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Egressos do sistema prisional entram em projeto de Cascavel que facilita acesso ao trabalho

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Vinte e duas pessoas privadas de liberdade (PPLs), monitoradas por tornozeleira eletrônica, vão integrar o Projeto Trabalhando a Liberdade com Dignidade, do Complexo Social de Cascavel. Elas participam da chamada Semana de Acolhimento, iniciada na segunda (3) e que segue até esta sexta-feira (7). O período conta com atividades de capacitação, orientação e palestras, entre outras ações.

A proposta, pioneira na região Oeste, é desenvolvida pela Polícia Penal do Paraná (PPPR) por meio do Complexo Social de Cascavel, em parceria com a Vara de Execução Penal da cidade e o Ministério Público. Com essa adesão, chega a 82 PPLs na iniciativa. Elas são inseridas em prisão domiciliar e alocadas em canteiros de trabalho remunerados indicados pelo Complexo Social, por meio de convênios nas esferas pública e privada.

O diretor-geral da Polícia Penal do Paraná, Osvaldo Messias Machado, destaca que este é um importante projeto para a capacitação e reinserção social de pessoas privadas de liberdade a partir da colocação no mercado.

“Este trabalho realizado em Cascavel visa atender o egresso, aquelas pessoas que já saíram do sistema prisional e hoje estão cumprindo suas penas com uso de tornozeleira eletrônica”, destacou. “Nós damos oportunidade de trabalho em prefeituras, escolas e empresas privadas, para que essas pessoas sejam reintroduzidas na sociedade logo após cumprirem a pena em regime domiciliar ou com monitoração eletrônica”.

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O coordenador regional da Polícia Penal, em Cascavel, Thiago Correia, explica que o projeto é a materialização do avanço do tratamento penal no sistema penitenciário. “Esta proposta, inédita, propõe colocar em prática o que já é feito dentro das unidades prisionais no que se refere ao tratamento penal humanizado. Trata-se de exercitar a liberdade com vigilância, desde que a pessoa privada de liberdade (PPL) cumpra rigorosamente os requisitos estipulados pelo projeto”, explicou.

O diretor do Complexo Social de Cascavel, Sérgio Vicente da Silva, explica que a seleção dos novos integrantes do projeto ocorre por meio de avaliações de equipes técnicas e multidisciplinares. “São feitas entrevistas de forma individual com as pessoas privadas de liberdade selecionadas, por meio de critérios, pelos diretores das unidades prisionais. São considerados o tempo que falta para a PPL sair da unidade prisional e o vínculo familiar, bastante importante neste processo”, enfatizou.

A juíza de direito do Tribunal de Justiça do Paraná, Claudia Spinassi, participou de uma das atividades da Semana de Acolhimento e falou sobre a importância de políticas que viabilizam o desencarceramento. Segundo ela, o investimento em alternativas prisionais é muito mais significativo do que o investimento em mais vagas no sistema prisional. “Pensa-se muito em prender, processar, julgar, condenar e colocar atrás das grades, mas não no tratamento penal. Este projeto é excelente, uma forma de aliviar a superlotação carcerária”, ressaltou.

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Todos os participantes da iniciativa são orientados sobre o processo de monitoração, os direitos e deveres até o final da pena. Além disso, recebem capacitações sobre gestão financeira, mercado de trabalho, educação e religião.

COMPLEXO SOCIAL – O Complexo Social de Cascavel é uma unidade destinada a atender egressos do sistema penitenciário, monitorados e prestadores de serviço à comunidade. Também desenvolve diversas ações de qualificação e encaminhamento ao mercado de trabalho. Com atendimentos multidisciplinares, a estrutura tem por objetivo a reinserção social do público-alvo à sociedade e a redução da reincidência criminal.

Fonte: Governo PR

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Em Paranaguá, Gaeco denuncia 15 pessoas por organização criminosa com atuação no Litoral, e quatro alvos, incluindo o líder foragido, tiveram prisão decretada

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O núcleo de Paranaguá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia contra 15 pessoas por integrarem uma organização criminosa com atuação no Litoral do estado, voltada especificamente para o tráfico de drogas. A denúncia foi recebida pelo Judiciário e tramita na 1ª Vara Criminal da comarca. A partir de requerimento formulado pelo Gaeco, o Judiciário deferiu a decretação da prisão preventiva de quatro desses denunciados, que foram presos nos últimos dias.

Áudio do Promotor de Justiça Edson Ricardo Scolari Filho

Entre os denunciados que tiveram a prisão preventiva decretada, está o líder da organização criminosa, que figurava na lista dos criminosos mais procurados do Brasil. De acordo com os autos do procedimento investigatório, ele comandava o esquema ilícito a distância, emitindo ordens para seus subordinados em Paranaguá enquanto residia em outros estados, operando sob identidades falsas para fugir da Justiça. Ele foi preso recentemente pela Polícia Civil do Paraná no estado do Espírito Santo, onde usava documentos falsos.

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As investigações demonstraram que as identidades falsas adotadas pelo líder foram criadas com o auxílio direto de uma então escrevente de um cartório no Maranhão, que também integra a lista dos 15 denunciados.

Além do líder da organização, os outros três alvos com mandados de prisão preventiva expedidos exerciam funções de alto escalão na estrutura ilícita, sendo responsáveis pela administração financeira, pela logística de armazenamento dos entorpecentes e pela supervisão de pontos de comercialização na cidade de Paranaguá.

Os envolvidos na ação penal responderão por diversos delitos, como constituição de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, falsificação de documento público, uso de documento falso e posse irregular de munição.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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