Paraná
Em Brasília, Paraná apresenta experiência de levar plano de saúde a todos os municípios
As conquistas do PlanificaSUS Paraná, programa que tem como objetivo a integração e organização da Atenção Ambulatorial Especializada em rede com a Atenção Primária à Saúde, foram apresentadas nesta quarta-feira (26) pelo secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, na reunião do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em Brasília.
Segundo o secretário, o programa recebeu, desde 2021, a adesão de todos os municípios do Paraná, tornando o Estado uma referência nacional na estratégia e o primeiro e único da União, até o momento, a alcançar todo seu território.
“A atenção integral e regionalizada é uma das premissas do nosso governo, que tem reforçado a implementação da metodologia do PlanificaSUS em todos os municípios”, disse o secretário. “Este programa representa um grande avanço na consolidação da Rede de Atenção à Saúde, permitindo organizar o atendimento para garantir a melhor assistência à população”.
Criado para reorganizar o atendimento à saúde integrando equipes técnicas e gerenciais com foco nas necessidades dos usuários, o programa foi inicialmente implantado em 2019 na 4ª Regional de Saúde, em Irati, no Centro-Sul do Estado. Neste ano, o PlanificaSUS alcançou 848 Unidades de Saúde distribuídas por todo o Paraná, um aumento de 100,4% se comparado a 2022, com 423 unidades.
Para a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde e coordenadora do Grupo Condutor Estadual do PlanificaSUS Paraná, Maria Goretti David Lopes, a estratégia representa a possibilidade da aplicação de uma metodologia que sintetiza a essência do Sistema Único de Saúde.
“A Atenção Primária é fundamental para a saúde pública, justamente por ser porta de entrada da Rede de Atenção à Saúde para o atendimento às necessidades da população. Por isso, poder não somente valorizar mas também reforçar e fortalecer essa rede é algo imprescindível”, destacou.
O PlanificaSUS é nacional, implantado nos estados e pelo Conass, via Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), executado pelo Hospital Israelita Albert Einstein (SP).
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VACINAÇÃO – Durante o evento, o secretário enfatizou, ainda, a importância das campanhas de imunização e do combate às falsas informações. “Esta é uma reunião que ajuda a promover ações a nível estadual e federal e, por isso, quero manifestar a necessidade de expandir a imunização e garantir que toda a população receba a vacina. No Paraná, tivemos uma adesão fundamental da população e, sob a liderança do governador Ratinho Junior, conseguimos salvar inúmeras vidas durante a pandemia. A vacina é segura e seu propósito reside na segurança de todos”, afirmou.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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