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Despedida na Ilha: shows de Lagum e Maneva celebram temporada histórica do Verão Maior

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Não poderia existir cenário mais perfeito para encerrar uma temporada histórica. Entre o mar, o céu aberto e a energia do público, a Praia de Brasília, na Ilha do Mel, foi palco dos últimos shows do Verão Maior Paraná neste sábado (28), concluindo uma edição marcada por recordes e experiências inesquecíveis.

Depois de Maskavo e Vitor Kley elevarem o clima na noite de sexta, em Encantadas, foi a vez de Lagum e Maneva comandarem a despedida em grande estilo. Durante todo o dia, em Pontal do Sul, embarcações partiram para Ilha em intervalos de meia hora para dar conta do público que foi para curtir o segundo dia de apresentação. 

A banda Lagum abriu a programação com um repertório que mistura pop, reggae e indie, levando o público a cantar junto do começo ao fim.

Para o vocalista Pedro Calais, a experiência de tocar na Ilha do Mel superou as expectativas. “A gente só conhecia de ouvir falar, mas está sendo maravilhoso. Conseguimos dar um rolê, conhecer um pouco da praia, e é tudo muito lindo”, disse.

O guitarrista Otavio “Zani” Cardoso também destacou a importância de participar de um festival gratuito, em um cenário como o da ilha. “É muito importante para a gente levar o nosso som para mais gente, principalmente em um evento gratuito. Muita gente acaba conhecendo a banda ali, ao vivo. E toda essa experiência de vir pra cá, pegar o barquinho, faz com que todo mundo entre no mesmo clima. É muito legal”, afirmou.

Na sequência, o Maneva subiu ao palco encerrando a noite com sucessos do reggae que fizeram todo mundo cantar e refletir. 

A banda é conhecida por músicas que abordam temas como amor, consciência e conexão com a natureza e durante o show, o vocalista Tales de Polli fez um pedido ao público. “Não esqueçam de levar o lixo. Galera, vocês são o meu público favorito do ano. Estamos numa ilha, no meio do mar”, disse, ao incentivar que os espectadores ajudassem a manter a Ilha do Mel preservada após o evento.

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PÚBLICO – Para quem acompanhou o clima foi de celebração e despedida. A estudante Giovanna Cunha, de 20 anos, acompanha o Verão Maior Paraná desde as primeiras edições e destacou a conexão com o evento ao longo dos anos. “Eu vou em todos os shows do Verão Maior desde que ele começou. É um projeto muito lindo, que cresce cada vez mais”, refletiu. 

Fã da banda Lagum, ela chegou cedo para garantir um bom lugar e viver a experiência de perto. “Eu gosto da banda há muitos anos, quase desde o começo, então estou muito feliz e animada”, contou. 

O curitibano Tiago Bonato, de 42 anos, também fez questão de estar presente e destacou a expectativa para os shows na ilha. “Eu gosto muito de reggae e venho para a Ilha do Mel há 13 anos. Esse ano é especial, porque tem show de reggae aqui, então eu não podia perder. Fiz de tudo para vir e estou aqui”. 

Ele também ressaltou a experiência ao longo do festival e a estrutura montada. “A gente já participou de vários shows em Matinhos e aqui também está muito bem organizado. É uma estrutura de alto nível, e reggae com esse cenário combina demais. Acho que a galera vai curtir muito”, disse.

A movimentação também foi sentida por quem vive do turismo na ilha. Dona de uma pousada, Amanda Miranda dos Santos destacou o impacto positivo dos shows neste período. “Foi uma surpresa, a gente não sabia. Eu considero um presente do Estado. Trouxe muito movimento e, sendo final de mês, foi perfeito pra gente, porque quando baixa a temporada o movimento cai muito. Então, quanto mais evento tiver, melhor para a ilha, para os moradores e para os comerciantes”, disse.

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Assim como na noite anterior, a operação especial garantiu o controle de acesso à Ilha do Mel, respeitando o limite diário de visitantes. 

MAIOR DE TODAS – A edição 2026 do Verão Maior Paraná entrou para a história como a maior já realizada. Ao longo de cinco finais de semana (entre janeiro e fevereiro), foram 38 apresentações gratuitas que reuniram cerca de 2,5 milhões de pessoas no Litoral do Estado.

Logo na abertura, o show do DJ Alok atraiu 338 mil pessoas, dobrando o recorde anterior registrado no festival, que era de 164 mil, no show de Luan Santana em 2025. Em Matinhos, dos 20 shows realizados, 15 superaram a marca de 100 mil espectadores, sendo três deles com público acima de 200 mil (além de Alok, Gusttavo Lima cantou para 265 mil pessoas e Ana Castela, para 228 mil). 

Além dos recordes de público, o Verão Maior Paraná também gerou impacto direto na economia do Litoral. Segundo levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), a cada R$ 1 investido pelo Governo do Estado, houve um retorno de R$ 1,19 na economia dos sete municípios da região, com um incremento de R$ 110 milhões no Produto Interno Bruto (PIB) local.

Fonte: Governo PR

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Gaeco de Londrina denuncia 49 pessoas investigadas na Operação Panóptico, que apura organização criminosa com atuação nacional a partir de presídios

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O Ministério Público do Paraná denunciou nesta quarta-feira, 26 de agosto, 49 pessoas investigadas a partir da Operação Panóptico, que investiga organização criminosa armada com atuação em âmbito nacional a partir de presídios. Os fatos criminosos foram narrados em seis denúncias oferecidas pelo Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Áudio do Promotor de Justiça Leandro Antunes Meirelles Machado

Foram imputados aos denunciados o crime de favorecimento ao domínio social estruturado, previsto no artigo 3º da Lei 15.358/2026, a chamada Lei Antifacção, e o de integrarem organização criminosa (Lei 12.850/2013). A Operação Panóptico foi deflagrada em 15 de junho último, quando foram cumpridos 304 mandados de prisão e 255 de busca e apreensão em quatro estados: Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

As denúncias oferecidas derivam do compartilhamento de provas produzidas no âmbito das operações Alvorada e Libertatem, deflagradas originalmente pelo Núcleo de Umuarama do Gaeco.

A partir das informações e provas compartilhadas, foi possível mapear e identificar os membros responsáveis pela atuação territorial, logística e financeira que compunham a chamada “Região 43”, cuja cidade-polo é Londrina, inclusive integrantes de alto escalão da organização criminosa investigada. Além de Londrina, as investigações da Operação Panóptico envolveram os outros nove núcleos regionais do Gaeco.

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Antes do oferecimento das denúncias, o Juízo de Garantias da 2ª Vara Criminal de Londrina já havia decretado a prisão preventiva de todos os investigados, a pedido do Gaeco de Londrina.

Atuação conjunta – A realização da Operação Panóptico em âmbito estadual foi possível graças à atuação conjunta dos dez núcleos do Gaeco com a Secretaria de Estado da Segurança do Paraná, por meio das  polícias Militar, Civil, Penal e Científica.

Processo 0027259-96.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.002446-4)

Processo 0046303-04.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.004352-2)

Processo 0046305-71.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.004353-0)

Processo 0046307-41.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.004351-4)

Processo 0065409-83.2025.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.25.005834-0)

Processo 0046287-50.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.004354-8)

Matéria anterior:

15/06/2026 – Gaeco deflagra megaoperação contra o crime organizado, com o cumprimento de 559 mandados no Paraná e mais três estados

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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