Agro
Dólar recua no Brasil com foco na prévia do PIB e expectativas sobre política monetária
Dólar inicia o dia em leve queda, negociado a R$ 5,23
O dólar comercial opera em leve baixa nesta quinta-feira (19), cotado a R$ 5,23, após encerrar a véspera com leve valorização. O movimento reflete o maior otimismo do mercado diante das expectativas para a prévia do PIB e das sinalizações recentes sobre a política monetária nacional.
A moeda americana apresenta recuo de cerca de 0,2% no início das negociações, mantendo o real entre as moedas mais fortes entre os emergentes neste início de ano. No acumulado do mês, o dólar cai 0,14%, e no acumulado do ano registra queda de 4,53%, após um início de 2026 marcado pela entrada de fluxos estrangeiros e confiança na condução da economia brasileira.
Ibovespa opera estável com atenção voltada a dados econômicos
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começou o pregão desta quinta-feira oscilando próximo à estabilidade, com investidores atentos à divulgação de indicadores econômicos internos e à movimentação dos mercados internacionais.
O índice acumula ganhos de 0,24% na semana, 2,57% no mês e 15,45% no ano, sustentado por perspectivas positivas de crescimento e pela recuperação de setores ligados ao consumo e à infraestrutura. A expectativa é de que a melhora no ambiente econômico interno mantenha o fluxo de capitais estrangeiros positivo, contribuindo para a estabilidade da bolsa.
Banco Central mantém foco no controle da inflação e possível corte de juros
O Banco Central do Brasil reafirmou, em sua última ata, a possibilidade de iniciar um ciclo gradual de redução da taxa Selic a partir de março de 2026, caso o cenário de inflação siga controlado.
A instituição reforça a importância de cautela na condução da política monetária, buscando equilibrar o estímulo à economia e a manutenção da estabilidade dos preços. Essa postura tem gerado confiança entre os investidores e contribuído para a valorização do real frente ao dólar.
Economistas também destacam que a convergência da inflação para a meta e o desempenho positivo das contas externas aumentam a margem de manobra para cortes de juros nos próximos meses.
Cenário internacional e tensões geopolíticas influenciam o câmbio
A cotação da moeda americana continua sensível a fatores externos, especialmente às tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã e às expectativas em torno das próximas decisões do Federal Reserve sobre as taxas de juros.
A busca global por segurança e as variações nos fluxos de capitais internacionais mantêm o câmbio brasileiro suscetível a oscilações, mesmo diante de um contexto interno mais estável.
Especialistas avaliam que a tendência de curto prazo dependerá da evolução do ambiente global, mas ressaltam que o real tem mostrado resiliência em meio às incertezas externas.
Panorama geral do mercado
O recuo do dólar nesta sessão reflete a combinação de fatores internos e externos. Internamente, pesam as perspectivas de crescimento econômico, o controle da inflação e o otimismo com a condução da política monetária. Externamente, o mercado segue atento às decisões dos bancos centrais e às tensões políticas internacionais.
O cenário atual reforça a percepção de que o Brasil mantém fundamentos econômicos sólidos, o que tem favorecido o ingresso de investimentos estrangeiros e sustentado o bom desempenho dos ativos nacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado de frango ganha força no Brasil e preços se mantêm estáveis com avanço das exportações
O mercado brasileiro de carne de frango apresentou estabilidade nos preços ao longo da última semana, tanto no segmento atacadista quanto no mercado de aves vivas. O cenário reflete um processo de recuperação gradual da cadeia produtiva, apoiado pelo bom desempenho das exportações e pela competitividade da proteína avícola diante de outras carnes consumidas no país.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o setor registra sinais positivos, especialmente na região Nordeste, onde os preços avançaram em função da redução da oferta decorrente dos alojamentos de pintinhos realizados no segundo trimestre.
Segundo o especialista, o momento exige atenção dos produtores para evitar desequilíbrios entre oferta e demanda.
“Embora as exportações continuem em ritmo forte, o setor precisa manter disciplina na produção. Um aumento excessivo dos alojamentos pode resultar em excesso de oferta e pressionar os preços futuramente”, avalia.
Carne de frango segue como alternativa mais acessível ao consumidor
A proteína avícola continua sendo uma das opções mais competitivas do mercado brasileiro, especialmente em comparação à carne bovina, que permanece em patamares elevados de preço.
Na avaliação de Iglesias, o atual cenário econômico favorece o consumo de proteínas de menor valor agregado, uma vez que o poder de compra das famílias brasileiras ainda enfrenta limitações.
Com isso, a carne de frango mantém posição estratégica na alimentação dos consumidores, ampliando sua participação na cesta de proteínas e sustentando a demanda doméstica.
Preços dos cortes permanecem estáveis no atacado
Levantamento da Safras & Mercado aponta que os principais cortes congelados comercializados no atacado de São Paulo encerraram a semana sem alterações.
Os preços registrados foram:
- Peito congelado: R$ 8,80/kg;
- Coxa congelada: R$ 7,00/kg;
- Asa congelada: R$ 11,00/kg.
No segmento de distribuição, os valores também permaneceram inalterados:
- Peito: R$ 9,00/kg;
- Coxa: R$ 7,20/kg;
- Asa: R$ 11,30/kg.
O mesmo comportamento foi observado nos cortes resfriados.
- No atacado:
- Peito resfriado: R$ 8,90/kg;
- Coxa resfriada: R$ 7,10/kg;
- Asa resfriada: R$ 11,10/kg.
- Na distribuição:
- Peito: R$ 9,10/kg;
- Coxa: R$ 7,30/kg;
- Asa: R$ 11,40/kg.
Mercado de aves vivas registra altas expressivas no Nordeste
Nas principais regiões produtoras do Sul e Sudeste, as cotações do frango vivo permaneceram estáveis.
Os preços registrados foram:
- São Paulo: R$ 5,20/kg;
- Rio Grande do Sul (integração): R$ 4,75/kg;
- Santa Catarina (integração): R$ 4,75/kg;
- Oeste do Paraná (integração): R$ 4,60/kg;
- Mato Grosso do Sul: R$ 5,30/kg;
- Goiás: R$ 5,40/kg;
- Minas Gerais: R$ 5,40/kg;
- Distrito Federal: R$ 5,30/kg.
O destaque ficou para o Nordeste, onde a menor disponibilidade de aves impulsionou os preços.
As principais altas ocorreram em:
- Ceará: de R$ 6,20 para R$ 6,80/kg;
- Pernambuco: de R$ 5,50 para R$ 7,00/kg;
- Pará: de R$ 6,40 para R$ 7,20/kg.
Exportações de carne de frango crescem mais de 35% em receita
O comércio exterior continua sendo um dos principais pilares de sustentação da avicultura brasileira.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, somaram US$ 877,66 milhões em maio de 2026, considerando 20 dias úteis.
O volume embarcado alcançou 461,46 mil toneladas no período, enquanto o preço médio da tonelada ficou em US$ 1.901,90.
Na comparação com maio de 2025, os resultados demonstram forte expansão:
- Crescimento de 35,2% na receita média diária;
- Avanço de 27,9% no volume médio diário exportado;
- Valorização de 5,7% no preço médio por tonelada.
O desempenho reforça a competitividade da carne de frango brasileira no mercado internacional e contribui para manter o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico, sustentando as cotações mesmo diante do aumento da produção em algumas regiões do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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