Agro
Dia de Campo Feijão Paraná 2026 Apresenta Novidades em Cultivo e Tecnologias para Produtores
O Dia de Campo Feijão Paraná, promovido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), vai reunir produtores, consultores técnicos e pesquisadores nos dias 17 e 18 de março, em Ponta Grossa. O evento promete apresentar novas cultivares, práticas de manejo e ferramentas tecnológicas voltadas para a produtividade e eficiência da cultura do feijão.
Expectativa de Público e Objetivo do Evento
O encontro deve receber cerca de 400 participantes, incluindo produtores e consultores técnicos, no Polo de Pesquisa do IDR-PR, localizado na Avenida Presidente Kennedy, km 496 – Rodovia do Café. Segundo Germano Kusdra, assessor técnico estadual do Programa Feijão e Cereais de Inverno e gerente do Projeto Feijão Paraná, o evento é estratégico para aumentar a eficiência produtiva e a rentabilidade do sistema feijão.
“O dia de campo é uma oportunidade para produtores e técnicos conhecerem práticas inovadoras que podem gerar mais produtividade e competitividade no cultivo do feijão”, afirma Kusdra.
Tecnologia em Fertilidade do Solo: Aplicativo Ferticalc Feijão
Uma das principais novidades do evento será a apresentação do aplicativo Ferticalc Feijão, desenvolvido pelo IDR-PR. A ferramenta permite recomendações personalizadas de adubação, cruzando a análise química do solo com a necessidade específica da cultura, resultando em economia de insumos e maior precisão técnica.
“O aplicativo calcula a adubação com base no balanço real de nutrientes, oferecendo uma recomendação inteligente e eficiente. Produtores que utilizam a ferramenta conseguem investir melhor e aumentar a produtividade”, explica Kusdra.
Durante o dia de campo, os participantes poderão comparar resultados de lavouras que seguiram o manual de adubação tradicional com aquelas que aplicaram as recomendações do aplicativo, observando diferenças práticas em produtividade e custo-benefício.
Importância de Sementes de Qualidade e Manejo Adequado
O uso de sementes de boa qualidade será outro tema central do encontro. Kusdra alerta que cerca de 80% das lavouras de feijão no Paraná ainda utilizam sementes guardadas da safra anterior, que podem ter perda genética e risco de contaminação por doenças.
Além disso, a manutenção da fertilidade do solo é essencial para garantir altos níveis de produtividade. “Cada grão tem exigências específicas de nutrientes. Acertar no manejo, desde a adubação até o tratamento de sementes e controle de pragas, é fundamental para obter lucro, mesmo em períodos de preços baixos”, explica Kusdra.
O evento também vai reforçar a importância do manejo correto de pragas e doenças, execução das atividades na época adequada e colheita no momento certo, considerando que o feijão tem ciclo curto e qualquer atraso impacta diretamente os resultados.
Detalhes do Evento
- Datas: 17 e 18 de março de 2026
- Horário: A partir das 13h
- Local: Polo de Pesquisa do IDR-PR, Avenida Presidente Kennedy, s/n – Rodovia do Café, km 496, Ponta Grossa, Paraná
- Apoio: Embrapa Arroz e Feijão e Agro Brasinha
- Informações e agendamento: (42) 3219-9700
O Dia de Campo Feijão Paraná 2026 será uma oportunidade única para produtores e técnicos conhecerem tecnologias e práticas inovadoras, que podem aumentar a produtividade, reduzir custos e tornar o cultivo de feijão mais eficiente e rentável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro
A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.
O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.
Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.
Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.
Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.
O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.
Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.
O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.
Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência
Fonte: Pensar Agro
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