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Educação

Do Congo à universidade pública brasileira, o sonho de ser médico

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Antes mesmo de compreender plenamente o que significava exercer a medicina, Elie Ekofo já ouvia do pai que aquele poderia ser o seu caminho. Na República Democrática do Congo, onde nasceu, a profissão começou a ocupar espaço em seu imaginário ainda na infância. 

O incentivo familiar e a preocupação com o cuidado estão na origem da escolha profissional. Para Elie, tornar-se médico nunca significou apenas conquistar uma profissão. Desde criança, a ideia esteve relacionada à possibilidade de reproduzir o acolhimento que um dia recebeu como paciente. 

Segundo Elie, ao ser bem atendido por um médico, percebeu dentro de si o desejo de fazer o mesmo para as pessoas. “Quando eu vi um médico me tratar bem, eu falei: ‘quero ser igual a este homem, tratar outras pessoas bem também’”, recorda. 

O sonho atravessou o Atlântico. Em 2022, Elie chegou ao Brasil para estudar medicina na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) por meio do Programa de Estudantes-Convênio (PEC), iniciativa do Ministério da Educação (MEC) de cooperação internacional voltada a estudantes estrangeiros.  

 Assista ao vídeo:

A mudança representou não apenas o ingresso em uma universidade federal, mas também o início de um processo de adaptação a uma nova língua, aos diferentes sotaques, ao clima e à distância da família. 

No ambiente universitário, Elie encontrou apoio para superar parte dessas dificuldades. Uma das características que mais o marcaram foi a disponibilidade dos professores diante das dúvidas que surgiam durante a formação. “A paciência que esses professores tinham. Quando a gente perguntava, eles repetiam sem problemas. Isso me surpreendeu”, conta Elie. 

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A relação construída com professores e profissionais da universidade também revela uma característica que acompanha o estudante desde a chegada à UFCG: a forma de se aproximar das pessoas. 

Raimundo Antônio, um dos professores de Elie na UFCG, acompanha sua trajetória e destaca a gentileza e o interesse dele em participar da vida acadêmica, conversar e buscar esclarecimentos. “Eu acredito que ele vai ser aquilo que a medicina está precisando mais, que é o humanismo”, afirmou. 

A rotina de estudos e a experiência no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC-UFCG) ganharam um novo significado quando a mãe e um dos irmãos de Elie conseguiram se mudar para Campina Grande, na Paraíba. Depois de enfrentar a distância da família durante parte de sua formação, ele passou a contar novamente com a convivência cotidiana de pessoas próximas. “É muito importante para mim, porque foi um apoio maior para continuar a estudar”, comemora Elie.  

Para a família, acompanhar de perto essa trajetória representa a continuidade de um sonho. A chegada à universidade e o avanço no curso de medicina são vistos como uma conquista compartilhada. Além de concluir a graduação e exercer a medicina, Elie ainda sonha em reunir no Brasil os sete irmãos. 

Ao olhar para a própria trajetória, Elie associa as oportunidades que encontrou ao acesso à educação pública.  

Para quem deixou outro continente em busca de formação e precisou construir uma nova rotina longe de casa, estudar em uma universidade pública brasileira significou ampliar conhecimentos e enxergar novas possibilidades para o futuro. “Graças aos estudos na rede pública, eu pude alcançar níveis de conhecimento que não tinha antes”, sentencia. 

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A experiência de Elie reúne duas dimensões que aparecem de forma recorrente nas histórias de estudantes da educação pública: a oportunidade de formação profissional e a transformação que ocorre também fora da sala de aula. No seu caso, a universidade permitiu aproximar continentes, reconstruir vínculos familiares e manter vivo um projeto que começou ainda na infância. 

O menino que ouviu do pai que poderia se tornar médico está, hoje, construindo esse caminho em Campina Grande. Além disso, pretende levar para a profissão a mesma atenção que um dia recebeu: ouvir, acolher e cuidar de outras pessoas. 

Internacionalização – O Programa de Estudantes-Convênio (PEC) é uma ferramenta de política externa e de apoio à internacionalização da educação que visa ampliar o horizonte cultural dos brasileiros e fomentar as relações bilaterais com países com os quais o Brasil tenha firmado acordo de cooperação educacional, cultural, científico e/ou tecnológico. O PEC objetiva a formação e a qualificação de estudantes estrangeiros, por meio de oferta de vagas em cursos de língua portuguesa, de graduação ou de pós-graduação (mestrado e doutorado), em instituições de educação superior brasileiras. Há vagas para cursos em todas as áreas do conhecimento, sem custos nem exames de admissão.  

O programa possui três modalidades: Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G); Programa de Estudantes-Convênio de Pós-Graduação (PEC-PG); e Programa de Estudantes-Convênio de Português como Língua Estrangeira (PEC-PLE).  

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Painel reúne resultados do Diagnóstico Equidade 2026 na educação básica

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Os resultados do Diagnóstico Equidade 2026 podem ser consultados no Painel de Diagnóstico e Monitoramento da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq). A ferramenta reúne informações sobre diferentes aspectos da implementação de políticas de Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer) e Educação Escolar Quilombola (EEQ) nas redes de ensino da educação básica de todo o país. 

Os dados estão disponíveis no painel do Ministério da Educação (MEC), desenvolvido pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), e permitem consultar indicadores de institucionalização, formação, gestão, material didático, financiamento, avaliação e monitoramento. As informações foram produzidas a partir das respostas das secretarias estaduais e municipais de educação e do Distrito Federal. 

O painel também permite acompanhar os resultados relacionados à institucionalização das políticas de equidade educacional e comparar os dados das edições de 2024 e 2026. 

A disponibilização dos dados no painel contribui para qualificar o acompanhamento das políticas públicas e apoiar gestores educacionais na identificação de prioridades e no planejamento de ações voltadas à promoção da equidade na educação. 

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Diagnóstico Equidade – O Diagnóstico Equidade reúne dados sobre a implementação das políticas de educação para as relações étnico-raciais e educação escolar quilombola nas redes de ensino. A primeira edição foi realizada em 2024, e a segunda em 2026. A aplicação tem periodicidade bienal. 

Na edição de 2026, o diagnóstico conta com 44 questões, sendo 32 relacionadas à Erer e 12 à EEQ. Os resultados são organizados em índices que variam de 0 a 100, de modo a permitir a observação de diferentes dimensões da implementação das políticas e identificar avanços e desafios em cada rede de ensino. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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