públicas.
Para Lilithy Torenzani, de 16 anos, estudante de São Roque do Canaã (ES), a olimpíada ampliou horizontes e despertou o interesse pela matemática. “A olimpíada me fez acreditar que meus sonhos podem se tornar realidade. Foi por meio dela que conheci novas oportunidades e descobri que a matemática vai muito além de contas e fórmulas. Ela envolve criatividade, raciocínio e a possibilidade de enxergar o mundo de outra forma”, afirmou.
-
Paraná6 dias agoMPPR empossa dois Procuradores de Justiça nesta sexta-feira (19)
-
Agro7 dias agoBrasil amplia promoção do agronegócio durante a África Food Show 2026
-
Política Nacional7 dias agoCâmara aprova projeto que garante atestado para funcionário que acompanhar criança doente
-
Educação7 dias agoPublicação debate intersetorialidade na educação integral
-
Esportes5 dias agoColômbia vence Uzbequistão e assume a ponta do Grupo K na Copa do Mundo
-
Agro6 dias agoPreço da maçã segue em queda no Brasil com estoques elevados e mercado saturado
-
Política Nacional6 dias agoCâmara aprova dispensa de licitação para SUS comprar hemoderivados de empresa pública
-
Esportes7 dias agoHaaland brilha em estreia e Noruega goleia Iraque na Copa do Mundo
