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Em projeto inédito, Sanepar abre edital para ampliar distribuição de lodo para a agricultura

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) apresenta uma oportunidade inovadora e inédita a produtores rurais da região Noroeste que desejam se beneficiar com o uso do lodo agrícola em suas lavouras. Foi lançada nesta quinta-feira (12) a 1ª chamada do Edital de Credenciamento para Uso de Biossólidos na modalidade “Reserva”. Por meio deste edital, donos de pequenas, médias e grandes propriedades rurais poderão solicitar e garantir, mediante pagamento de Valor Básico de Disponibilidade (VBD) + Transporte, a utilização do biossólido, denominado de SaneBio. 

O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, destacou o trabalho de criação de receitas acessórias pela empresa. “Essa iniciativa transforma um passivo da empresa em um ativo. Esse projeto de disponibilização para agricultura já é desenvolvido há um bom tempo pela Sanepar, mas a partir de agora passamos a oferecer uma regularidade de reserva para os interessados, gerando uma previsão de receitas para a empresa que será investida no desenvolvimento de novas tecnologia e na modicidade das tarifas para os clientes”, declarou. 

“Essa inovação foi estudada e aplicada para facilitar e permitir maior previsibilidade ao agricultor no uso do lodo tratado da Sanepar e agilizar esse processo. A Companhia vai continuar disponibilizando o biossólido para pequenos produtores de forma gratuita por meio do Programa de Destinação do Lodo. Porém, nesta nova modalidade Reserva – VBD, o agricultor terá a garantia da disponibilização do biossólido na quantidade e no prazo necessários para atender as suas necessidades, por um valor quase simbólico”, esclareceu o diretor-presidente da Companhia. 

Presente no lançamento do edital, o gerente de sustentabilidade do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), Amauri Ferreira, fez questão enaltecer os envolvidos no projeto. “O Paraná é referência na agricultura para o Brasil e cada vez mais vamos resgatando os valores da sustentabilidade. Por isso, parabenizo os técnicos envolvidos nesse projeto que transforma um resíduo em um produto sustentável e de ótima qualidade para uso na agricultura do nosso Estado”, disse. 

Nesta primeira etapa do projeto, serão produzidos SaneBio nas unidades da Sanepar de Campo Mourão, Cianorte, Maringá, Nova Londrina, Paiçandu, Paranavaí e Umuarama. Mas o solicitante poderá também transportar e utilizar em outras cidades, incluindo até o estado de São Paulo. 

COMO SOLICITAR – A solicitação deve ser feita direto no site da Sanepar. O credenciamento para a 1ª chamada dos lotes de SaneBio já disponíveis pode ser feito até o dia 10 de abril. A Sanepar disponibiliza um e-mail para tirar dúvidas e dar mais informações sobre o programa: [email protected]. Todas as informações sobre documentação exigida, tipos de lodo, valores por tonelada e mais detalhes do processo estão no edital. 

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O lodo agrícola é uma alternativa com alta performance, custo bastante competitivo e desempenho igual ou superior a biofertilizantes de mercado. Ao solicitar o lodo agrícola na modalidade Reserva – VBD, o produtor garante a reserva da quantidade e da data em que poderá contar com este insumo, podendo escolher a melhor logística de transporte e o tipo mais adequado de biossólido para a cultura que ele cultiva. 

“O Valor Básico de Disponibilidade (VBD) refere-se ao valor a ser pago pelo solicitante calculado com base na tonelagem de biossólido disponibilizado e definido por meio de projeto agronômico, também elaborado pela Sanepar. O volume mínimo de solicitação é de 50 toneladas e o volume máximo não pode ser superior a 60% da quantidade disponibilizada em cada lote”, comentou o especialista Charles Carneiro, da Diretoria de Inovação e Novos Negócios da Sanepar. 

Para credenciar-se, o solicitante deve preencher formulário no site com dados pessoais, culturas em que deseja utilizar o produto, quantas toneladas pretende aplicar, tamanho em hectares da área que deve receber o insumo, tipo de transporte (se próprio, terceirizado ou via contrato com a Sanepar). É necessário, também, anexar análise de fertilidade do solo da área solicitada e marcar no Google Earth o local aproximado da propriedade e da área que receberá o biossólido, incluindo a marcação de residências e poços existentes na área. 

“A recomendação agronômica, o projeto agronômico, a pesagem e o carregamento são serviços realizados pela Sanepar. Pedágios e aplicação na propriedade são responsabilidades do solicitante. Quanto ao transporte, o credenciado pode solicitar à Sanepar o transporte do biossólido, mediante pagamento, ou pode optar por transporte próprio ou contratado, desde que o veículo seja licenciado para tal atividade, compatível e tenha autorização ambiental para transporte de resíduo sólido não perigoso, de acordo com as normas técnicas de segurança”, explicou o engenheiro agrônomo Marco Aurélio Knopik, responsável técnico da Sanepar. 

Ao admitir a solicitação, a Sanepar verifica se todos os requisitos exigidos (baseados nas exigências técnicas agronômicas e das legislações de órgãos ambientais) foram seguidos e inicia o processo de análise e aprovação. Técnicos da Companhia avaliam, por exemplo, se a área definida é apta a receber o biossólido e se a quantidade pretendida está adequada. Após o encerramento do período de inscrições, em até 20 dias o solicitante terá retorno da Sanepar. 

Após receber via e-mail a conta serviço (boleto), o solicitante terá um prazo de até 10 dias corridos para fazer o pagamento e, emitida a autorização de coleta, o biossólido deverá ser retirado em até 15 dias em uma das Unidades de Gerenciamento de Lodo indicadas. Após o término do transporte, todo o volume de lodo precisa ser aplicado no solo em até 30 dias, no máximo. 

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SANEBIO E VALORES – O edital que oportuniza a reserva do biossólido será realizado em períodos específicos de, em geral, 30 dias corridos, conforme divulgação no site da Sanepar para cada chamada. As solicitações não contempladas, mas que atenderem a todos os critérios de elegibilidade, automaticamente serão posicionadas em cadastro de reserva para lotes subsequentes.

Os valores dos cinco tipos de biossólido foram definidos de acordo com o teor de umidade, teores de nutrientes e intensidade de tratamento (mais ou menos cal). A disponibilidade de novos lotes, os períodos de credenciamento e os prazos para solicitação sempre serão informados no site da Sanepar. 

RECONHECIMENTO – A Sanepar é reconhecida e citada no Brasil e em outros países como exemplo pelo seu engajamento com os princípios da produção mais limpa, e também por ter transformado radicalmente sua gestão de lodo. A Companhia deu um salto estratégico expandindo suas rotas de destinação do lodo, em especial nos últimos anos. 

“Até 2023, a Companhia tinha majoritariamente apenas três opções de destinação do lodo: reciclagem agrícola, biodigestão e aterro sanitário. Com pesquisa, melhorias de gestão e desenvolvimento operacional nessa área, em 2026 já são dez estratégias postas em escala, que agora somam-se a esta valoração de uma das mais importantes rotas – a agricultura –, garantindo e expandindo as possibilidades de destino correto e adequado ao lodo de esgoto”, explicou o diretor de Inovação e Novos Negócios da Sanepar, Anatalicio Risden Junior. 

Apenas nos anos 2024 e 2025, a Sanepar destinou cerca de 60 mil toneladas de lodo higienizado a 315 agricultores paranaenses, promovendo a correção do solo e o aporte de nutrientes para culturas como soja, milho, trigo e café, fazendo do Paraná o estado com maior aplicação dessa técnica no País. 

A destinação final do material proveniente do processo de tratamento do esgoto doméstico ainda é um dos maiores desafios do setor de saneamento básico. A produção desse material é diretamente proporcional à expansão e eficiência dos sistemas de tratamento. No ano passado, o gerenciamento de quase 300 mil toneladas de lodo úmido (0,5 a 99% ST) geradas nas 269 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) da Sanepar exigiu da Companhia um gasto de mais de R$ 60 milhões. 

Fonte: Governo PR

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1.º Encontro Regional de Museus reúne profissionais em Londrina e marca início de agenda estadual

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A Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) promoveu nesta quinta-feira (2) em Londrina, no Norte, o primeiro dos sete Encontros Regionais de Museus previstos para 2026. A iniciativa reuniu profissionais, gestores, educadores, pesquisadores e estudantes no Sesc Londrina Cadeião, consolidando um espaço de articulação, escuta e fortalecimento do campo museal paranaense.

Promovido pela Coordenação do Sistema Estadual de Museus do Paraná (Cosem), vinculada à SEEC, o encontro abriu a programação de uma série que percorrerá ainda os municípios de Cascavel, Pato Branco, Maringá, Guarapuava, Ponta Grossa e Curitiba ao longo do primeiro semestre deste ano.

Durante a abertura, a secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, destacou a importância da iniciativa para a consolidação das políticas públicas voltadas ao setor. “Os encontros materializam nosso compromisso com o fortalecimento do diálogo entre profissionais e instituições de todo o Estado. É o campo museal paranaense cada vez mais integrado e coordenado, com a missão de sermos de fato uma secretaria de Estado da Cultura, ou seja, que olha e atua no Paraná como um todo e não apenas na capital, como historicamente aconteceu”, afirmou.

Ao longo do dia, a programação contemplou momentos de apresentação institucional, debates e formação. O coordenador do Sistema Estadual de Museus, Cauê Donato, conduziu a fala “O Sistema Estadual de Museus e as estratégias de fortalecimento da rede museológica”, apresentando diretrizes e perspectivas para o setor.

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“Mais do que uma agenda de atividades, este é um espaço estratégico de escuta e construção coletiva. Nosso objetivo é aproximar o Sistema das realidades locais e fortalecer as redes de atuação nos territórios”, ressaltou Cauê Donato.

Um dos destaques do encontro foi o momento dedicado às experiências regionais, que reuniu representantes de instituições museológicas da região para compartilhar práticas e projetos em desenvolvimento. A troca de experiências evidenciou a diversidade de iniciativas e os desafios comuns enfrentados pelos museus no interior do Estado.

A programação do dia também contou com um momento dedicado a fiscalização. Franciele Maziero, presidente do Conselho Regional de Museologia 5ª Região (COREM 5R), também participou do encontro e destacou o papel do conselho na orientação e fiscalização dos museus. “A nossa participação aqui é muito importante porque cabe a nós levantar a situação dos museus representados no evento, verificar se eles têm museólogo, plano museológico e se estão de acordo com a legislação. Enquanto conselho, a nossa função é justamente essa, acompanhar e orientar os museus em relação às exigências legais e à presença de profissionais museólogos em seus quadros”, explicou.

Maria Luisa Fontenelle, diretora de Ação Cultural da Secretaria de Cultura de Londrina e responsável também pela programação cultural do Museu de Arte de Londrina, destacou a importância do encontro entre gestores e profissionais de museus promovido em parceria com a SEEC. “Esse momento é uma experiência muito importante porque a gente recebe informações, tem a oportunidade de apresentar o trabalho que realiza e, principalmente, nessa partilha de experiências, entender outras dinâmicas de trabalho, de funcionamento, de atendimento e de formação de público a partir das experiências de outros museus. Para o nosso trabalho, é importantíssimo ter esse tipo de encontro. Eu participei no ano passado, foi maravilhoso para mim e para a minha equipe, e espero que a gente tenha outras oportunidades, outros encontros, porque é fantástico”, afirmou.

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No período da tarde, o encontro seguiu no recém-aberto MUPA Londrina, primeiro Museu Satélite do estado e que está localizado no andar superior do Museu de Arte de Londrina. O momento teve como tema as “Ferramentas práticas para o desenvolvimento de processos museológicos”, que aprofundou aspectos técnicos e metodológicos do trabalho em museus, promovendo a qualificação dos participantes. 

O encontro foi encerrado com encaminhamentos institucionais e a sistematização das principais demandas levantadas, que irão subsidiar as próximas ações da Cosem.

PRÓXIMAS ETAPAS – A série de Encontros Regionais de Museus segue nos próximos meses, com o objetivo de ampliar o diálogo com o setor e fortalecer a atuação em rede no Paraná. Os Encontros Estaduais de Museus também ocorrerão em Cascavel (15/05), Pato Branco (21/05), Maringá (29/05), Guarapuava (03/07), Ponta Grossa (17/07) e Curitiba (31/07).

Mais informações em www.cultura.pr.gov.br

Fonte: Governo PR

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