Brasil
Encontro reúne setor público e privado para discutir inclusão de refugiados afegãos no mercado de trabalho
A reunião fez parte das ações firmadas entre a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a organização Islamic Relief USA (IRUSA), em apoio ao Programa de Patrocínio Comunitário para Nacionais Afegãos, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O encontro reuniu empresários interessados em diversidade e inclusão, representantes de organizações da sociedade civil (OSCs) credenciadas pelo governo para o acolhimento da população afegã, lideranças afegãs, além de instituições humanitárias que atuam com a proteção de migrantes e refugiados no Brasil, como a Caritas Arquidiocesana de São Paulo (Casp).
O objetivo foi fortalecer a inclusão laboral e o engajamento do setor privado com a população afegã no Brasil, com a apresentação de perfis profissionais e o compartilhamento de boas práticas de empresas que já contratam refugiados, como é o caso daquelas vinculadas à Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras), além de ampliar o mapeamento de parceiros no setor privado. Estratégias, como o Fórum Empresas com Refugiados , articulado pelo ACNUR, contribuem com a inclusão laboral dessa população.
“O trabalho conjunto com o setor privado é muito importante para que possamos, de fato, promover condições adequadas para que afegãos consigam viver no Brasil de maneira independente”, pontuou a coordenadora-geral do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) do MJSP, Amarilis Busch Tavares.
Apoio e acolhimento
A maioria dos afegãos chega ao Brasil por meio do visto humanitário e, na hora de buscar recolocação profissional, enfrenta entraves, como a dificuldade de sensibilizar empresas, a falta de informação sobre o mercado de trabalho e o aprendizado da língua portuguesa. Atualmente, cerca de 7,6 mil afegãos que necessitam de proteção internacional são acolhidos e, desde 2020, o País reconhece a gravidade da violação de direitos humanos no Afeganistão.
Brasil
Ministério de Portos e Aeroportos e Serpro apresentam sistema que automatiza fluxo de dados nos terminais portuários do Brasil
O Ministério de Portos e Aeroportos e o Serpro apresentaram, durante a Intermodal South América 2026, o IntegraPSP, sistema que vai permitir a comunicação direta, segura e em tempo real entre os órgãos competentes e empresas que utilizam o Porto Sem Papel (PSP).
A integração, via interfaces de programação de aplicações (APIs), vai ampliar a segurança ao ser sustentada por mecanismos de autenticação, criptografia de ponta a ponta e controle de acesso. O sistema também conta com auditoria e monitoramento contínuo, que garantem integridade, rastreabilidade e capacidade de acompanhar o histórico das operações.
Atualmente, os operadores portuários precisam alimentar seus sistemas internos e, em seguida, replicar as mesmas informações no Porto sem Papel, por meio de interfaces web, para que sejam disponibilizadas aos órgãos competentes. Esse modelo gera redundância de esforço e aumenta o risco de inconsistências. Com o IntegraPSP, essa troca de dados passa a ser automatizada e segura e os processos se conectam diretamente à nova interface, que envia as informações ao PSP de forma integrada, sem necessidade de redigitação.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destaca que a nova ferramenta dará continuidade aos avanços promovidos pelo Porto Sem Papel na modernização da gestão portuária brasileira. “O programa já representa um marco na digitalização dos processos portuários no Brasil. Com o IntegraPSP, avançamos na fusão entre sistemas, tornando as operações mais ágeis, eficientes e alinhadas às necessidades do setor”, ressalta.
Para o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, a iniciativa é um avanço na modernização do setor portuário brasileiro. “Essa nova interface representa mais um passo significativo nos processos portuários no Brasil. Estamos avançando na integração de sistemas por meio do PSP, reduzindo burocracias e aumentando a eficiência das operações. Essa iniciativa reforça o compromisso do Ministério com a modernização da gestão portuária e com a melhoria do ambiente de negócios no setor”, pontua.
Segundo o coordenador do Porto Sem Papel do MPor, Carlos Tiego Arruda, o IntegraPSP vem para atuar no gargalo da inserção manual e fragmentada de dados. “O que é um dos principais problemas nas operações do setor, que exigia redigitação entre os sistemas das agências marítimas, operadores e outras empresas do setor e o PSP”, afirma. Além disso, segundo Arruda, esse cenário cria um descompasso entre a operação física e o processamento digital. “Sem uma camada de integração, o fluxo de informação não acompanha o ritmo da logística. O navio muitas vezes está pronto para operar, mas o ‘papel digital’ ainda está em processamento.”
De acordo com Mauricio Paiva, gerente de negócio do Serpro, empresa responsável pelo desenvolvimento da solução, o IntegraPSP foi criado para resolver esses problemas. “Estamos estruturando uma arquitetura baseada em APIs que transforma o PSP em uma camada de serviços integrada ao ecossistema portuário. Os sistemas passam a se comunicar diretamente, eliminando redundâncias e reduzindo a latência operacional, ou seja, o tempo de resposta entre o envio e o processamento dos dados”, destaca Paiva.
Mais segurança para o setor
A iniciativa está alinhada ao conceito de Janela Única Marítima, que centraliza o envio de informações exigidas por diferentes órgãos em um único fluxo digital, e permite que diferentes atores operem sobre uma base integrada de informações.
Ao estruturar a comunicação entre empresas e governo por meio de APIs, o IntegraPSP substitui sistemas isolados por um modelo interoperável, em que diferentes mecanismos conseguem se comunicar entre si, com mais previsibilidade e consistência. A expectativa é de que o IntegraPSP esteja disponível para contratação a partir de maio de 2026, quando empresas habilitadas no Porto Sem Papel poderão acessar a solução por meio do modelo de comercialização estruturado pelo Serpro.
Porto Sem Papel
O Porto Sem Papel é um sistema de gestão portuária, desenvolvido pelo Serpro para o Ministério de Portos e Aeroportos, que centraliza o envio, o tratamento e o compartilhamento das informações necessárias à estadia de navios nos portos brasileiros. A plataforma integra, em um único ambiente digital, dados de interesse dos agentes de navegação e de órgãos públicos como Receita Federal, Polícia Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária e a Marinha do Brasil.
Desenvolvido para reduzir burocracia e otimizar os processos de importação e exportação, o PSP substitui procedimentos dispersos por um fluxo unificado de informações, aumentando a eficiência e a previsibilidade das operações portuárias.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
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