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Dia das Mães impulsiona mercado de suínos e eleva demanda por cortes nobres, aponta Cepea

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O mercado de suínos no Brasil registrou maior movimentação na última semana com a aproximação do Dia das Mães, período tradicionalmente associado ao aumento do consumo de proteínas animais. A demanda mais aquecida por cortes como lombo e costela contribuiu para a elevação das cotações no atacado, segundo dados acompanhados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Consumo sazonal e início de mês reforçam demanda no mercado

De acordo com agentes do mercado consultados pelo Cepea, dois fatores principais explicam o avanço recente na procura pela carne suína: a proximidade do Dia das Mães e o início de mês, período em que tradicionalmente há maior capacidade de compra por parte do varejo e das famílias.

Esse cenário resultou em aumento das vendas de cortes mais nobres, com destaque para lombo e costela, que costumam ter maior giro em datas comemorativas.

Preço do animal vivo segue estável após sequência de quedas

Apesar do aquecimento no mercado de carne suína, os preços do animal vivo permaneceram estáveis nos últimos dias. O movimento interrompeu uma sequência de quedas observada ao longo do mês anterior.

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Pesquisadores do Cepea destacam que, embora tenha havido aumento na demanda por carregamentos adicionais, essa melhora não foi suficiente para provocar reação imediata nas cotações do suíno vivo.

Perspectiva para as próximas semanas é de estabilidade ou leve alta

Para o curto prazo, o cenário pode ser de manutenção ou até recuperação dos preços do animal vivo. Segundo o Cepea, o recente fortalecimento da demanda por cortes suínos pode sustentar o mercado nas próximas semanas, especialmente caso o consumo interno se mantenha firme após o período do Dia das Mães.

A tendência, no entanto, dependerá do ritmo de reposição dos frigoríficos e da continuidade do fluxo de vendas no atacado e varejo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Câmbio, custos e geopolítica elevam pressão sobre o agronegócio brasileiro em 2026, aponta Rabobank

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O agronegócio brasileiro inicia 2026 sob um cenário de forte pressão externa e interna, com impactos diretos sobre câmbio, custos de produção e preços das commodities. Segundo o relatório Brazil Agribusiness Quarterly Q1 2026, do Rabobank, o dólar deve encerrar o ano em torno de R$ 5,55, influenciado por incertezas fiscais, ambiente eleitoral e tensões geopolíticas globais.

Mesmo com o início do ciclo de cortes de juros, o banco avalia que a taxa ainda elevada no Brasil pode oferecer algum suporte ao real. No entanto, a volatilidade cambial segue como um dos principais pontos de atenção para o setor produtivo.

Conflito no Oriente Médio pressiona custos e exportações

O conflito no Oriente Médio aparece como um dos principais riscos para o agronegócio global. A região representa cerca de 7% das exportações agrícolas brasileiras, com destaque para produtos como frango, carne bovina, açúcar, milho e soja.

A instabilidade geopolítica já tem reflexos no mercado internacional, especialmente na alta dos preços de combustíveis e fertilizantes, insumos essenciais para a produção agrícola.

Fertilizantes seguem como principal ponto de atenção

Entre os insumos, os fertilizantes nitrogenados são os mais impactados pela volatilidade global, segundo o relatório do Rabobank. O fósforo também começa a apresentar sinais de pressão de preços, o que pode afetar diretamente as decisões de compra dos produtores rurais ao longo da safra.

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A elevação dos custos de produção tende a reduzir margens e aumentar a necessidade de gestão de risco por parte do produtor.

Clima adiciona incertezas ao cenário produtivo

Além dos fatores econômicos e geopolíticos, o clima também preocupa o setor. Chuvas acima da média em algumas regiões prejudicaram a colheita da soja e atrasaram o plantio da segunda safra de milho.

Para o segundo semestre, há expectativa de condições climáticas associadas ao fenômeno El Niño, o que pode trazer novos desafios ao planejamento agrícola.

Setor sucroenergético reage à volatilidade internacional

No segmento sucroenergético, a tensão geopolítica impulsionou os preços do açúcar na bolsa de Nova York, criando oportunidades de hedge para usinas brasileiras.

No mercado interno, o impacto sobre os combustíveis tem sido mais moderado até o momento, com a gasolina apresentando variações menores em comparação aos movimentos internacionais.

Soja segue sustentada por fatores externos, mas cenário pode mudar

No mercado da soja, os preços na Bolsa de Chicago permanecem sustentados por fatores geopolíticos e incertezas globais. No entanto, fundamentos mais fracos no mercado internacional, aliados à oferta recorde do Brasil e ao aumento dos custos logísticos, indicam possível perda de força nas cotações ao longo do ano.

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Agronegócio deve reforçar gestão de risco em 2026

O conjunto de fatores apontados pelo Rabobank reforça um ambiente de maior complexidade para o agronegócio em 2026. Câmbio volátil, custos elevados de insumos, riscos climáticos e instabilidade geopolítica exigem maior planejamento financeiro e estratégias de proteção por parte dos produtores e empresas do setor.

A tendência é de um ano desafiador, com margens pressionadas e necessidade crescente de eficiência operacional para manutenção da competitividade no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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