Paraná
Edital de reforma de pontes em Jacarezinho e região tem classificação final
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná, publicou nesta quarta-feira (03) o resultado da etapa de análise de documentos do edital para reformar nove obras de arte especiais (OAE) em rodovias estaduais do Norte Pioneiro. O consórcio participante foi considerado habilitado e declarado vencedor da licitação, que agora entra em período de interposição de recursos quanto ao resultado, até o dia 11 de maio.
A próxima etapa será a homologação deste resultado, também publicado pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) em diário oficial e no portal Compras Paraná, seguida pela assinatura de contrato para executar as obras.
As OAEs contempladas no edital incluem uma galeria, um viaduto e sete pontes. A Ponte Rio Itararé, sobre a Represa de Chavantes, na divisa com São Paulo, irá concentrar mais da metade dos recursos previstos no contrato, de R$ 7.651.898,85. A estrutura tem 1.524 metros de extensão e largura de 10,3 metros, com duas pistas de rolamento e passeios para pedestres.
Estão previstos para ela os serviços de substituição das lajes de concreto danificadas por novas, execução de barreira de concreto New Jersey em todos os pontos com guarda-corpos destruídos, e recuperação dos pilares de concreto armado que sustentam a ponte, além da manutenção e melhorias que serão feitas nas demais OAEs.
O edital prevê nove meses para execução dos serviços, após assinatura de contrato e emissão de ordem de serviço, sendo quatro meses dedicados exclusivamente para a Ponte do Rio Itararé.
As obras estão inclusas na iniciativa para reformar 195 OAEs em todo o Paraná, maior pacote de investimentos desta natureza já feito pelo Governo do Estado. Somente para o Norte e Norte Pioneiro são quatro editais atendendo 44 estruturas, com investimento estimado em cerca de R$ 33 milhões.
A localização das pontes deste edital pode ser verificada neste mapa, na aba CP 200/2022, em referência à identificação do edital no portal Compras Paraná.
Confira as nove obras de artes especiais que serão reformadas:
Ponte Ribeirão Patrimônio na PR-151, em Salto do Itararé
Ponte Rio das Cinzas na PR-439, em Santo Antônio da Platina
Viaduto Ferrovia na PR-092, em Joaquim Távora
Ponte Rio Bela Vista na PR-431, em Jacarezinho
Ponte Rio Ouro Grande na PR-431, em Jacarezinho
Ponte Rio Anhumas na PR-431, em Ribeirão Claro
Ponte Rio Itararé (Represa de Chavantes) na PR-218, em Carlópolis
Ponte Ribeirão Panema na PR-518, em Santa Mariana
Galeria no km 113,17 da PR-436, em Itambaracá.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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