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Disque Denúncia 181 do Paraná registrou 24 mil comunicações de crimes no primeiro semestre

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Nos seis primeiros meses deste ano, o Centro Integrado de Denúncias 181 do Paraná recebeu 24 mil contatos de cidadãos sobre diferentes crimes cometidos em todo o Estado. Neste período, as informações repassadas à polícia por meio deste canal resultaram na apreensão de 3,2 toneladas de drogas. Houve também 534 prisões e a apreensão de 58 armas de fogo.

Os números confirmam a credibilidade do Disque Denúncia 181 junto à população. Lideraram os contatos recebidos registros referentes ao tráfico de drogas, com 8.801 registros, maus-tratos a animais domésticos (4.431) e comércio ilegal/tráfico de armas de fogo e munições (2.913). Juntas, as três ações criminosas somaram 16.145 denúncias, ou seja, 66,5% do total no período. Já em 2022, os mesmos crimes, somados, totalizaram 15.148 denúncias – aumento de 6% nos primeiros seis meses deste ano.

“A participação da população é fundamental para o trabalho do Disque-Denúncia 181. Ele se tornou uma ferramenta de extrema importância para a segurança pública”, destacou o secretário de Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira.

Somente em relação ao tráfico de drogas, o volume de entorpecentes apreendidos no primeiro semestre deste ano, a partir de denúncia por meio deste canal, cresceu quase 200%, índice referente à diferença entre 1,075 tonelada de janeiro a junho de 2022 e as 3,2 toneladas neste ano – somando casos de denúncia e sem denúncia, as forças de segurança do Paraná apreenderam a maior quantidade de maconha para um primeiro semestre dos últimos dez anos em 2023

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O secretário ressalta que estas apreensões, assim como a repressão a outros crimes, resultam das ações das forças de segurança, que visam o enfrentamento qualificado com policiamento ostensivo. “O foco é agir na prevenção e repressão à criminalidade, dando continuidade na busca pela redução dos índices criminais em todo o Paraná”, afirmou.

De janeiro a junho de 2023, os atendimentos do 181 contabilizaram também denúncias de crimes ambientais (2.236), uso de drogas (936), violência contra crianças e adolescentes (740), violência contra a pessoa idosa (593), pendência judicial (546), violência contra a mulher (471) e porte ilegal de arma de fogo (444).

APRIMORAMENTO – Para garantir o registro adequado das denúncias e o uso efetivo das informações coletadas, os atendentes que atuam neste serviço passam por capacitação antes de iniciarem esta atividade. Depois, outros treinamentos são promovidos para o aperfeiçoamento na interação do atendente com o denunciante, como forma de gerar um ambiente propício para que aqueles que façam contato se sintam confortáveis para denunciar.

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O coordenador do Disque Denúncia 181, major Giuliano de Freitas, destaca que a participação da população é muito importante. “Qualquer ilícito ou suspeita podem ser comunicados, sempre garantindo o anonimato do denunciante. Com base nos resultados obtidos nestes primeiros seis meses, comprovamos que a população entendeu como as denúncias são relevantes para combater a criminalidade”, avalia.

COMO DENUNCIAR – Informações sobre crimes ou atividades suspeitas podem ser repassadas ao Centro Integrado de Denúncias 181, de maneira anônima, por meio do telefone 181 ou pelo site www.denuncia181.pr.gov.br. Neste caso, basta o cidadão acessar o ícone “Denunciar”, depois selecionar o tipo de crime e detalhar o que está ocorrendo. É necessário indicar endereço, ponto de referência, características do local e a forma como os crimes são praticados.

Fonte: Governo PR

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Tribunal do Júri de Francisco Beltrão condena a 35 anos homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná por feminicídio da namorada

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O Tribunal do Júri de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, condenou na última quinta-feira, 13 de agosto, um homem de 32 anos denunciado pelo Ministério Público do Paraná pelo feminicídio da namorada. A pena foi fixada em 35 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado. Este foi o primeiro julgamento por feminicídio realizado na comarca após a entrada em vigor da Lei nº 14.994/2024, que tornou o feminicídio crime autônomo e estabeleceu pena de 20 a 40 anos de reclusão.

Áudio da promotora de Justiça Silvia Skaetta Donatti

Conforme a denúncia apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca, o crime ocorreu em 4 de abril de 2025, em uma residência localizada no bairro São Miguel, em Francisco Beltrão. Na ocasião, o denunciado efetuou um disparo de arma de fogo contra o rosto da namorada, atingindo-a na face. A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Regional, onde permaneceu internada por sete dias. Ela morreu em 11 de abril de 2025, em decorrência direta dos ferimentos provocados pelo disparo.

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Segundo a denúncia, o crime foi cometido em contexto de violência doméstica e familiar, motivado por menosprezo e discriminação à condição de mulher da vítima. O Ministério Público também apontou que o disparo foi realizado de forma súbita, dificultando a defesa da vítima. Ainda conforme a acusação, o crime teria sido motivado por sentimento de posse, diante da inconformidade do denunciado com a liberdade afetiva da companheira e com a autonomia da mulher na relação.

O homem estava preso desde a época dos fatos e, após o julgamento, foi encaminhado à Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão para o início do cumprimento da pena.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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