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Em diálogo com grandes nomes do mercado, Renan Filho destaca carteira da pasta e o aumento da participação da iniciativa privada no setor

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Com o propósito de promover o crescimento dos investimentos em infraestrutura, que, somando público e privado, tiveram participação de 2,27% no PIB em 2024, o ministro dos Transportes, Renan Filho, apresentou, nesta segunda-feira (22), as principais ações do setor de logística que ampliam a oferta dos produtos nacionais nos mercados interno e externo.

“A nossa economia está em transformação. Se a gente pegar o centro de gravidade de produção do agro há 30, 40 anos, ele era entre o Paraná e o Rio Grande do Sul, além de uma parte aqui de São Paulo também. Hoje o centro gravitacional é o Mato Grosso, e está se deslocando. Obviamente a gente precisa também deslocar a própria infraestrutura”, afirmou, durante o Macro Day 2025, em São Paulo.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do montante de R$266,8 bilhões aplicados em infraestrutura no ano passado, R$84,6 bilhões foram destinados à área de transportes. Nas projeções do Executivo para 2025, no setor de rodovias e ferrovias, a estimativa é de que 75% dos investimentos sejam provenientes da iniciativa privada.

Dentro desse cenário, o Governo Federal tem avançado no diálogo com o mercado para proporcionar melhores condições financeiras e segurança jurídica às empresas interessadas em integrar, como gestoras parceiras, o atual pipeline de projetos do ministério.

“A carteira de rodovias é sólida, robusta e traz investimento porque tem bons projetos, garante rentabilidade ao investidor e tudo isso com transparência e com segurança. O governo passado, que dizia ter capacidade de atrair investimento e dialogar, realizou apenas seis concessões. Nós já realizamos 16 concessões, com 14 ganhadores diferentes, entre fundos de investimento e novas empresas entrantes. Voltamos a receber investimento internacional de algumas das maiores operadoras de concessão do mundo”, destacou o chefe da pasta dos Transportes, Renan Filho.

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Recorde de leilões

Desde o início do atual mandato até o momento, o Ministério dos Transportes já levou a leilão 16 projetos rodoviários e projeta chegar a 24 até o fim deste ano. A meta é concluir 44 leilões até 2026, com contratos que devem gerar R$218 bilhões entre 2023 e 2029, enquanto nos últimos 27 anos foram investidos R$129 bilhões, de 1995 a 2022.

Já em relação à retomada do investimento privado em infraestrutura ferroviária, o total acumulado do Brasil desde 2006 até o ano passado soma R$144 bilhões, sendo que, nos últimos dois anos, foram alcançados R$8,17 bilhões em 2023 e R$9,72 bilhões em 2024. Uma das novidades nos projetos da pasta é a realização de novos leilões de ferrovias até 2026.

“Nós vamos lançar editais no mercado, estamos discutindo o Ferroanel e o Anel Ferroviário do Sudeste, que é também uma obra muito importante”, adiantou o ministro dos Transportes.

Eficiência em cada rota, inovação em cada trajeto

O aprimoramento dos modais de transporte tem ajudado a suprir a demanda do agronegócio, com a safra de grãos 2024/2025 estimada em 345,3 milhões de toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Nas rodovias, que escoam 85% da espécie de produtos, as consideradas boas passaram de 52% em 2022 para 75% em 2024, enquanto as ruins caíram de 23% para 7%.

“São muito mais possibilidades para a iniciativa privada, tanto para exportar quanto para importar insumos. Isso certamente vai ajudar a economia brasileira. O Brasil só no último ano aumentou a produção de soja de forma que, em uma escala global, seria o quarto maior produtor do mundo. Esse tipo de realidade mostra como a nossa infraestrutura é pressionada ano a ano”, observou Renan Filho.

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Em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos e outros órgãos do Executivo, a pasta dos Transportes também vem construindo o Plano Nacional de Logística (PNL) 2050, que será lançado em dezembro.

As diretrizes vão guiar os projetos de infraestrutura nos próximos anos, com o objetivo de aprimorar a eficiência nas operações rodoviárias, ferroviárias, portuárias, hidroviárias e aeroportuárias. O PNL prevê modelos que ofereçam opções de escolha do caminho a ser percorrido por cargas e pessoas, considerando menor custo, tempo, desgaste, melhores condições para exportação e benefícios ambientais, como a diminuição dos gases de efeito estufa e poluição.

“Em 2024, houve o maior volume de movimentação de toneladas do Brasil, atingindo um bilhão e 300 milhões. O setor portuário cresceu quase 5%, e a operação de contêineres aumentou mais de 18%. O Brasil vai terminar este ano, pelo terceiro ano consecutivo, com crescimento médio de 3% do PIB, inflação controlada e aumento da renda”, disse o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que também participou do evento, assim como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Articulação constante

Ainda nesta segunda-feira (22), Renan Filho, se reuniu com representantes de grupos financeiros internacionais e investidores, como JP Morgan, Vinci Partners e SPX.

“Inegavelmente, comparado com a agenda dos EUA, a União Europeia, a Argentina, a África e a Ásia, a mais equilibrada é a brasileira, que reconhece dificuldades, mas tem caminho. O Brasil é muito mais sólido que os nossos vizinhos, tem tudo para dar certo com poucos ajustes e o governo tem força institucional e capacidade política para conduzir a agenda”, finalizou Renan Filho.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Brasil e México discutem plataformas conjuntas para desenvolvimento e produção de tecnologias em saúde

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Em agenda internacional na Cidade do México nesta terça-feira (22), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou a BIRMEX, empresa mexicana que produz, compra e distribui medicamentos e produtos biológicos. O encontro tratou da cooperação entre os dois países para desenvolver plataformas conjuntas de pesquisa, produção e transferência de tecnologia em saúde, com destaque para vacinas com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA).

A parceria foi firmada em agosto de 2025, quando a Fiocruz, a empresa e o Ministério da Saúde do México estabeleceram um acordo para desenvolver pesquisas e promover a troca de conhecimentos e tecnologias na área. A iniciativa prevê visitas técnicas, intercâmbio entre pesquisadores, realização de seminários, capacitação de profissionais e busca conjunta de recursos para o desenvolvimento dos projetos.

“Temos hoje quatro ou cinco grandes laboratórios públicos no Brasil com capacidade de incorporar novas tecnologias. Esse é um desafio importante para nós, porque a transferência de tecnologia exige investimentos em equipamentos e infraestrutura. Temos todo o interesse em construir plataformas comuns, bilaterais, que possam significar um país exportar para o outro e também acompanhar conjuntamente o desenvolvimento dessas tecnologias”, destacou o ministro.

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A cooperação também prevê a possibilidade de desenvolver projetos conjuntos e estabelecer plataformas comuns entre os dois países, com troca de informações e acompanhamento do desenvolvimento de tecnologias. A proposta inclui diferentes etapas, da pesquisa e dos estudos clínicos à produção e à transferência de tecnologia, além da possibilidade de intercâmbio de produtos e conhecimentos entre Brasil e México.

O RNA mensageiro é uma tecnologia que orienta as células do organismo a produzir uma proteína capaz de estimular a defesa contra uma doença. A mesma tecnologia pode ser adaptada para diferentes vacinas, o que amplia as possibilidades de desenvolvimento de novos imunizantes.

Produção nacional

Projetos de desenvolvimento de plataformas de mRNA estão em andamento no país, com participação da Fiocruz, do Instituto Butantan e do Centro de Competência em Vacinas da UFMG (CTV-RNA). Os projetos contam com R$ 210 milhões em recursos do Ministério da Saúde.

Na Fiocruz, está em desenvolvimento uma vacina candidata contra a Covid-19, autorizada pela Anvisa para iniciar estudos clínicos como dose de reforço. O imunizante utiliza tecnologia de mRNA desenvolvida no país. Também estão em andamento estudos para produção de outras vacinas, para leishmaniose e tuberculose, na plataforma mRNA da Fiocruz. A planta piloto conta com certificação de Boas Práticas de Fabricação.

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A Fiocruz participa do Programa Global de Transferência de Tecnologia de RNAm da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da iniciativa do Fundo de Patentes de Medicamentos, com um produto aprovado para a realização de estudos clínicos.

No Butantan, os recursos apoiam a implantação de uma unidade para produção de vacinas de mRNA, inicialmente voltadas para Covid-19 e raiva. Na UFMG, estão em desenvolvimento projetos contra dengue, malária, doença de Chagas, leishmaniose visceral e influenza, além de aplicações terapêuticas, incluindo imunoterapia contra o câncer.

A tecnologia de mRNA pode ser utilizada no desenvolvimento de diferentes imunizantes e adaptada conforme o alvo da vacina. O desenvolvimento de plataformas desse tipo envolve pesquisa, estudos clínicos, produção e transferência de tecnologia.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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