Paraná
Encontros Regionais de Museus vão discutir fortalecimento do setor no Paraná
A Secretaria de Estado da Cultura dá início, a partir de 2 de abril, em Londrina, a uma série de sete Encontros Regionais de Museus em 2026. A iniciativa faz parte do plano de trabalho da Coordenação do Sistema Estadual de Museus do Paraná (Cosem) e o cronograma contempla a realização de encontros em outras seis cidades: Cascavel, Pato Branco, Maringá, Guarapuava, Ponta Grossa e Curitiba. Os interessados podem se inscrever AQUI.
Os encontros visam promover a articulação entre museus das diferentes regiões do Estado e fortalecer o Sistema Estadual de Museus por meio do compartilhamento de informações, assim como coletar demandas locais, promover troca de experiências e alinhar diretrizes da atuação sociocultural das instituições museológicas.
“Os encontros são muito importantes e reafirmam nosso compromisso com o fortalecimento do diálogo entre profissionais e instituições de todo o Estado”, afirma Luciana Casagrande Pereira, secretária estadual da Cultura. Para ela, a iniciativa reforça a valorização do patrimônio e do desenvolvimento das políticas para museus no Paraná. “É o nosso campo museal cada vez mais integrado e coordenado”.
O evento é direcionado a profissionais de museus, gestores museais, educadores de instituições culturais, professores, pesquisadores, estudantes das áreas da museologia, pedagogia, ciências, artes, história, arqueologia, biblioteconomia, arquivologia, comunicação, patrimônio e demais áreas afins, que possuam vivências e experiências em espaços culturais.
“Mais do que uma agenda de atividades, é um espaço estratégico de escuta, articulação e fortalecimento do campo museal”, diz Cauê Donato, coordenador do Sistema Estadual de Museus do Paraná. “A expectativa para os encontros é de ampliar ainda mais os diálogos com gestores e profissionais das instituições, aproximando o Sistema Estadual de Museus das realidades locais”.
Em Londrina, o evento acontece a partir das 8h30, no Sesc Londrina Cadeião. Os Encontros Estaduais de Museus também ocorrerão em Cascavel (15/05), Pato Branco (21/05), Maringá (29/05), Guarapuava (03/07), Ponta Grossa (17/07) e Curitiba (31/07).
Programação:
8h30 – Credenciamento e acolhimento
9h00 – Abertura Institucional
9h30 – A Cosem e o panorama regional | “O Sistema Estadual de Museus e as estratégias de fortalecimento da rede museológica” – com Cauê Donato.
11h – Experiências regionais | Participação de instituições museológicas da região para apresentar práticas ou projetos relevantes.
12h – Intervalo
14h – Formação temática | “Ferramentas práticas para o desenvolvimento de processos museológicos” – com Cauê Donato.
16h – Encerramento | Encaminhamentos para ações da Cosem e encerramento institucional.
Serviço:
Encontro Regional de Museus – Londrina
Data: 02/04
Horário: 8h30
Local: Sesc Londrina Cadeião
Inscrições AQUI
Mais informações em www.cultura.pr.gov.br
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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