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Discurso da ministra Marina Silva na abertura da Sessão Ministerial sobre Clima e Desenvolvimento na Pré-COP

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Bom dia a todas e a todos. 

Ministros, vice-ministros, embaixadores, colegas e parceiros aqui presentes. 

Senhoras e senhores, 

Infelizmente, em função dos grandes impactos sobre nossa “casa comum”, causados por nossas ações, a crise climática avança mais rapidamente do que nossa capacidade coletiva de resposta. 

Houve progresso em compromissos e planejamento, mas a implementação segue fragmentada e insuficiente. Faltam meios para transformar planos de adaptação em resultados concretos para as pessoas, regiões e territórios. 

No Balanço Ético Global, ficou evidente: o problema não é falta de soluções, mas distância entre o conhecimento disponível e a vontade política de implementá-las. 

Essa lacuna revela que o adequado enfrentamento da emergência climática tem é que ser visto também como um problema de natureza ética. As vozes do Balanço enfatizaram que nações insulares e países em desenvolvimento de renda média-baixa estão na linha de frente dos impactos, embora pouco tenham contribuído para o problema.

Para essas comunidades, o clima extremo já é realidade: marés, erosão, ciclones e o risco de tornarem-se inabitáveis. 

No Brasil, mais de 324 milhões de pessoas foram afetadas por eventos climáticos na última década, com perdas superiores a 83 bilhões de dólares. 

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As pressões climáticas amplificam desigualdades históricas e atingem desproporcionalmente mulheres negras, indígenas, quilombolas e populações periféricas. 

O Brasil foi um dos primeiros a incorporar, em sua NDC atualizada, a integração multinível como princípio estruturante da ação climática, unindo governos nacionais, regionais e locais. 

No nosso plano nacional de ação, o “Plano Clima”, colocamos as pessoas no centro da adaptação, com foco na redução de vulnerabilidades e na superação de desigualdades estruturantes. 

A justiça climática é o eixo do Plano, presente em todo o ciclo de adaptação — da análise de risco ao monitoramento. Priorizamos investimentos que recuperem ecossistemas e fortaleçam a resiliência das populações vulneráveis, especialmente as expostas a desastres.

Enfrentar as causas profundas da vulnerabilidade exige reconfigurar sistemas naturais e humanos — e transformar a forma como planejamos e cooperamos.

Por isso, é urgente reformar o sistema global de financiamento climático para que os planos dos países mais vulneráveis avancem na escala exigida pela ciência e pela lógica do respeito à vida. 

É preciso simplificar o acesso aos recursos, coordenar o financiamento público e privado e torná-lo previsível e justo. É imperativo prover financiamento e priorizar investimentos que reforcem a resiliência das populações sob maior risco. 

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Com ação colaborativa entre países, governos e setores, construiremos um futuro sustentável e resiliente para todos. 

E o futuro, como costumo repetir, é apenas um pretexto para fazermos as coisas no presente. 

Muito obrigada.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Ministério da Saúde e fãs da banda BTS se unem para incentivar a doação de sangue

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Uma rede de fãs do grupo sul-coreano BTS está transformando admiração pela banda em solidariedade. Neste sábado (13), a organização Army Help The Planet promove a quarta edição da campanha Blood To Save, iniciativa que incentiva a doação de sangue em diferentes regiões do Brasil em alusão ao aniversário do grupo coreano, celebrado em 13 de junho, e ao Dia Mundial do Doador de Sangue, comemorado em 14 de junho.

A mobilização conta com apoio do Ministério da Saúde e terá sua principal ativação no Posto Clínicas da Fundação Pró-Sangue, localizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. Fãs da banda também organizam ações locais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Amazonas e Santa Catarina.

“Ficamos muito felizes em apoiar uma iniciativa que mobiliza tantas pessoas em torno da doação de sangue. Parcerias como essa nos ajudam a levar informações de saúde para novos públicos e a reforçar a importância de um gesto simples que pode salvar vidas. Quanto mais pessoas forem alcançadas por essa mensagem, maior será o impacto para quem depende das doações”, afirma a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad.

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“Queríamos que a Blood To Save chegasse ao maior número de pessoas possível. A campanha nasceu para unir a mensagem positiva do BTS a um gesto de solidariedade que salva vidas. Com o apoio do Ministério da Saúde, acreditamos que essa mobilização pode alcançar ainda mais pessoas e incentivar novos doadores em todo o país”, afirma Mariana Faciroli, codiretora da Army Help The Planet. A parceria entre o Ministério da Saúde e a Army Help The Planet começou após a repercussão de uma publicação nas redes sociais do órgão, divulgada em abril deste ano. O conteúdo relacionava músicas do BTS a ações do programa Agora Tem Especialistas e alcançou mais de 1,3 milhão de visualizações e 116 mil curtidas, ampliando o diálogo com a comunidade de fãs no ambiente digital.

Mobilização do fã clube

A partir dessa aproximação, surgiu a proposta de somar esforços à campanha Blood To Save, criada em 2023 pela Army Help The Planet para incentivar a doação regular de sangue. A iniciativa busca mobilizar doadores frequentes e estimular pessoas que nunca doaram a procurar um hemocentro pela primeira vez.

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A Army Help The Planet é uma organização criada em 2019 por fãs brasileiros do BTS. Ao longo dos anos, o grupo consolidou-se como uma das principais iniciativas de impacto social lideradas por admiradores da banda sul-coreana no Brasil, com projetos ambientais, campanhas de arrecadação de recursos, ações de combate à fome, iniciativas de cidadania e atividades voltadas à promoção da saúde.

Quem pode doar

A doação de sangue é fundamental para manter os estoques em níveis seguros e garantir o atendimento de pacientes que necessitam de transfusões em tratamentos, cirurgias, emergências e outras condições de saúde.

Para ser um doador de sangue é preciso:

  • Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos devem ter autorização dos responsáveis)
  • Apresentar documento de identificação com foto;
  • Pesar no mínimo 50 kg;
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas;
  • Estar alimentado (é necessário evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação de sangue).

Acesse a página de doação de sangue

Camila Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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