Paraná
Encontro discute aspectos institucionais de programa de residência em inovação
O Governo do Estado realizou nesta sexta-feira (28) uma reunião para divulgar a nova edição do Programa de Residência Técnica em Inovação, Transformação Digital e E-Gov (Restec Integre). O objetivo é promover a qualificação de recursos humanos para uma gestão mais efetiva e transparente, com ênfase na transformação digital em todos os níveis governamentais. A expectativa é que o edital seja publicado no decorrer do mês de maio.
Coordenados pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), os programas de residência são uma política pública de Estado. A finalidade é contribuir para a melhoria contínua dos serviços públicos, a partir da capacitação de profissionais de diferentes áreas do conhecimento para atuação no setor.
As residências contemplam um curso de pós-graduação (especialização) custeado pelo governo e atividades práticas nos órgãos do Executivo Estadual.
Além da gratuidade nos cursos de especialização, os residentes técnicos recebem bolsa-auxílio mensal no valor de R$ 2.375, mais auxílio transporte de R$ 220.
Para a nova edição da Restec Integre estão previstas, incialmente, 432 vagas para residentes em 26 instituições da administração direta e indireta: 11 secretarias de estado, um órgão de regime especial e 14 autarquias, incluindo as sete universidades estaduais do Paraná. Esses profissionais irão atuar em Curitiba e em 30 cidades do Interior paranaense.
QUALIFICAÇÃO – O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, destacou o papel do Estado na capacitação e formação de recursos humanos para inovação.
“Trata-se da oferta de oportunidades para a qualificação de profissionais com o objetivo de melhorar os serviços públicos para a população. A residência técnica é um programa de formação em serviço que prepara um quadro qualificado de pessoas que podem atuar, futuramente, na gestão pública”, afirmou.
O programa será desenvolvido em parceria com a Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (Seimt) e a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), instituição de ensino superior responsável pelo curso de especialização, na modalidade de ensino a distância (EAD).
Para o secretário estadual da Inovação, Modernização e Transformação Digital, Marcelo Rangel, é importante incentivar a qualificação digital para fortalecer o relacionamento com os cidadãos. “O Paraná está passando por uma fase de transformação digital, principalmente na área de inteligência artificial. Por isso buscamos a parceria com esse programa de residência técnica para oportunizar a qualificação de paranaenses recém-formados”, explicou.
Entre os residentes selecionados, 30 irão compor o Observatório de Transformação Digital do Paraná. O intuito é mapear os processos organizacionais das instituições ligadas ao Executivo Estadual, a fim de aperfeiçoar os serviços públicos para os cidadãos.
GESTÃO PÚBLICA E INOVAÇÃO – No mesmo dia, representantes da Seti e da Unicentro também apresentaram a segunda edição de um curso Master in Business Administration (MBA) em Gestão Pública e Inovação, que será ofertado pela Unicentro, por meio do Núcleo de Educação a Distância (Nead). A iniciativa conta com financiamento do Fundo Paraná, dotação orçamentária administrada pela Seti para o fomento científico e tecnológico paranaense.
A primeira edição do curso formou 450 alunos. Agora, serão ofertadas 775 vagas em 31 polos (unidades acadêmicas), em várias regiões do Paraná.
Destinado a servidores públicos municipais, estaduais e federais, o MBA pretende qualificar e apresentar aos profissionais estudos teóricos e práticos da administração pública, no âmbito de políticas de incentivo à inovação. O edital será publicado em 2 de maio.
PRESENÇAS – O encontro contou a presença do prefeito de Cândido de Abreu, Renan Menck Romanichen; e da vice-prefeita de Reserva Ana Maria Pachalki Kasprzk;
Confira as instituições que solicitaram residentes técnicos da Restec Integre:
Secretarias de Estado
Secretaria de Estado da Administração e da Previdência (Seap)
Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab)
Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti)
Secretaria de Estado da Cultura (Seec)
Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa)
Secretaria de Estado da Inovação, Modernização e Transformação Digital (Seimt)
Secretaria de Estado da Mulher e Igualdade Racial (Semi)
Secretaria de Estado da Saúde (Sesa)
Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Família (Sedef)
Secretaria de Estado do Planejamento (SEPL)
Controladoria-Geral do Estado (CGE)
Órgão de Regime Especial
Receita Estadual do Paraná
Autarquias
Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar)
Departamento de Estradas de Rodagem (DER)
Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR)
Instituto Água e Terra (IAT)
Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR)
Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes)
Paraná Esportes
Universidades estaduais
Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Universidade Estadual de Maringá (UEM)
Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Universidade Estadual do Centro Oeste do Paraná (Unicentro)
Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP)
Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)
Universidade Estadual do Paraná (Unespar)
Cidades previstas
Apucarana
Campo Mourão
Carambeí
Cascavel
Cianorte
Cornélio Procópio
Curitiba
Foz do Iguaçu
Francisco Beltrão
Guarapuava
Irati
Ivaiporã
Jacarezinho
Londrina
Maringá
Morretes
Paranaguá
Paranavaí
Pato Branco
Ponta Grossa
Telêmaco Borba
Toledo
Umuarama
União da Vitória
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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