Brasil
Dias de 25 horas? A ciência explica por que não há motivo para alarde
Você viu circular por aí que a Terra passará a ter dias de 25 horas porque a rotação do planeta estaria desacelerando de forma contínua? A informação ganhou força nos últimos dias e não é totalmente incorreta, mas vem acompanhada de certo tom sensacionalista. Essa variação acontece em um ritmo praticamente imperceptível, na casa de milissegundos. Para se ter ideia, 1 milissegundo corresponde a 0,001 segundo. Trata-se de um fenômeno sutil, observado e medido ao longo de décadas e séculos.
A Terra tem dois movimentos principais: rotação e translação. A rotação é o giro em torno do próprio eixo e explica a alternância entre dia e noite. Já a translação é o deslocamento do planeta em uma órbita elíptica ao redor do Sol. Nesse caso, de acordo com o Departamento de Física da Universidade Federal do Paraná, é o movimento de rotação que está na base da discussão que vem sendo difundida.
Segundo o astrônomo do Observatório Nacional (ON) e diretor substituto da unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Fernando Roig, o fenômeno é causado fundamentalmente por causa da influência gravitacional da lua através das forças de maré. “Não vai ser necessário fazer nenhum ajuste no calendário, nem nos relógios, nada disso vai ter que ser modificado. Esse não é um fenômeno novo, é conhecido desde o século XVIII”, esclarece o pesquisador.
Além da influência da lua, outros fatores contribuem para a diminuição da velocidade de rotação da Terra. “As mudanças climáticas, tanto nos períodos glaciares, de baixa temperatura, como aquecimento global, se a temperatura da Terra aumentar significativamente. Isso causa alterações na velocidade de rotação da Terra, mas não são alterações tão drásticas”, detalha Roig.
A duração da rotação da Terra é de 24 horas, ou seja, mais precisamente de 23 horas, 56 minutos e 4 segundos, e sua velocidade é de 1,666 Km/h na altura do equador. Nos polos, a velocidade é nula. Fernando Roig ainda enfatiza que esse tipo de notícia, da forma em que ela é normalmente veiculada, atrapalha a divulgação científica.
“Se utilizam títulos com caráter sensacionalista e com caráter exagerado que não contribuem para um correto entendimento do fenômeno físico que existe por trás do problema”, explica o pesquisador.
Brasil
Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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