Paraná
Do Centro de Socioeducação à universidade: quando um erro não define o futuro
Errar gera consequências, mas o erro não precisa ser o ponto final de uma história. O adolescente D., 18 anos, mostra que é possível reconstruir o futuro. Ele cometeu um ato infracional e precisou ser encaminhado para um Centro de Socioeducação que integra a rede estadual de 28 unidades socioeducativas administradas pela Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Seju). Ali, começou a ressignificar escolhas, descobrir talentos e reencontrar a esperança. Nesse processo, chegou até a universidade e neste ano iniciou o curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas em uma instituição pública de ensino do Paraná.
Ele cumpriu medida socioeducativa de internação durante um ano e seis meses no Cense e foi encaminhado para a casa de semiliberdade, no mesmo município. Com afinidade e facilidade na área de tecnologia, decidiu prestar vestibular. Com o apoio do sistema socioeducativo, dedicou-se à preparação para a prova e, atualmente, concilia sua rotina de trabalho com a organização para os estudos. Foi aprovado no processo seletivo e dará novos passos para a construção de um novo projeto de vida.
“No período que eu vivi aqui dentro, fui crescendo, estudando e trabalhando. Quando a gente quer alguma coisa, a gente faz acontecer”, diz o adolescente, que já tem planos para a carreira. “Terminando a faculdade, se tudo der certo, quero seguir com desenvolvimento de jogos”, conta. E deixa um conselho para outros adolescentes que sonham com a entrada na universidade: “Se não deu certo, é sempre importante tentar de novo, se realmente for um sonho”.
Para o secretário de Estado de Justiça e Cidadania, Valdemar Jorge, que esteve com o rapaz na primeira semana de aulas, estudo e trabalho são as principais ferramentas que a socioeducação deve usar para transformar a história de meninos e meninas em conflito com a lei.
“É muito bom saber que há adolescentes que estão superando barreiras, estão entrando em universidades e, com isso, ganhando expectativas de futuro”, comenta. “Após o acolhimento, o tempo de ociosidade deve ser substituído com leitura, estudos e formação profissional, porque assim o recomeço torna-se realmente possível”, acrescenta.
E D. não foi o único a decidir que um erro não definiria sua trajetória. G., que também tem 18 anos, cometeu um ato infracional e foi encaminhado a um Cense justamente no período em que havia sido aprovado no vestibular para o curso de Direito. A situação não o afastou de seus objetivos de graduação. Com o apoio da equipe da socioeducação, pode manter a dedicação aos estudos. Atualmente, em regime de semiliberdade, ele cursa o segundo ano da graduação.
Segundo G., o sistema socioeducativo o ajudou na criação de novos hábitos. “Eu aprendi a ler. Eu já lia antes, mas não com a frequência que leio aqui. Está sendo uma experiência e tanto”, enfatiza o jovem.
Alex Sandro da Silva, coordenador de Gestão do Sistema Socieducativo do Estado, ressalta que o estudo é fundamental e faz parte da rotina de todos os adolescentes do sistema socioeducativo do Paraná.
“Buscamos incentivá-los para o ingresso no ensino superior, mostrando que é algo possível e que as universidades são espaços que também pertencem a eles”, conta. “Para isso, são realizadas visitas nas instituições, participação em feiras de profissões, buscando mostrar outras realidades e oportunidades. A unidade é esse lugar de promover oportunidades e novas referências de vida”, afirma.
Fonte: Governo PR
Paraná
PMPR apreende plantas de maconha e balanças após denúncias em Londrina
A Polícia Militar do Paraná (PMPR), por meio do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), prendeu um homem, de 38 anos, suspeito de cultivar maconha em uma propriedade utilizada exclusivamente para o plantio e preparo do entorpecente, durante uma ação na tarde desta sexta-feira (12), em Londrina.
A ocorrência teve início após denúncias anônimas informarem que o indivíduo estaria envolvido com o cultivo de drogas e possivelmente possuía pendências judiciais. Com base nas informações, equipes policiais realizaram diligências e monitoramento no local indicado, culminando na abordagem do suspeito.
Durante as buscas, os policiais encontraram diversas plantas de maconha cultivadas em um imóvel que não era utilizado como residência. No local também foram apreendidos materiais relacionados à atividade, como balança de precisão e embalagens plásticas.
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Segundo a Polícia Militar, a estrutura encontrada indicava que o espaço havia sido preparado especificamente para o cultivo e manejo da droga. As plantas apreendidas estavam identificadas por espécie, demonstrando conhecimento técnico sobre o plantio.
O suspeito foi encaminhado à delegacia da Polícia Civil do Paraná para os procedimentos cabíveis, juntamente com os materiais apreendidos.
Fonte: Governo PR
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