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Dólar oscila com tensões entre EUA e Irã e mercado acompanha cenário externo e desempenho da bolsa

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Dólar abre em leve alta, mas muda de direção ao longo da manhã

O dólar iniciou esta quarta-feira (15) em leve alta, refletindo a cautela dos investidores diante dos desdobramentos da tensão entre Estados Unidos e Irã, além das expectativas em torno de possíveis negociações para um acordo de paz.

Na abertura do mercado, a moeda norte-americana avançava 0,15%, cotada a R$ 5,0009. No entanto, ao longo da manhã, perdeu força e passou a registrar queda de 0,06%, sendo negociada a R$ 4,9904 por volta das 9h51.

Movimento recente mostra tendência de queda da moeda americana

Na sessão anterior, o dólar já havia recuado 0,07%, encerrando o dia cotado a R$ 4,9934, marcando a quinta queda consecutiva.

O desempenho reflete um ambiente de maior apetite por risco global, ainda que moderado pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio.

Ibovespa renova recorde e mantém trajetória positiva em 2026

Enquanto o câmbio apresenta volatilidade, o Ibovespa segue em trajetória de valorização.

Na véspera, o principal índice da bolsa brasileira avançou 0,33%, alcançando 198.657 pontos e renovando seu recorde histórico pela 18ª vez em 2026. O pregão desta quarta-feira tem início às 10h.

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Desempenho do dólar no Brasil em 2026

Os dados mais recentes mostram que a moeda americana acumula perdas relevantes frente ao real ao longo dos últimos períodos:

  • Semana: -0,36%
  • Mês: -3,58%
  • Ano: -9,02%

O movimento indica uma tendência de enfraquecimento do dólar no Brasil, influenciada por fluxo estrangeiro, diferencial de juros e cenário externo.

Bolsa brasileira acumula ganhos expressivos no ano

O mercado acionário segue em forte alta, sustentado por entrada de capital e expectativas positivas para a economia:

  • Semana: +0,73%
  • Mês: +6,03%
  • Ano: +23,37%

O desempenho reforça o momento favorável da bolsa brasileira em 2026, mesmo diante de riscos externos.

Mercado segue atento ao cenário geopolítico e econômico global

Os investidores permanecem atentos aos desdobramentos das tensões entre Estados Unidos e Irã, que continuam sendo um dos principais fatores de volatilidade no mercado internacional.

Ao mesmo tempo, a possibilidade de avanços diplomáticos pode contribuir para reduzir a aversão ao risco e favorecer ativos de países emergentes, como o Brasil.

Nesse contexto, o comportamento do dólar e do Ibovespa deve continuar refletindo o equilíbrio entre fatores externos e fundamentos domésticos ao longo dos próximos dias.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Açúcar recua nas bolsas internacionais com avanço da safra brasileira e pressão global; mercado interno tem leve sustentação

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O mercado internacional do açúcar encerrou esta quarta-feira (6) em forte baixa nas bolsas de Nova York e Londres, interrompendo a sequência recente de valorização. A pressão vem principalmente das expectativas de maior oferta global, com destaque para o avanço da safra brasileira e mudanças na estratégia de produção das usinas.

No mercado interno, o cenário foi levemente distinto, com o indicador paulista registrando pequena recuperação no açúcar cristal, ainda que o ambiente siga cauteloso diante do início da safra 2026.

Nova York tem forte queda no açúcar bruto com correção técnica

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US), os contratos de açúcar bruto recuaram de forma expressiva após recentes ganhos, em um movimento de correção técnica.

Os principais vencimentos encerraram o pregão em queda:

  • Julho/2026: 14,81 cents/lbp (-0,56 cent ou -3,64%)
  • Outubro/2026: 15,30 cents/lbp (-3,34%)
  • Março/2027: 16,15 cents/lbp (-0,48 cent)

Segundo análises de mercado, o movimento também acompanhou a queda do petróleo, que influencia diretamente a competitividade entre açúcar e etanol.

Londres acompanha movimento e açúcar branco também recua

Na ICE Europe, o açúcar branco também registrou perdas relevantes, reforçando o movimento negativo no mercado global.

Os contratos encerraram o dia em queda:

  • Agosto/2026: US$ 437,20/t (-US$ 15,00)
  • Outubro/2026: US$ 437,10/t (-US$ 15,40)
  • Dezembro/2026: US$ 441,30/t (-US$ 14,70)
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O comportamento reforça o cenário de ajuste após recentes altas motivadas por preocupações com oferta global.

Safra brasileira pressiona cotações com aumento da oferta

De acordo com análises de mercado, a principal pressão sobre os preços vem do avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, que favorece maior moagem e eleva a disponibilidade de açúcar no mercado internacional.

O clima mais seco tem contribuído para acelerar a colheita, ampliando o volume de produção.

Além disso, a menor competitividade do etanol nas últimas semanas tem levado usinas a redirecionar parte da cana para a produção de açúcar, aumentando ainda mais a oferta global.

Mercado interno tem leve alta no açúcar cristal em São Paulo

No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco CEPEA/ESALQ registrou leve alta de 0,30% nesta quarta-feira (6), com a saca de 50 kg negociada a R$ 97,72.

Apesar da recuperação pontual, o indicador ainda acumula queda de 0,19% em maio, refletindo um mercado físico mais cauteloso no início da safra.

Etanol segue pressionado e influencia decisão das usinas

O mercado de biocombustíveis também segue sob pressão. O Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.388,00/m³, com queda de 0,50% no dia.

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No acumulado de maio, o combustível já registra recuo de 0,75%, reduzindo sua atratividade frente ao açúcar e impactando a estratégia industrial das usinas.

Cenário global segue influenciado por projeções de superávit e déficit revisado

Relatórios de consultorias internacionais apontam volatilidade nas projeções globais. A Green Pool Commodity Specialists elevou sua estimativa de déficit mundial de açúcar para 2026/27 de 1,66 milhão para 4,30 milhões de toneladas, citando mudanças na produção global e maior direcionamento para etanol.

Apesar disso, o curto prazo segue dominado pelo aumento da oferta brasileira, que pressiona as cotações internacionais.

Perspectiva do mercado

O cenário atual combina fatores opostos: enquanto o mercado internacional reage à expectativa de maior produção e ajustes técnicos, o mercado interno brasileiro tenta se sustentar com oferta ainda irregular de produto de melhor qualidade no início da safra.

A tendência, segundo analistas, é de volatilidade elevada nas próximas semanas, com o ritmo da moagem no Brasil sendo determinante para a direção dos preços globais do açúcar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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