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Em resposta à ação civil do MPPR, Judiciário determina que Município de Pontal do Paraná reestruture atendimento socioeducativo para adolescentes

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A partir de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Paraná, a Vara da Infância e da Juventude de Pontal do Paraná, no Litoral do estado, determinou que o Município adote medidas para uma reestruturação completa do serviço de atendimento a adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto. A decisão liminar, publicada na última semana, em 3 de outubro, atende pedido feito em ação civil pública pela 1ª Promotoria de Justiça da comarca.

A medida judicial foi proposta após fiscalizações constatarem uma série de irregularidades graves na oferta do serviço, que violam a legislação federal (Lei do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo – Sinase). Entre os problemas identificados, estão a ausência de uma equipe técnica mínima com profissionais de saúde, educação e assistência social, a inexistência de um Plano Municipal de Atendimento Socioeducativo aprovado, a falta de inscrição do programa no Conselho Municipal e condições precárias da infraestrutura física do local de atendimento, com infiltrações e vazamentos. Na ação civil, a Promotoria de Justiça sustenta que “a medida socioeducativa não pode ser uma mera formalidade. Ela é um instrumento crucial para a ressocialização do adolescente e para a interrupção de trajetórias infracionais.” 

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Na decisão, o Juízo da Vara da Infância e Juventude de Pontal do Paraná destacou a inércia do Município em providenciar o cumprimento da legislação por mais de uma década e determinou que, no prazo de 60 dias, a prefeitura adote uma série de medidas, entre elas a criação e inscrição de um programa municipal de atendimento socioeducativo junto ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), a designação de uma equipe técnica com, no mínimo, profissionais das áreas da saúde, educação e assistência social e a reforma e adequação da infraestrutura física do local de atendimento.

Em caso de descumprimento do prazo, foi fixada multa de R$ 1 mil por dia de atraso, até o limite de R$ 50 mil. O Ministério Público seguirá fiscalizando o cumprimento de cada uma das obrigações impostas pela decisão judicial.

Processo: 0003682-83.2025.8.16.0189.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

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O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

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De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

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Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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