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Em Maringá, MPPR ajuíza ação para garantir que 766 crianças e adolescentes com autismo recebam atendimento aguardado há cerca de três anos

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Maringá, no Noroeste do estado, ajuizou ação civil pública para que o Município assegure atendimento às crianças e aos adolescentes que estão na lista de espera da Clínica do Autismo ou Clínica de Apoio ao Transtorno do Espectro Autista (Catea) de Maringá. Segundo levantamento do MPPR, há 766 pacientes aguardando na fila, com tempo de espera estimado em quase três anos e seis meses.

Na ação, o Ministério Público requer que seja determinado ao Município que, no prazo de 90 dias, apresente e inicie a execução de um plano de ação que contemple a criação de uma estratégia para atendimento de todos os pacientes que aguardam há mais de 90 dias, com o resultado prático de eliminar a demanda represada e restabelecer um tempo razoável de espera.

Outros pedidos – O plano também deverá prever a implementação de um censo único para cadastro de crianças e adolescentes com TEA, com divulgação estatística, a fim de mapear a demanda real e permitir o planejamento orçamentário prévio, evitando o colapso do sistema por subdimensionamento. Deverá incluir, ainda, a oferta de qualificação periódica aos profissionais da atenção básica à saúde e da educação sobre sinais de alerta, assegurando a identificação precoce, bem como a qualificação da equipe especializada em avaliação diagnóstica, para garantir laudos conclusivos e céleres, destravando o gargalo do diagnóstico.

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O Ministério Público requer, também, o desenvolvimento e a execução de programa de atendimento baseado em Projeto Terapêutico Singular (PTS), assegurando intervenção intensiva, individualizada e efetiva, com sistema de agendamento contínuo de consultas e terapias na periodicidade indicada pelos médicos da rede. Outra exigência é a integração de dados clínicos, por meio de prontuário eletrônico compartilhado, que permita o acesso ao histórico do paciente em tempo real entre os diferentes níveis de atenção, bem como o fluxo de referência e contrarreferência, garantindo o retorno imediato do paciente ao nível especializado em casos de complexidade ou estagnação terapêutica, sem reinício da fila de espera. Também é requerida a recomposição imediata do quadro profissional da Clínica do Autismo, com a contratação de, no mínimo, um médico especialista para integrar a equipe multidisciplinar do serviço.

Tratativas infrutíferas – A ação decorre de inquérito civil instaurado em novembro de 2023 pelo MPPR para apurar possível violação ao direito à saúde da população infantojuvenil, decorrente da prestação deficitária de atendimentos na Clínica do Autismo de Maringá, diante da extensa fila de pacientes e da morosidade no atendimento. À época, a lista contava com 599 crianças e adolescentes, com tempo médio de espera de dois anos e oito meses. Desde a instauração do procedimento, foram realizadas diversas tratativas com o Município, com promessas de ajustes para até triplicar a capacidade de atendimento. Apesar disso, a lista e o tempo de espera por atendimento aumentaram.

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O ajuizamento da ação considera recomendações médicas e previsões legais, segundo as quais é fundamental que o tratamento do TEA seja precoce, intensivo e adequado, realizado por equipe multidisciplinar, sendo que a ausência de intervenção pode acarretar limitações permanentes na autonomia e na participação social dos indivíduos.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Gaeco de Londrina e Polícia Militar cumprem mandados na Operação Passiflora II, que apura associação criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas

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O Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, em conjunto com a Polícia Militar, cumpriu nesta sexta-feira, 7 de agosto, cinco mandados de busca e apreensão domiciliar e de busca pessoal no âmbito da Operação Passiflora II, que apura a atuação de um grupo voltado à prática de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Autorizadas pelo Juízo das Garantias da 5ª Vara Criminal de Londrina, as ordens judiciais foram cumpridas nos municípios de Londrina, no Norte Central do estado, e Coronel Sapucaia, no Mato Grosso do Sul. A Operação Passiflora é resultado de trabalho integrado de inteligência e investigação entre o Gaeco de Londrina e a Agência Regional de Inteligência do 2º Comando Regional da Polícia Militar.

Áudio do Promotor de Justiça Leandro Antunes Meirelles Machado

A atual etapa das investigações decorre da análise de dados obtidos do telefone celular do principal investigado, apreendido em fase anterior das investigações. Apurou-se que a organização adquiriu e preparou mecanicamente um veículo para a realização do transporte interestadual de drogas. O automóvel foi interceptado na cidade de Iguatemi, em Mato Grosso do Sul, por equipes do Departamento de Operações de Fronteira, ocasião em que o motorista fugiu e foram apreendidos 350 quilos de entorpecentes (maconha e skank) pertencentes ao grupo.

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Funcionamento – As informações já obtidas apontam para a existência de um grupo organizado para o controle de negociação, logística, aquisição, preparo e transporte de substâncias entorpecentes. Além do papel de liderança e coordenação exercido pelo líder da associação, alvo da primeira fase da operação, parte dos integrantes do grupo cuidava da logística e do transporte das drogas, com equipes dedicadas à manutenção mecânica e ao custeio dos veículos e motoristas contratados exclusivamente para viagens de longa distância.

O grupo também tinha contatos diretos com fornecedores baseados em cidades de fronteira com o Paraguai, que atuavam na distribuição dos entorpecentes, e com intermediadores e colaboradores para a comercialização do material ilícito em diversas regiões do país. A apuração demonstrou que os investigados também negociavam e debatiam a produção de drogas com alto valor agregado e maior potencial viciante, vulgarmente conhecidas como “skank”, “ice” e “dry”.

Matéria anterior:

06/11/2025 – Gaeco e Polícia Militar deflagram 2ª fase da Operação Passiflora, que investiga organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e comércio de armas

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Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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