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Dólar opera com volatilidade após tensões no Oriente Médio; Ibovespa mantém trajetória positiva

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Cenário global pressiona o câmbio

O dólar iniciou a quinta-feira (2) operando sob influência direta do cenário internacional, marcado pelo aumento das tensões no Oriente Médio. O foco dos investidores está nas recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, envolvendo o conflito com o Irã, o que eleva a aversão ao risco nos mercados globais.

Além disso, a alta nos preços do petróleo reforça a cautela entre os agentes financeiros, impactando expectativas de inflação e decisões de política monetária em diversos países.

Dólar hoje: desempenho e tendências

No Brasil, a moeda norte-americana abriu o dia com viés de alta moderada, refletindo o ambiente externo mais turbulento. Na sessão anterior, o dólar recuou 0,43%, cotado a R$ 5,1566.

Desempenho do dólar:

  • Semana: -1,62%
  • Mês: -0,43%
  • Ano: -6,05%

O movimento recente indica tendência de valorização do real ao longo de 2026, sustentada por fluxo estrangeiro positivo e diferencial de juros ainda elevado no país.

Ibovespa acompanha otimismo moderado

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, inicia o dia com expectativa de abertura às 10h, após ter fechado em alta na sessão anterior.

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Na quarta-feira, o índice avançou 0,26%, atingindo 187.953 pontos, mantendo o viés positivo observado nas últimas semanas.

Desempenho do Ibovespa:

  • Semana: +3,52%
  • Mês: +0,26%
  • Ano: +16,65%

O bom desempenho da bolsa tem sido impulsionado por fatores como entrada de capital estrangeiro, valorização de commodities e expectativa de crescimento econômico mais robusto.

Petróleo em alta pressiona o mercado

O aumento das tensões geopolíticas tem elevado os preços do petróleo no mercado internacional, um fator que costuma influenciar diretamente moedas de países emergentes, como o Brasil.

Esse cenário tende a aumentar a volatilidade cambial no curto prazo, especialmente em períodos de maior incerteza global.

Perspectivas para os próximos dias

Investidores devem continuar monitorando:

  • Evolução do conflito entre Estados Unidos e Irã
  • Oscilações nos preços do petróleo
  • Indicadores econômicos globais e domésticos
  • Fluxo de capital estrangeiro para o Brasil

A combinação desses fatores será determinante para a trajetória do dólar e do Ibovespa nos próximos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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