Paraná
Entre junho e julho, Polícia Militar registrou aumento de 64% na apreensão de maconha
A Polícia Militar do Paraná apreendeu mais de 36 toneladas de maconha, entre os dias 06 de junho e 06 de julho, um aumento de 64,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, que foi de 22,1 toneladas.
As operações policiais e o reforço preventivo e ostensivo das fiscalizações, principalmente nas rodovias que cruzam o Paraná, são as principais responsáveis pelo aumento no número de apreensão de drogas pela PMPR. As equipes policiais também registraram aumento de 304% nas apreensões de crack, passando de 21 quilos em 2022, para 86 quilos em 2023.
Além disso, ao longo do mês de junho até o início de julho deste ano a Polícia Militar foi responsável pela apreensão de 375 armas de fogo e pela recuperação de 330 veículos com alerta de furto ou roubo.
“Estamos reforçando o policiamento em todas as regiões do Paraná, inclusive com os militares estaduais que estão em período final de formação. Os números reforçam a presença da Polícia Militar em todo o estado, garantindo a ordem pública e promovendo mais segurança para todos os paranaenses”, destacou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Jefferson Silva.
AÇÃO INTEGRADA – O reforço do policiamento e a integração da Polícia Militar com as demais forças de segurança do estado e federais foi demonstrada neste domingo (16), quando equipes de militares estaduais apreenderam 82 armas de fogo, sendo 75 pistolas e sete fuzis, em um caminhão, na BR-369, entre Rolândia e Cambé, no Norte do estado.
A ação contou com a participação de equipes da Receita Federal e da Polícia Federal, e resultou na apreensão de mais de duas toneladas de maconha. Todo o material apreendido era transportado em um caminhão com carga de suínos. O motorista recebeu voz de prisão em flagrante por tráfico de drogas e armas.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira
O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).
Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz
A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.
De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.
Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.
A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.
Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.
Processo 0001701-26.2025.8.16.0122
Matérias anteriores
09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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